sábado, 8 de julho de 2017

O Punk e o Prog um pouco mais próximos


Leia abaixo o inspirado texto de Jonathan Pires Fernandes no Whiplash.net sobre os dois mais antagônicos sub-estilos do universo do rock and roll: o punk e o prog.

Punk e Rock Progressivo Juntos: dois artistas que tentaram essa aproximação.

O rock, provavelmente, é o gênero musical que mais possui subgêneros. Como consequência, observamos inúmeras disputas entre os fãs de rock sobre qual gênero é o melhor. Aprioristicamente, isso pode parecer bobagem, mas se você é apreciador do gênero musical, já deve ter visto situações desse tipo: fãs de heavy metal que odeiam profundamente o grunge; fãs de rock progressivo que odeiam punk; e fãs de punk que odeiam o rock progressivo. Para muitos, é quase uma rivalidade futebolística: parece que alguém é proibido de curtir determinado subgênero se gostar de outro. Avessos ou não a essas "disputas" e "rivalidades", alguns artistas de rock promoveram misturas, no mínimo, inusitadas como veremos a seguir.

1 - Frank Zappa:

Frank Zappa é bastante conhecido por ter atravessado inúmeros gêneros musicais em seus mais de 60 discos. Rock, Jazz, Reggae, Vanguarda... Praticamente tudo cabia na discografia de Frank Zappa. No final dos anos 70, o músico americano gravou três discos de Rock Progressivo: "Live in New York" (1978), "Sheik Yerbouti" (1979) e "Joes's Garage" (1979). No segundo, há a clássica canção "Broken Hearts Are For Assholes" que se inicia com um andamento rápido e com riff de punk rock:


Embora Zappa visse o Movimento Punk como outro modismo, é inegável que o riff principal dessa canção tem forte influência do punk rock. E o mais curioso é que a canção, apesar do riff punk, pode ser classificada como um rock progressivo, pois muda várias vezes de andamento e arranjo. Aqui temos uma mistura completamente inusitada entre subgêneros do rock que "se odeiam".

Para complementar, no mesmo ano do lançamento de "Broken Heart Are For Assholes", o célebre compositor ainda gravou o disco ao vivo "Tinsel Town Rebellion". Nele, há uma canção homônima ao álbum que satiriza o Movimento Punk, mas também há a presença de "I Ain't Got No Heart", canção do primeiro disco do músico que ganha um arranjo diferente, ficando bastante acelerada. Na minha visão, se aproxima, ainda que vagamente, do punk:


Passemos agora para o outro exemplo.

2 - The Jam:

Formada por Paul Weller (voz e guitarra), Rick Buckler (bateria) e Bruce Foxton (baixo), a banda punk The Jam nunca foi de renegar artistas do passado como faziam seus colegas punks de bandas como Sex Pistols e The Clash. Jhonny Rotten, vocalista do Pistols, andava com uma camisa escrita "Eu odeio Pink Floyd". Joe Strummer, líder do Clash, cantava a plenos pulmões: "sem Elvis, Beatles ou Rolling Stones em 1977". Paul Weller, ao contrário, nunca escondeu ser fã de bandas como Kinks e The Who; e sempre foi aficionado por Black Music.

Durante sua curta existência, a banda gravou seis discos. Os dois primeiros, "In The City" (1977) e "This Is The Modern World" (1977), são discos de puro punk rock. O terceiro, "All Mod Cons" (1978), é mais chegado ao pop rock. Entretanto, o que nos interessa aqui é o quarto disco: "Setting Sons" (1979). A banda planejava que "Setting Sons" fosse um álbum conceitual que contaria a história de amigos que relembram os bons tempos, em um mundo destruído por guerras.

Uma banda de origem punk pensar em fazer um álbum conceitual já é algo inusitado, levando em consideração que álbuns desse tipo eram bastante comuns em bandas de rock progressivo, gênero execrado pela turma de 1977 - "Aqualung" (1971), da banda progressiva Jethro Tull é um exemplo de disco conceitual. A verdade é que o projeto do The Jam acabou não se concretizando, mas algumas canções que eram do projeto acabaram entrando no disco. Duas delas são as mais curiosas do álbum: "Little Boy Soldiers" e "Wastelands".



A primeira se inicia com um dedilhado e logo depois temos um arranjo comum de um punk rock meio chegado ao pop rock, com um violino ao fundo. Entretanto, logo depois, a bateria simula um clima de quartel e a música muda de arranjo: afasta o baixo e mantem apenas a guitarra e batidas marciais ao fundo. No meio da canção, mais uma vez o arranjo muda e temos apenas um violão como base. Logo após uma ponte, a canção retorna ao punk rock simples do início.

Mudando ritmo, harmonia e melodia duas vezes, poderíamos considerar "Little Boy Soldiers" uma canção de rock progressivo, levando em conta que essas mudanças são comuns ao gênero? A verdade é que o instrumental da canção é simples, no entanto, ela atesta que o The Jam flertaria com o rock progressivo, caso "Setting Sons" tivesse sido de fato um disco conceitual.

"Wastelands", com seu clima calmo e flautas ao fundo também sugere essa aproximação. Flautas lembram Jethro Tull, outra banda progressiva.

Finalizados os exemplos, algumas conclusões.

1) Frank Zappa mais uma vez mostrou que gostava de surpreender os seus ouvintes, sendo o músico inquieto e experimentalista que era. Ainda que sua intenção tenha sido apenas brincar ou "zoar" com o punk, o arranjo de Broken Hearts Are For Assholes" não deixa de ser surpreendente e inusitado.

2) The Jam mais uma vez mostrou que, apesar de sua origem punk, não era adepto do radicalismo exacerbado de seus contemporâneos que tentavam renegar a maior parte do que fora feito no passado. Poderia muito bem ser moderno sem, necessariamente, ter que renegar suas influências, que eram várias: rock anos 50, rock sessentista, black music... Será que até mesmo rock progressivo? Quem sabe...


Assista ao show do System Of A Down em Moscou


A filmagem fora realizada durante a apresentação da banda na capital russa na quarta-feira última, dia 5.

Novo álbum de Ringo Starr chegará repleto de convidados


"Give More Love" chegará no dia 15 de setembro próximo contando com os convidados ilustres:

Paul McCartney, Joe Walsh, Richard Marx, Steve Lukather, Dave Stewart, Edgar Winter, Peter Frampton e Don Was, entre outros.

Megadeth no Brasil


A banda do chefe David Mustaine do brasileiro Kiko Loureiro aportará por aqui em outubro para os seguintes shows:

31/10 - São Paulo - Espaço das Américas
01/11 - Rio de Janeiro - Vivo Rio

Mais informações e ingressos aqui.

Coldplay no Brasil


A banda bretã de soft rock chegará em novembro para os seguintes shows:

07/11 - São Paulo - Allianz Parque
11/11 - Porto Alegre - Arena do Grêmio

Ingresssos:

COLDPLAY EM SÃO PAULO – 7/11

Pista Premium R$ 750
Pista R$ 380
Cadeira Inferior R$ 510
Cadeira Superior R$ 240

COLDPLAY EM PORTO ALEGRE – 11/11

Pista Premium R$ 800
Pista R$ 500
Camarote R$ 780
Cadeira Inferior R$ 520
Cadeira Gold R$ 480

Cadeira Superior R$ 320

Os ingressos estarão a venda a partir da meia-noite do dia 17 de julho pelo site da Eventim, sendo que a pré-venda se iniciará no dia 14 para portadores de cartões da Ourocard Black, Infinite, Nanquim, Platinum Estilo e Grafite Estilo e no dia 15 para clientes Ourocard.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Pink Floyd's Day: O fã mais ilustre de Syd Barrett


David Bowie talvez fora o fã mais ilustre de Syd Barrett, atribuindo ao ídolo sua inspiração pra decidir se tornar um artista.

Quando foi divulgada a morte de Syd, Bowie paralisou seu site oficial, deixando apenas uma tocante nota de pesar e explanando a incomensurável importância que Barrett teve em sua vida.

Pink Floyd: e se Syd Barrett não tivesse enlouquecido?


Roger Keith Barrett chegou diante de seus colegas colegiais Bob Klose, Roger Waters, Richard Wright e Nick Mason baterem cabeça e não se acertarem enquanto banda e menos ainda nos nomes desta, passando por  Sigma 6, The Meggadeaths, Tea Set e The Abdabs, The Screaming Abdabs, The Architectural Abdabs.

Barrett, já o querido Syd, apareceu e pôs ordem na casa, começando por firmar um nome que emplacasse e surgira o The Pink Floyd Sound que futuramente perderia os nomes das pontas para cravar Pink Floyd, homenageando os dois bluesmen obscuros Pink Anderson e Floyd Council, dos quais Syd era fã.



Syd Barrett conceituou toda a arte musical e visual do grupo, que conquistou os jovens do templo underground londrino UFO e logo despertara a atenção da gravadora EMI, que sem perder tempo lançou os singles "Arnold Layne" e "See Emily Play" que logo conquistou a ilha do cachorro de costas e tal sucesso não demoraria a cruzar o Atlântico.

Então veio o álbum de estreia do Pink Floyd, "The Piper at Gates of Dawn" em agosto de 1967, praticamente todo concebido por Syd, um marco do cult-psicodélico.

Todavia Barrett começou a tomar ácido e mandrax de mais e compor e se apresentar de menos, restando-lhe umas pontas no álbum seguinte, "A Saucerful of Secrets", de 1968.

Alí a esquizofrenia tóxica sepultava a carreira de Syd Barrett junto à banda que ele mesmo criara, que seguira em frente, virara a década e nesta se tornara um dos maiores pilares do rock progressivo de todos os tempos.

Mas, e se Syd Barrett não tivesse enlouquecido, ou pelo menos não a ponto de ser demitido e continuar exercendo sua liderança no grupo?

Como seriam as trilhas sonoras feitas pelo Floyd com ele a bordo?

Sua parte em "Ummagumma", dá para imaginar, ainda que por alto?

Como seria o primeiro álbum na década de 70 com Syd no Pink Floyd, "Atom Heart Mother", com ele sendo autor ou co-autor?

O Pink Floyd passaria a ganhar sonoridade A La Bob Dylan ou Neil Young na década seguinte?

Como seriam os duos vocais, com Waters, Gilmour e Wright e a divisão das guitarras com Gilmour?

Imaginem "Echoes" e "Comfortably Numb" contendo Syd Barrett.

E "The Dark Side of The Moon" a mais nababesca e emblemática obra do Pink Floyd, com Syd ganharia um tom menos pessimista e rascante e um pouco mais de clareza e esperança?

E a talvez mais difícil das questões?

Até quando o ego de Roger Waters o permitiria coadjuvar diante de Syd Barrett?

Elocubrações.

E aí, o que você acha?

Playlist: Syd Barrett - A Obra do Criador


Seguindo as comemorações do Pink Floyd's Day, no dia que se completa onze anos da morte do Criador, Syd Barrett, ouça a playlist "Syd Barrett - A obra do Criador, clicando no link abaixo.

OUÇA AQUI

Syd Barrett e Jimi Hendrix!


No fim do ano de 1967, Syd Barrett e seu Pink Floyd, juntamente com o pessoal do The Nice, Cream, Amen Corner, The Move, The Outer Limits, e principalmente, The Jimi Hendrix Experience, embarcaram numa turnê bretã, que por sinal começara a causar estresse em Syd, que tivera que repentinas vezes ser substituído pelo guitarrista do The Nice, Davy O'List.

Costa que a relação de Barrett com Hendrix foi bem simpática, com Jimi frequentemente olhando dentro de Syd porque ele "sabia que ele estava tendo um colapso".

Acima, toda a trupe na foto.

Pink Floyd's Day - Dia do Pink Floyd


Bom Dia Confraria!

Há 11 anos perdíamos o Criador Syd Barrett neste campo físico.
No ano passado a Confraria Floydstock lançou uma campanha para que o dia 7 de julho seja lembrado pelos Floydianos como Pink Floyd's Day, Dia do Pink Floyd, tendo a data da morte como referência e o trecho de sua canção Chapter 24, que diz: "All Moviment is Accomplished In Six Stages And The Seven Brings Return..." ('Todo Movimento é Completado em Seis Estágios é o Sete Traz o Retorno").

Syd morreu num 7/7.

Hoje a programação nos canais da Confraria Floydstock será amplamente voltada ao Criador da maior banda psicodélica de todos os tempos.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Novo Livro/DVD dos Rolling Stones


Os lendários e imortais Rolling Stones estão lançado o livro e DVD On Air in the Sixties, material que compila as aparições de TV e rádio da banda durante os anos 1960. O título será lançado dia 26 de setembro e virá em um livro com um DVD que traz inúmeras performances, muitas delas até hoje inéditas.

O livro tem o título de TV and Radio History As It Happened e foi escrito por Richard Havers. O texto acompanha os Stones desde o seu surgimento, com a primeira aparição na TV no programa Thank You Lucky Stars! e passando por performances clássicas. A obra vem com uma carta que Brian Jones escreveu para a BBC em 1963, solicitando uma audição para a então chamada Rollin’ Stones Rhythm and Blues Band. Já o DVD vem com imagens descobertas recentemente e até então inéditas, motivo suficiente para atiçar a curiosidade dos fãs.

Falando nisso, ao que tudo indica os Stones estão gravando um novo disco, o primeiro com material inédito desde A Bigger Bang, lançado em 2005.

VIA COLLECTORS ROOM

Nick Mason: se começasse hoje, o Pink Floyd atingiria o sucesso que obteve?


Obviamente para o baterista a resposta seja "Não", embora fora não tão fatalista em sua resposta:

As coisas são muito mais complexas hoje do que eram há 40 anos quando começamos, o atual cenário da música impede que alguém que se proponha a fazer um som psicodélico desfrute da fama que o Pink Floyd teve nos anos 70 e 80. Por mais que você seja bom, eu acho que é preciso estar no lugar certo na hora certa. Até mesmo os Beatles precisariam batalhar muito para ter seu espaço na mídia no século 21."

"Trilogy", o segundo pilar da "Santíssima Trindade" do ELP


Após o espetacular álbum conceitual "Tarkus" que elevou o trio bretão Emerson, Lake & Palmer a um patamar maior dentro da cena do rock setentista, o Segundo Pilar da "Santíssima Trindade" do grupo chegaria em 6 de julho de 1972 para se tornar um dos mais aclamados por um enorme número de fãs deste, sendo para muitos o melhor disco deles.

Apesar de majestoso, o álbum antecessor foi gerado em meio a enorme clima de tensão entre Keith Emerson e Greg Lake. Tensão esta que serenara em "Trilogy", onde ambos conseguiram coadunar harmonicamente, tendo aqui Lake um maior espaço na composição, execução e produção.

Se Tarkus foi um disco agressivo e denso, tematizando sobre uma máquina de guerra que era abatida por seres mitológicos, "Trilogy" soou galante e tenro, trazendo canções sobre um relacionamento amoroso em ordem cronológica, com músicas instrumentais intermitentes.

Sua capa a princípio traria a pintura "The Endless Enigma" do maior nome do Surrealismo, Salvador Dali, porém este meteu a faca, cobrando equivalente a 50 mil Euros pelos direitos da imagem, o que fizera com que a gravadora declinasse.

  "The Endless Enigma" obra de Salvador Dali.

Nesse trabalho o ELP adentrava definitiva e impávidamente no terreno do jazz e erudito, com diversas sequências jorrando tais influências, que claro, eram denotadas através principalmente dos dedos de Keith Emerson e da pegada jazzística nas baquetas de Carl Palmer.

Não seria nada descabido dizer que este é o álbum onde temos o melhor momento de Greg Lake como cantor dentro de sua carreira no ELP, pois seu canto é bem postado, maviosa ou ásperamente durante todas as canções vocalizadas, aternando tais nuances em The Endless Enigma (Part One e Two), "Trilogy" e "Living Sin", e macio em "From The Beginning" (uma das canções mais lindas do ELP e de toda a década de 70).

O jazz e o erudito supracitados comem solto com mais força nas faixas instrumentais: "Fugue", "Hoedown (Taken From Rodeo)", esta uma referência à peça de Aaron Copland, e finalmente no Bolero de Ravel" do ELP, isso mesmo, a influência e inspiração na obra do francês famoso, Maurice, é notória e indiscutível.

Em suma, "Trilogy" é um álbum de sonoridade elegante, daqueles trabalhos onde você procura erros e não acha. Um dos mais icõnicos discos do rock progressivo e do classic rock.

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Tracklist:

1. The Endless Enigma (Part One) 
2. Fugue 
3. The Endless Enigma (Part Two) 
4. From The Beginning 
5. The Sheriff 
6. Hoedown (Taken From Rodeo)
7. Trilogy 
8. Living Sin 
9. Abaddon’s Bolero

A Banda:

Keith Emerson: Hammond organ C3, Steinway piano, Zoukra, Moog synthesizer IIIC e Mini Moog Model D)
Greg Lake: voz, baixo, violões e guitarras

Carl Palmer: bateria e percussão.

LEIA TAMBÉM: "Tarkus", o primeiro pilar da "Santíssima Trindade" do ELP

O Dia Em Que Tudo Se Pôs A Mover


Há 60 anos um Santo Homem chamado Ivan Vaughan garantia seu terreninho no céu (na verdade um latifúndio com vista para a eternidade) ao apresentar dois amigos em comum e selar uma das maiores parcerias criativas do Século XX, doravante conhecida simplesmente por Lennon & McCartney, no Hall em frente à St. Peter´s Church, onde John se apresentaria pela primeira vez com os Quarrymen, sua banda de Skiffle.

Álbuns lançados em 6 de julho


Emerson, Lake And Palmer - "Trilogy", 1972.
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B-52's - "The B-52's", 1979.
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Heart - "Heart", 1985.
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Grateful Dead - "In The Dark", 1987.
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Accept no Brasil


O grupo germânico Accept, para mim um dos melhores do heavy metal tradicional em atividade, confirmou uma série de shows pela América do Sul em novembro próximo.

Hoje foram conhecidas também as datas para o Brasil.

17/11 - Buenos Aires, Argentina
19/11 - Montevideo, Uruguai
21/11 - Santiago, Chile
23/11 - Assunção, Paraguai
25/11 - Bogotá, Colômbia

Ingressos pelo site BANDSINTOWN

No Brasil:

08/11 - Florianópolis - Teatro do CIC
10/11 - Porto Alegre - Armazém
11/11 - Rio de Janeiro - Rival
12/11 - Belo Horizonte - Music Hall
15/11 - São Paulo  - Carioca Club

No dia 4 de agosto próximo a banda lançará seu próximo álbum "The Rise of Chaos". A faixa-título já foi divulgada e ganhou CLIPE. SAIBA MAIS AQUI


Cesar Camargo Mariano: "Sertanejo é tudo menos arte e Elis só teve uma"


O grandioso pianista, arranjador, produtor e compositor Cesar Camargo Mariano, que fora casado com a Pimentinha Elis Regina e com ela gerou dois filhos, Pedro Mariano e Maria Rita, hoje residente nos Estados Unidos, falou muito bem dito a Lucas Almeida da Revista Veja sobre a atual cena da música brasilera. Leia abaixo alguns trechos:

Acompanha as novidades na música brasileira?

"Sempre, e acho que a indústria achatou todo o mercado. É difícil conhecer as pessoas novas que são boas, porque elas não ganham espaço. Quando você começa a produzir um álbum, o diretor da companhia dita regras para ser mais comercial. Isso já acontecia com grandes nomes como Simone e Elis, mas a qualidade da música acabou. No Brasil, as pessoas só pensam na mídia, custe o que custar. A arte virou um papel amassado jogado no lixo."

O mercado sertanejo, em especial, vem ganhando espaço. Acredita que existe uma saturação do estilo em prol do comércio?

"O sertanejo de hoje é descartável, igual ao funk brasileiro atual. Se você quer saber mesmo, tomara que não perdure, porque não tem a qualidade que eu proponho: só serve para pular e dançar. Você me desculpa, mas eu estou velho. Não posso deixar mais de falar o que penso. O sertanejo é tudo, menos arte. As pessoas não são mais artistas, são personalidades."

Algum artista brasileiro atual já despertou a sua atenção?

"Me chamaram para fazer arranjos para Ivete Sangalo, quando ela estava começando carreira-solo. As duas músicas que eu fiz com ela estouraram: Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim e Sá Marina. A Ivete foi para outro gênero, mas, mesmo lá, ela faz com qualidade. Tem uma outra, que está na mesma onda dela, só que é loira, que é uma porcaria. Ela não traz nada novo. A música da Ivete é benfeita. Se você me perguntar se eu gosto, vou dizer que não, porque não entendo e não faz parte do meu mundo."

Assistiu ao filme Elis, lançado no ano passado?

"Não, eu já sei a história toda (risos). Vejo o meu passado como algo que foi muito bacana e valeu a pena. Agora, continuo trabalhando para fazer outras coisas. Uma vez, conheci Tony Benett e ele disse que tinha Elis & Tom na cabeceira da cama. Isso é um orgulho. Foi um trabalho legal, mas não gosto de ouvir minhas coisas, nem penso em regravar nada. Não gosto nem de repetir música em show quando pedem bis."

É quase um consenso que Elis foi a maior cantora do Brasil. O senhor reconhecia isso na época?

"Antes de conhecer a Elis, já tinha visto o seu potencial, por conta do carisma e do modo de interpretar. Não dava para não perceber o talento da Elis, porque era perfeito. Elis Regina só teve uma. Melhor assim. Não é legal ter oito Picassos, mas sim ter um só."

A música tinha um papel relevante na TV quando o senhor despontou. Voltaria a fazer algum programa se fosse chamado?

"Hoje, não existe mais espaço para a música na televisão. A TV Manchete me chamou para apresentar o Um Toque de Classe e eu misturava tudo. Chamava Lobão para tocar jazz comigo e fazia duetos com Djavan. Mas se aparecesse um pedido desses agora, eu não toparia. Com quem que eu vou tocar? (risos)."

LEIA MAIS NA VEJA

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Novo álbum ao vivo do Status Quo


Uma das maiores lendas do rock inglês, o Status Quo lançará dia 14 de julho o seu novo álbum ao vivo.

Com o título de The Last Night of the Electrics, o material será lançado em CD duplo, DVD/Blu-ray e em um LP triplo de 180 gramas. Além disso, teremos também um box com um encarte de 120 páginas em capa dura trazendo as versões em CD e DVD/Blu-ray.

O material foi gravado em Londres em dezembro de 2016, bem no período em que o guitarrista Rick Parfitt passava por sérios problemas de saúde. Ele não participa do show. Parfitt faleceu no dia 24 de dezembro do ano passado, aos 68 anos.

Abaixo está o tracklist de The Last Night of the Electrics e a versão de “Caroline" presente no material:

“Caroline”
“The Wanderer”
“Something About You Baby I Like”
“Rain”
“Softer Ride”
“Beginning of the End”
“Hold You Back”
“Proposin’ Medley”
“Paper Plane”
“The Oriental”
“Creepin’ Up on You”
“Gerdundula”
“In the Army Now”
“The Caveman”
“Roll Over Lay Down”
“Down Down”
“Whatever You Want”
“Rocking All Over the World”
“Burning Bridges”
“Rock and Roll Music/Bye Bye Johnny

Assista ao novo clipe de Liam Gallagher

"Chinatown" integra o álbum "As You Were" que chegará no dia 6 de outubro próximo.

“Eu não queria reinventar nada ou me aventurar em uma odisseia de jazz espacial. “É a vibe de Lennon em ‘Cold Turkey’, os Stones, os clássicos. Mas feito do meu jeito, e agora.”, disse Liam.

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Tracklist:

1. "Wall Of Glass"
2. "Bold"
3. "Greedy Soul"
4. "Paper Crown"
5. "For What It’s Worth"
6. "When I’m In Need"
7. "You Better Run"
8. "I Get By"
9. "Chinatown"
10. "Come Back To Me"
11. "Universal Gleam"
12. "I’ve All I Need"


Álbuns lançados em 5 de julho


The Beach Boys - Summer Days (And Summer Nights!!)", 1965.
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Creedence Clearwater Revival - "Creedence Clearwater Revival ", 1968.
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U2 - "Zooropa", 1993.
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Slayer - "South of Heaven", 1988.
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Assista a linda versão de Anekke van Giersbergen para "Like A Stone" de Chris Cornell


Até agora a mais tocante homenagem a Chris Cornell na minha opinião adviera de Norah Jones.

Até agora...

Pois Anekke van Giersbergen, ex-vocalista do The Gathering e atualmente em carreira solo, tocou na última sexta, 30/06, no Tuska Festival em Heksinki, na Finlândia, onde apresentou um set acústico.

Ela arrebentou na versão de "Like A Stone".


Para ver também "Black Hole Sun" com Norah Jones, assista no vídeo abaixo:

terça-feira, 4 de julho de 2017

Há 35 anos Ozzy e Sharon Osbourne se casavam...


...E hoje o madman postou uma mensagem à esposa, renovando seu votos de amor.

"Happy Anniversary My Love, You Are My Everything!"
10:52 AM - 4 Jul 2017
Vida longa ao casal que sobreviveu literalmente a tudo!


Após hiato de 17 anos, John Sykes lançará álbum solo


Pronto há três anos e engavetado devido à morte de seu empresário, "Sy-Ops", o vindouro álbum solo do guitarrista John Sykes marca a volta do músico que navegou pelo Whitesnake, Tygers of Pan Tang, Thin Lizzy e Blue Murder.

"Sy-Ops" deve chegar até o fim deste ano.

Detalhes podem ser vistos na imagem abaixo:


Iron Maiden lança mais uma cerveja própria


Após a bem recebida "The Trooper", que ganhou também as derivadas "Tropper 666" e "Red 'N" Black", a Velha Donzela lança agora em parceria com a cervejaria Robinsons, a Hallowed, cerveja no estilo belga.

O frontman Bruce Dickinson comenta:

"O que faz esta cerveja tão especial é que estamos adotando pela primeira vez uma levedura belga. Sou um grande fã de cervejas belgas, então aproveitei a chance para fazer a minha. Embora eu goste muito de experimentar com novas fórmulas e ingredientes, o curioso sobre cervejas da escola belga é que elas são mais uma filosofia de vida do do que apenas uma bebida. Tentamos engarrafar esta filosofia na Hallowed, mas com uma pegada inglesa."

Pink Floyd: as onze músicas compostas por Gilmour e Waters


Diferentemente de outras duplas de compositores de bandas icônicas, tais como Lennon/McCartney (The Beatles) e Jagger/Richards (The Rolling Stones) que compuseram 80% do material de suas bandas, no Pink Floyd a coisa geralmente funcionara na base de composições de somente um, todos ou quase todos os integrantes.

A dupla famosa que por tantas vezes une ou polariza os fãs, David Gilmour e Roger Waters tem apenas onze canções creditadas somente a ambos, entre 1971 e 1979, compreendendo a época entre os álbuns "Meddle" e The Wall".

Daria para fazer uma compilação em CD só com estas canções, somando 80 minutos.

Em entrevistas não muito antigas, Roger Waters comentou sobre a improbabilidade de uma reunião com os três membros vivos do Pink Floyd, ele, David Gilmour e Nick Mason.

Para Waters, os problemas entre ele e o guitarrista pesam muito e fez com que tomassem direções diferentes, tanto no campo musical e principalmente no pessoal, mas reconhece que fizeram coisas maravilhosas juntos, coisas estas que seriam impossíveis de realizar um sem o outro.

E juntos fizeram as canções abaixo:

"Pillow of Winds"
"Fearless"
"Obscured by Clouds"
"The Gold It's in the..."
"Wot's... Uh The Deal"
"On the Run"
"Wish You Were Here"
"Dogs"
"Young Lust"
"Comfortably Numb"
"Run Like Hell"


PS: Certa vez perguntei ao confrade Renato Azambuja sobre quem ele preferia entre Gilmour e Waters, e ele me deu a melhor resposta que já ouvi sobre tal questão:



segunda-feira, 3 de julho de 2017

Roger Waters no Brasil: provável setlist e vídeos da turnê


O eterno líder floydiano vem negociando datas para se apresentar pelo Brasil com seus espetáculos da atual turnê Us + Them, onde mescla canções do elogiado e recém-Lançado álbum, "Is This The Life We Really Want" com diversos clássicos do Pink Floyd.

Confira abaixo o tracklist mais apresentado nos shows pelo mundo, que deve ser a tônica para o que será apresentado por aqui. Esperamos que a excelente nova canção "Picture That" seja incluída.

Set 1:

- Speak to Me
- Breathe
- One of These Days
- Time
- Breathe (Reprise)
- The Great Gig in the Sky
- Welcome to the Machine
- When We Were Young
- Déjà Vu
- The Last Refugee
- Wish You Were Here
- The Happiest Days of Our Lives
- Another Brick in the Wall Part 2
- Another Brick in the Wall Part 3

Set 2:

- Dogs
- Pigs (Three Different Ones)
- Money
- Us and Them
- Smell the Roses
- Brain Damage
- Eclipse
band introductions
- Vera
- Bring the Boys Back Home
- Comfortably Numb

LEIA TAMBÉM:
"Is This the Life We Really Want" - O Inferno de Dante de Roger Waters
Roger Waters pede para incluir o Rio em sua nova turnê mundial
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Veja Yngwie Malmsteen tocando bateria e cítara


Uma série de vídeos raros, resgatados na internet, mostram o guitarrista Yngwie Malmsteen tocando bateria e cítara. Também é possível ver o músico empunhando uma guitarra Gibson de modelo ES-335, bem diferente da Fender Stratocaster que ele costuma utilizar.

A filmagem foi realizada no início da década de 1990 e faz parte de um projeto de documentário, que focaria nos bastidores da carreira de Yngwie Malmsteen, pouco depois do lançamento do disco "Fire & Ice" (1992). Infelizmente, o longa-metragem nunca foi concluído.


VIA IGORMIRANDA.COM.BR



Novo e primeiro álbum ao vivo de Steve Winwood


"Greatest Hits Live" chegará em setembro próximo em CD duplo e LP quádruplo, contendo faixas do arquivo pessoal do músico, abrangendo as fases do Spencer David Group, Traffic, Blind Faith e carreira solo.

Tracklist:

CD1

1. I’m A Man
2. Them Changes
3. Fly
4. Can’t Find My Way Home
5. Had To Cry Today
6. Low Spark of High Heeled Boys
7. Empty Pages
8. Back In The High Life Again
9. Higher Love
10. Dear Mr Fantasy
11. Gimme Some Lovin

CD2

1. Rainmaker
2. Pearly Queen
3. Glad
4. Why Can’t We Live Together
5. 40,000 Headmen
6. Walking In The Wind
7. Medicated Goo
8. John Barleycorn
9. While You See A Chance
10 Arc Of A Diver
11 Freedom Overspill
12 Roll With It

Assista ao show completo de King Diamond no Liberation Festival


O espetacular frontman nórdico, outrora do Mercyful Fate, estremeceu as estruturas do Espaço das Américas em Sampa, no dia 25 de junho último com as seguintes canções:

Setlist:

Intro
 Welcome Home
Sleeples Nights
Halloween
Eye of the Witch
Melissa
Come to the Sabbath
Funeral
Arrival
A Mansion in Darkness
The Family Ghost
The 7th day of July 1777
Omens / The Possession
Abigail
Black Horseman.

domingo, 2 de julho de 2017

Live8: dia 2 de julho será sempre lembrado como o dia da última reunião do Pink Floyd


Há exatamente doze anos, Sir Bob Geldof realizava o nababesco e onipresente evento beneficente Live8 em nove cidades simultaneamente, transmitido ao vivo pela MTV, visando sensibilizar os líderes do G8 a atinarem para o caos da fome africano.
Ícones do rock e pop se apresentaram gratuitamente em prol da causa, mas o maior feito de Geldof fora tornar o até então impossível em possível, reunir o Pink Floyd com Roger Waters, após 24 anos de hostilidades.