sexta-feira, 14 de abril de 2017

Morreu Bob Wootton, o grande parceiro de Johnny Cash


O guitarrista Bob Wootton faleceu no último dia 9 de abril, aos 75 anos. O músico acompanhou Johnny Cash de 1966 até 1997, quando o Man In Black se aposentou dos palcos. Também lançou trabalhos com outros membros do Tennessee Three, banda de apoio do cantor, além de ter trabalhado como motorista para bandas como Metallica e Smashing Pumpkins. A causa da morte não foi revelada. Bob deixa esposa e duas filhas.

Fonte: Van do Halen

Os 72 anos de Ritchie Blackmore


No espaço rememorando de hoje, uma compilação de textos meus em homenagem ao eterno guitarrista púpuro, Ritchie Blackmore, que completa seus 72 anos hoje:

Hoje é dia dele. Chato, mal encarado, marrento, mal humorado e tudo mais nesse sentido, mas um dos maiores musicistas nascidos no século XX.
Criador e difusor do estilo neoclássico de entoar sua guitarra, Ritchie Blackmore traz em seu DNA o erudito, o blueseiro, o roqueiro hard e acima de tudo, o músico, por muitas vezes performático.

Hoje o foco principal será dedicado a ele, com n postagens o homenageando nas suas três faes principais de sua carreira: Deep Purple, Rainbow e Blackmore's Night.

Iniciando nossas homenagens ao mestre Ritchie Blackmore, eis o que considero seu melhor momento na fase Deep Purple.
Justiça seja feita: todos os cinco membros do grupo só faltou fazer chover nas apresentações na terra do sol nascente, que originaram o duplo ao vivo "Made In Japan".
E Ritchie simplesmente fora fantástico.
Desde a inicial e trovejante "Highway Star", com o seu famoso e inigualável solo melódico, a melhor versão de "Child In Time", com um Blackmore literalmente endiabrado, o improvisado e prolongado riff inicial de "Smoke And The Water", o inesquecível duelo guitarra-voz travado com Ian Gillan em "Strange Kind Of Woman", o mergulho no blues-rock em "Lazy" e a viagem absoluta de "Space Truckin'.
Enfim, Ritchie Blackmore e seus amigos (amigos pero no mucho) fizeram os japas arregalarem os olhos e infelizmente isso não foi filmado.

Seguindo em nossas homenagens ao guitarrista Ritchie Blackmore, destaco agora o momento que considero como sendo o seu ápice na fase Rainbow: a apresentação registrada no CD/DVD Live in Munich, de 1977.
Ao contrário do álbum da nossa primeira mensagem de hoje, o Deep Purple "Made in Japan", onde tudo funcionava e brilhava pelo conjunto e entrosamento, aqui no Rainbow, tudo fora montado para que o chefe e idealizador do grupo brilhasse.
Mas o nosso Blackmore, como de bobo nunca tivera nada, convocou músicos de primeira grandeza para serem seus "coadjuvantes de luxo", com potencial imenso de roubarem a cena.
Então, acompanhado pelo "nanico" em tamanho, mas gigante na voz, Ronnie James Dio, do baixista Bob Daisley, que depois iria se juntar a Ozzy Osbourne e Uriah Heep, do fantástico pau pra toda obra, o baterista Cozy Powell, além do tecladista David Stone, o que se viu e ouviu fou um maravilhoso espetáculo de blues-hard-rock, capitaneado por sua excelência Ritchie Blackmore, que despejou ali todas as suas influências musicais.
A porrada hard já nos pega de jeito com os riffs e solos de Ritchie guarnecidos pelos lindos gritos de Dio em "Kill the King".
Divagando na intro e climatizando tudo, Blackmore nos remete ao blues-rock-lamento de "Mistreated", onde novamente Dio é magistral em seu canto (e quando ele não era).
Outros espetáculos à parte são a linda e extensa Catch the Rainbow", onde o erudito aparece na introdução, com Blackmore entoando um trecho lírico de "Ave Maria" e mais pra frente durante a canção ele sola a perder de vista, felizmente.
A certeira "Long Live Rock 'n' Roll" é o clássico hard rock por definição, território onde Ritchie Blackmore conhece como ninguém.
Em "Man on the Silver Mountain" ele nos brinda com uma blueseira improvisada dentro da canção.
E como último destaque, o que ele fez em "Still I'm Sad", um cover da banda The Yardbirds que na sua versão orignal não passa de três minutos e aqui fica nove vezes maior é algo fora-de série.

Sequenciando com nossa homenagem ao excepcional Ritchie Blackmore, chegamos à fase que ele está hoje, a bordo de sua banda celta-folk-rock Blackmore's Night ao lado de sua candura, a esposa e cantora Candice Night.
E desta fase eu enalteço justamente o debut, ou seja, o álbum primeiro deste projeto, "Shadow Of The Moon", lançado em 1997.
O trabalho todo é refinado e primoroso, com um Ritchie Blackmore aqui, mais sereno e compenetrado às suas notas, sem todo o espalhafato sonoro e performático que imaginávamos ao ouvir e víamos nas suas obras do tempo de Purple e Rainbow além de deixar um pouco as guitarras descansarem e empunhar mais violões e bandolins.
Destaco as faixas "Play Minstrel Play", com participação de ninguém menos de Ian Anderson, com sua flauta mágica, "Ocean Gypsy", cover do Renaissance, onde Candice não fica devendo à Annie Haslam e Blackmore faz lindos acordes.
Em "Writing on the Wall", Blackmore faz uma linda adaptação celta à obra de Tchaikovski.
Mas é no segmento final que o disco fica maravilhoso ao cubo.
"No Second Chance", uma linda balada celta, "Mond Tanz", um show de notas de Blackmore, numa canção alegre, "Spirit of the Sea", a voz de Candice nos faz ter certeza que fora feita para o violão de Ritchie Blackmore, a famosa "Greensleeves" ganha sua versão trabalhada pelas cordas de Ritchie e a última "Wish You Were Here" (apenas homônima a aquela do Pink Floyd) na minha opinião, sozinha ela já valeria todo o álbum, música completa, lindíssima e aqui sentimos novamente uma guitarra que nos faz lembrar que aqueles tais acordes são púrpuros.
Versões posteriores ainda trouxeram a faixa bônus "Possum's Last Dance".

No ano passado Ritchie voltou a "rockar", montando um novo Rainbow para concertos na Alemanha e Inglaterra. CONFIRA AQUI

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Assista ao novo clipe do Royal Blood


"Lights Out" integra o vindouro álbum "How Did We Get So Dark?", que chegará no dia 16 de junho próximo.

ASSISTA AQUI

Tracklist:

1. "How Did We Get So Dark?"
2. "Lights Out"
3. "I Only Lie When I Love You"
4. "She's Creeping"
5. "Look Like You Know"
6. "Where Are You Now?"
7. "Don't Tell"
8. "Hook, Line and Sinker"
9. "Hole In Your Heart"
10. "Sleep"

Tarja se apresentará no interior paulista gratuitamente em maio


Como parte das comemorações do aniversário de Piedade, cidade do interior paulista, a soprano Tarja Turunen fará um show gratuito por lá no dia 21 de maio, um dia após se apresentar na capital, no Tom Brasil.

INFORMAÇÕES NESTE VÍDEO

Nightwish é Disco de Ouro na Alemanha


O Líder Tuomas Holopainen e o baixista Marco Hietala comemoraram a conquista alcançada com o álbum "Endless Forms Most Beautiful, lançado em 2015, o primeiro com a frontwoman Floor Jansen ao microfone e de temática neo-evolucionista.

O grupo encontra-se de férias e retomará os trabalhos em 2018.


Morrissey abandona o palco nos EUA


Em turnê norte-americana onde interpreta sucessos dos Smiths além de alguns covers, o cantor Morrissey protagonizou mais um momento constrangedor ao se retirar definitivamente do palco em Tucson Arizona na sextaa música e deixando o pepino para os integrantes de sua banda darem satisfação ao público.

ASSISTA AQUI

Setlist interrompido:

Suedehead
Alma Matters
When Last I Spoke to Carol
Speedway
Staircase at the University
Everyday Is Like Sunday

Pink Floyd: veja documentário legendado sobre David Gilmour


Produzido pela BBC, o documentário Wider Horizons foi lançado em 2015, na mesma época em que o mais recente álbum do guitarrista, Rattle That Lock, chegou às lojas. No filme, Gilmour explica as suas influências, conta como aprendeu a cantar e a tocar guitarra e fala sobre o então novo disco.

O material está disponível no YouTube com legendas em português. Uma ótima dica para saber mais a respeito de um dos maiores músicos da história do rock.

ASSISTA AQUI

Jornal publica lista de Fachin nos moldes do festival Coachella

A sacada do Metro Jornal para divulgar a lista do ministro do STF, Luiz Edson Fachin, relator da operação Lava Jato, foi sensacional.

Usaram o mesmo padrão dos banners de divulgação dos line-ups do festival californiano Coachella.

Só que nesse caso, ninguém queria ser nem headliner nem sequer banda de abertura.

Pink Floyd: Qual você prefere, "A Momentary Lapse of Reason" ou "The Division Bell"?


Após eu perceber a boa participação dos leitores no post 34 anos do epílogo "maldito" The Final Cut. O que você acha deste álbum do Pink Floyd? resolvi aproveitar o ganho e desenvolver aqui uma série bem-humorada, leve e sem maiores profundidades, colocando para você leitor opinar entre álbuns do Floyd que selecionarei post a post, tendo como base uma certa afinidade sonoro-estética ou temporal entre eles.

Detalhe: a princípio deixarei de fora o quadrado mágico (Dark Side, Wish You Were Here, Animals e The Wall), além do próprio The Final Cut, que inspirou essa brincadeira toda.

No primeiro embate, "Qual álbum você prefere, Piper ou Saucerful?", Deu "Piper" na cabeça.

No segundo embate, "Pink Floyd: Qual você prefere, "More" ou "Obscured by Clouds"?" deu "Obscured by Clouds".

"Meddle".

Agora vamos ao enfrentamento entre dois álbuns pós-saída de Roger Waters:

Quarto embate:

"A Momentary Lapse of Reason" x "The Division Bell"


"A Momentary Lapse of Reason"

Lançado em 1987, marcou a reunião ou "rebelião floydiana", com a volta de David Gilmour, agora tomando as rédeas da coisa, Nick Mason e o tecladista Richard Wright, aqui ainda como músico convidado, pois este fora expulso por Roger Waters oito anos antes, durante a turnê "The Wall".
O disco foi gravado no barco Astoria de David Gilmour, dividindo as composições em sua maioria com o letrista Anthony Moore. Trabalho que re-injetou o componente instrumental nas canções, que segundo Gillmour vinham ficando muito mais letra do que música durante o domínio wateriano.
"A Momentary Lapse of Reason" contou com um time de luxo de músicos convidados, deu origem à enorme turnê de retorno registrada no duplo ao vivo "The Delicate Sound of Thunder", num tempo de severa batalha judicial ganha por Gilmour e Mason contra Roger Waters, que não admitia que os dois primeiros seguissem usando o nome Pink Floyd.

Tracklist:

1. "Signs of Life"
2. "Learning to Fly"
3. "The Dogs of War"
4. "One Slip"
5. "On the Turning Away"
6. ""Yet Another Movie" / "Round and Around"" (Instrumental)
7. "A New Machine (Part 1)"
8. "Terminal Frost"
9. "A New Machine (Part 2)"
10. "Sorrow"




"The Division Bell"

Lançado em 1994, marcou definitivamente a volta de Richard Wright, co-fundador do grupo, como integrante oficial e sua volta no processo de composições para o disco e seu retorno como cantor, o que não ocorria desde "The Dark Side of The Moon.
Com duração bem maior que seu antecessor, e também contando com um enorme cast, entre eles a volta de dois célebres antigos colaboradores, o primeiro, Dick Parry, saxofonista que não trabalhava com o Floyd desde "Wish You Were Here", o segundo, o maestro Michael Kamen, que esteve em "The Wall" e "The Final Cut".
Aqui o agora líder David Gilmour passa a dividir as composições também com sua esposa Polly Samson, que escrevera grande parte das letras do disco.
"The Division Bell" fez enorme sucesso à época, trazendo o Pink Floyd novamente às paradas e dando origem à nababesca e extremamente bem sucedida turnê registrada em P.U.L.S.E.

Tracklist:

1."Cluster One"
2."What Do You Want from Me"
3."Poles Apart"
4."Marooned"
5."A Great Day for Freedom"
6."Wearing the Inside Out"
7."Take It Back"
8."Coming Back to Life"
9."Keep Talking"
10."Lost for Words"
11."High Hopes"




E aí, qual você prefere?

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Morreu Keni Richards, baterista original do Autograph


Morreu no último dia 8 de abril o baterista Keni Richards. Ele ficou conhecido como membro original da banda norte-americana Autograph, tendo tocado em seus três primeiros e mais bem-sucedidos discos. Sua amizade com David Lee Roth foi crucial para que o grupo tivesse muitas portas abertas no início da carreira. A causa do falecimento não foi revelada. Nos últimos anos, Keni havia se afastado do meio musical, se dedicando à pintura.

Fonte: VAN DO HALEN

Black Sabbath para relaxar


O produtor bretão Robert E. Lee produziu um mix onde coletou 40 músicas calmas do quarteto sabático.

OUÇA AQUI

Nova espécie de camarão é batizada com o nome de Pink Floyd


Uma nova espécie de camarão, descoberta na costa do Pacífico no Panamá, foi batizada com o nome de uma das mais emblemáticas bandas de rock: os Pink Floyd, revelou um estudo publicado pela revista científica Zootaxa. Sammy de Grave, um dos principais autores da investigação, zoólogo do Museu de História Natural da Universidade de Oxford e fã incondicional da banda britânica, admitiu que foi grande responsável pelo nome da espécie – de nome científico Synalpheus pinkfloydi -, acrescentando ainda que já estava à espera de uma oportunidade destas há muito tempo, conta o The Telegraph.

"Eu ouço Pink Floyd desde que o [álbum] “The Wall” foi lançado em 1979, quando tinha 14 anos. Ouvi-os a tocar várias vezes, inclusive no Hyde Park para o Live8 em 2005. A descrição desta nova espécie de camarão foi a oportunidade perfeita para honrar finalmente a minha banda favorita”, afirmou Sammy de Grave.

Mas esta não foi a primeira vez que Sammy nomeou uma espécie de crustáceo com o nome de uma banda musical, de acordo com a BBC. O investigador já tinha dado o nome de Mick Jagger, a grande estrela dos Rolling Stones, a outro tipo de camarão, os Elephantis jaggerai.

Os camarões Pink Floyd pertencem ao género “camarão-pistola”, conhecidos por fecharem uma das suas pinças e criarem assim uma bolha de alta pressão que, ao difundir-se, provoca um dos sons mais altos do oceano, capaz de atordoar ou mesmo matar um peixe mais frágil e mais pequeno. Durante milésimos de segundo, a bolha criada pelo camarão pode ainda rondar os 4.500 graus de temperatura, quase tão quente como a superfície do sol.

O estudo contou com a participação da Universidade de Goiás, no Brasil, da Universidade de Seattle, nos EUA e da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Imagem das pinças do camarão, disponibilizada a partir da revista Zootaxa

Fonte: OBSERVADOR

Vírgula entrevista King Diamond


O site Vírgula conduziu uma entrevista com o eterno frontman do Mercyful Fate, King Diamond, que virá ao Brasil em junho, quando se apresentará no Liberation Festival em São Paulo, ocasião em que executará na íntegra o seu álbum mais emblemático, "Abigail".

“Este foi o meu primeiro álbum de história de horror. Antes eu fazia álbuns conceituais, mas não eram de terror. Abigail traz um monte de coisas novas; o vocal que faço nele, por exemplo, é muito diferente do que já tinha feito antes. Até hoje penso que fizemos uma coisa muito especial com esse álbum“, diz o rei do falsete.

E para cantar músicas que foram gravadas há 30 anos, você sente alguma dificuldade?

Hoje estou cantando muito melhor do que já cantei em toda a minha vida. Após a minha cirurgia eu parei de fumar completamente e mudei meus hábitos“, afirma King, que teve uma experiência de quase morte em 2010, quando sofreu um ataque cardíaco. “Pra mim hoje é muito mais fácil cantar musicas do Abigail. Fizemos a turnê comemorativa do álbum pela Europa e EUA e teve semana que fizemos cinco shows, um por dia. Se fosse nos anos oitenta eu teria dificuldade com a minha voz. Hoje não tenho. Ela é muito mais forte”.

Sobre sua performance teatral e servir de inspiração a outros artistas como os músicos do Ghost, por exemplo:

“É sempre bom ouvir que você inspira alguém pelo que faz. Eu tive muitas influências. David Byrne, por exemplo, é o meu cantor preferido de todos os tempos. Antes de entrar no palco eu sempre escuto suas músicas ou as coloco no PA, para deixar o público no clima que eu gosto“, diz ele, e revela: “Mas, o que me impressionou mesmo foi ter visto o Genesis com o Peter Gabriel em 1974, e depois Alice Cooper, e depois David Bowie, e por aí foi indo. Com isso fui sendo influenciado e montando a minha personalidade. O importante é você ser autêntico“.

E sobre religião e existência de Deus?

“Eu não tenho e nunca tive religião. Eu sigo a filosofia satânica e a bíblia satânica. Eu não entendo porque pessoas matam umas as outras por causa de religião. Sabe, as pessoas não se respeitam porque não acreditam na mesma coisa que as outras. É ridículo isso. Talvez uma ou outra religião esteja certa, mas as pessoas que a frequentam não podem provar às outras e tem que respeitar isso... ...Não me importo se existe um Deus, vários Deuses ou nenhum. A única coisa que importa pra mim é o respeito entre as pessoas. Se você é uma boa pessoa, eu vou gostar de você sem me importar em que acredita. Se você é um cuzão, eu não gosto de você, não quero ser seu amigo e quero que você vá para o inferno“.

Leia mais no Vírgula


Morreu J. Geils


O guitarrista J. Geils foi encontrado morto na sua casa em Grotton, estado americano de Massachusetts. Ele tinha 71 anos e ficou conhecido pelo trabalho com a J. Geils Band, que existiu entre 1967 e 1985, tendo retornado posteriormente em ocasiões especiais, até a volta definitiva em 2009. O grande sucesso do grupo foi o álbum Freeze Frame, de 1981, que chegou ao topo da parada da Billboard. O lançamento mais recente foi o ao vivo House Party: Live In Germany, de 2015.

Fonte: VAN DO HALEN

terça-feira, 11 de abril de 2017

Festival reunirá Willie Nelson, Bob Dylan e Sheryl Crow


Quando Willie Nelson telefona para dizer que está montando uma pequena turnê de verão, a única resposta é "sim, onde eu preciso estar e quando?" Esse é claramente o caso do Outlaw Music Festival Tour, que começará no dia 1 de julho próximo ao Santuário de Shrine On Airline, Nova Orleans, com um grupo de amigos, incluindo Avett Brothers , Sheryl Crow , Lukas Nelson e Promise of the Real , entre outros artistas.

Outros espetáculos da turnê pelas seis cidades incluirão apresentações de Hayes Carll , Margo Price , Jason Isbell and the 400 Unit, Bob Dylan , Nathaniel Rateliff & The Night Sweats e My Morning Jacket .

A primeira etapa dos shows anunciados acontecerá em um show no dia 16 de julho em Syracuse, NY.

Os ingressos para o público em geral estarão à venda na sexta-feira, 21 de abril, às 10 horas, hora local.

Nelson, de 83 anos, lançará seu último álbum, God's Problem Child , no dia 28 de abril, e ele deve entrar no palco no Festival Stagecoach em Indio, Califórnia, no dia seguinte.

Programação do Outlaw Music Festival (mais artistas a serem adicionados futuramente):

July 1 – New Orleans, LA @ Shrine on Airline

Willie Nelson & Family
The Avett Brothers
Sheryl Crow
Lukas Nelson & Promise of the Real
More TBA

July 2 – Dallas, TX @ Starplex Pavilion

Willie Nelson & Family
Sheryl Crow
The Avett Brothers
Hayes Carll
Margo Price
Lukas Nelson & Promise of the Real

July 6 – Rogers, AR @ Walmart Arkansas Music Pavilion

Willie Nelson & Family
Jason Isbell and the 400 Unit
Sheryl Crow
Margo Price
Lukas Nelson & Promise of the Real

July 8 – Detroit, MI @ Joe Louis Arena

Willie Nelson & Family
Bob Dylan and His Band
Jason Isbell and the 400 Unit
Sheryl Crow
Lukas Nelson & Promise of the Real

July 9 – Milwaukee, WI @ Summerfest

Willie Nelson & Family
Bob Dylan and His Band
Sheryl Crow
Jason Isbell and the 400 Unit
Nathaniel Rateliff & the Night Sweats
Margo Price
Lukas Nelson & Promise of the Real

July 16 – Syracuse, NY @ Lakeview Amphitheater

Willie Nelson & Family
My Morning Jacket
Sheryl Crow
Margo Price

Sepultura em novela da Rede Globo


Se a a moda pega eu sou capaz de voltar a assistir novelas.

A canção instrumental "Iceberg Dances", que integra "Machine Messiah", último álbum da banda mineira e internacional, agora compõe também a trilha da trama global "A Força do Querer", sendo tema da personagem Jeiza, da atriz Paolla Oliveira.

OUÇA AQUI


Joe Satriani anuncia o G4


Joe Satriani confirmou que o G4 Experience 2017 contará com as presenças de Paul Gilbert (Mr. Big), Phil Collen (Def Leppard) e Warren DeMartini (Ratt). O evento acontece em Carmel, Califórnia, entre os dias 24 e 28 de julho. Na ocasião, o dono da festa celebrará trinta anos do álbum Surfing With The Alien, que o catapultou ao sucesso. O baixista Stu Hamm e o baterista Jonathan Mover, que realizaram a turnê original, se reunirão com o guitarrista.

Fonte: VAN DO HALEN

Steve Vai admirando o estilo de Kurt Cobain


"Em qualquer área, há duas maneiras de você construir sua obra. Uma delas é através do lado técnico. Para alguém como Allan Holdsworth, seu desejo de atingir uma escala técnica é diferente do que pretendia Kurt Cobain. Mas ambos são válidos pois são indivíduos que passam sua mensagem. Há um lado técnico, mas há um ponto onde você tem que ir além da técnica, você tem que deixar aflorar seus instintos musicais. Dizem que Kurt Cobain não foi um grande guitarrista. Bem, ele ele virtuoso? Com certeza não. Mas ele foi eficaz no que fez? Tente tocar com ele, não é tão fácil. Ou tente tocar como Billy Joe Armstrong (Green Day). Você já o viu tocando? É uma coisa visceral, cada nota e cada acorde se sobressai, soa como se fosse uma grande orquestra, não é uma coisa fácil de fazer. O que ele cria está em sua cabeça e é preciso dominar uma determinada técnica para por pra fora o que ele quer.".

Se Steve falou, que vai dizer o contrário?


Assista ao vídeo da nova música de Sammy Hagar


"No Worries" integra a compilação "This Is Sammy Hagar Vol. 1 — When the Party Started".

ASSISTA AQUI


Queen lança novo lyric video para "Bohemian Rhapsody"


As mídias oficiais da Velha Rainha divulgaram este lyric vídeo para a clássica canção:

ASSISTA AQUI

Em 11 de abril de 1988 o Iron Maiden lançava "Seventh Son Of A Seventh Son".


"Seven deadly sins
Seven ways to win
Seven holy paths to hell
And your trip begins
Seven downward slopes
Seven bloodied hopes
Seven are your burning fires,
Seven your desires..."


"Sete pecados mortais
Sete maneiras de vencer
Sete atalhos sagrados para o inferno...
e sua jornada começa
Sete ladeiras abaixo
Sete esperanças ensanguentadas
Sete são os seus fogos queimantes
Sete são os seus desejos".

Com estes versos declamados pelo frontman Bruce Dickinson, tem-se o início o fascinante álbum conceitual da Velha Donzela, trazendo a eterna luta entre o bem e o mal em suas notas e letras, aqui no caso para se apossarem do profético Sétimo Filho nascido de um também Sétimo Filho, um homem divino, com poderes máximos, tal qual Cristo, se pender para o bem, ou como Lúcifer, caso sirva ao mal.

As canções:

Todas as oito músicas do disco estão atreladas à história cronológica do Sétimo Filho, onde nas quatro primeiras temos um contexto preambular, explicando o tempo em que o Sétimo Filho ainda não tem plena consciência de quem realmente é, a faixa-título, quando ele adquire a catarse ou tomada de consciência e as três finais, já pleno.

A faixa inicial, "Moonchild", seria a melhor do disco, não fosse a faixa-título, a qual discorrerei mais abaixo.
Introduzida com sintetizador comandado pelo chefe Steve Harris e as guitarras irmãs de Adrian Smith (que estava se despedindo, ainda que provisoriamente do grupo) e o sempre preciso Dave Murray, "Moonchild" nos mostra que ouviremos um dos melhores discos do Iron Maiden e quiçá um dos melhores da década de 80. Uma pedrada, muito bem trabalhada, na velocidade máxima onde se é possível coadunar aceleração e melodia, com Bruce esbanjando sua capacidade vocal, principalmente nos brados dos refrães.
Na sequência, "Infinite Dreams", começa soando como uma balada, mas entrega bem mais que isso. Flui uma canção cadenciada, de canto difícil, que requer habilidade, nada que Dickinson não desse conta. No acelerar do rítmo, Steve Haris no baixo, magnífico, dá o tom para a harmonia das duas guitarras em solos melódicos.
O single e música de trabalho, "Can I Play With Madness?" é a música mais simples, porém deveras pegajosa, de refrão fácil, no formato três minutos e pouco, tal qual gostam as gravadoras e meios radiofônicos. Uma canção que certamente anima ao ser cantada, muito disto, pelo refrão onde o sétimo filho dialoga com um "oráculo" ou algo do tipo. Essa música ganha grande força ao vivo.
Ao ouvirmos os primeiros acordes de "The Evil That Men Do", canção esta cujo nome e ideia fora inspirado no contexto shakespeareano que diz: "A bondade que os homens fazem, são enterradas junto com seus ossos. Mas o mal que os homens fazem, sobrevive eternamente..", temos a certeza que se seguirá uma das músicas que permanecerão ativas na carreira da banda. E de fato, ela ganhou o status de sempre ou bastante presente em shows da Donzela. Um heavy metal claro, direto e lúcido, com as linhas de guitarra a conduzindo com enorme beleza. Linda canção.
Assim como aos 30 anos de idade, Jesus tomou a plena consciência de seu momento e status divino, aqui na nossa história chegou tal momento para o Sétimo Filho, o seu despertar na faixa-título, a melhor do disco e para mim, a melhor música do Iron Maiden.
O espetacular teclado que a abre, simulando um lindo coral sacro-lírico-angelical, seguido dos riffs de Murray e Smith e o canto preciso de Dickinson são somente a ponta do iceberg da grandiosidade desta música, que nos traz toda a atmosfera ritualística para a chegada do Sétimo Filho, climatizada pelo baixo e sintetizador de Steve Harris e anunciado por Bruce Dickinson:

"Today is born the seventh one
Born of woman the seventh son
And he in turn of a seventh son
He has the power to heal
He has the gift of the second sight
He is the chosen one
So it shall be written
So it shall be done"

"Hoje nasceu o Sétimo
Nascido de uma mulher, o Sétimo Filho
E ele se tornou o Sétimo Filho
Ele tem o poder da cura
Ele tem a presença do segundo sinal
Ele é o escolhido
Que assim esteja escrito
Que assim seja feito"

Dito isto, a canção "encena sonoramente" uma verdadeira batalha bem x mal, onde as guitarras solando agressivamente, intercalando-se com o teclado soando como coral de anjos, culminaM num lindo solo harmônico de 12 cordas.
Agora o trabalho parte para sua parte final. Na canção seguinte, a belíssima The Prophecy", destaque à parte para a condução da melodia feita pelas guitarras e outra de cadência vocal bem colocada, com alguns versos rápidos, outro belo desempenho de Bruce Dickinson. Para melhorar mais ainda, a música fecha ao som de violões.
Então o chefe entoa em seu baixo para que as guitarras o sigam no início da sua composição "The Clairvoyant", canção clássica, com a cara de Iron Maiden, com aquela linha melódica e solos de guitarra que lhe é peculiar, bem reconhecida pelos fãs. Uma ode à vida, morte e reencarnação.
"Only The Good Die Young", canção rápida, seca e direta, fecha o álbum com as trevas cantando vitória, pois tudo que é bom dura pouco e somente o mal prevalece no mundo, corrompendo tudo e todos através de seus sete pecados, com os versos daa intro do disco agora o finalizando.

Resultado: "Seventh Son Of A Seventh Son" chegou ao topo da parada bretã.

Não é nenhum absurdo afirmar que "Seventh Son Of A Seventh Son" seja "O" ou pelo menos um dos marcos iniciais do que conhecemos hoje por Metal Progressivo.
Não é novidade para ninguém a predileção do chefe Steve Harris pelo prog, especialmente por bandas na linha de King Crimson, e, sendo ele o principal compositor do grupo, essa influência logicamente apareceria, para mim, felizmente.


COMPRAR AQUI EM CD e LP

Tracklist:

1. Moonchild (Adrian Smith e Bruce Dickinson)
2. Infinite Dreams (Steve Harris)
3. Can I Play With Madness? (Smith/Dickinson/Harris)
4. The Evil That Men Do (Smith/Dickinson/Harris)
5. Seventh Son Of A Seventh Son (Steve Harris)
6. The Prophecy (Dave Murray e Steve Harris)
7. The Clairvoyant (Steve Harris)
8. Only The Good Die Young. (Steve Harris e BruceDickinson)

A Banda:

Bruce Dickinson - Vocal
Dave Murray - Guitarra
Adrian Smith - Guitarra e Backing Vocal
Steve Harris - Baixo, Sintetizadores e Backing Vocal
NICKO McBRAIN - Bateria.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

"inFinite" - Deep Purple: quando se tem qualidade e bom senso, o Rei nunca perde a majestade


O fim do Deep Purple está relativamente próximo.

Isquemia no ano passado de Ian Paice, único membro original e sempre presente e o cansaço das décadas certamente abateu os membros do grupo de tal forma que os fizeram pensar no futuro da empreitada púrpura.

A banda inclusive anunciou a quisera infindável "The Long Goodbye Tour", que durará cerca de dois anos.

Tudo isso faz que "inFinite", álbum lançado na sexta-feira última provavelmente seja o derradeiro de estúdio, ainda que espero que não o seja.

Com "inFinite", o Purple entrega não somente um disco, cujo título é alusivo à ideia de fim, não fim, mas também em caso de ser mesmo o ponto final, um encerramento bem elegante.

O trabalho é todo ele muito bom e apesar de menor, é melhor e mais cativante do que seu antecessor, "Now What", de 2013.

O produtor Bob Ezrin e a banda conseguiram equalizar bem a produção das canções em consonância com as limitações físicas causadas pelas idades avançadas e menor pique evidentemente de seus membros, principalmente o dono do microfone e eterna voz de prata Ian Gillan.

Nada de gritos e berros setentistas, este tempo passou. Mas Gillan consegue fazer um ótimo trabalho tecnicamente e no feeling, num tom baixo e sempre apropriado para seu canto.

E ao contrário do angustiante e constrangedor resto vocal de David Coverdale no seu "Purple Album" do Whitesnake, aqui Gillan canta todas as canções em voz singular e requerendo poucos recursos corretivos de estúdio, ao contrário do suprecitado que necessitou ser amparado por toda uma mixagem e naipe de vozes de apoio para entoar as músicas de seu tempo no Deep Purple no referido disco.

Quem mostrou uma técnica impecável durante todo "inFinite" foi o homem das teclas, Don Airey, muito bem em todas as músicas, tanto nas bases de teclado, como nos solos rasgados que remete à aura do saudoso John Lord. Airey realmente não se cansa de mostrar que fora a melhor opção para o lugar do virtuoso bigodudo.

Do mesmo modo, o guitarrista Steve Morse, prova cada vez mais que não se trata de ser melhor ou pior que o majestoso Ritchie Blackmore, mas sim ele é o cara certo no lugar, ou grupo certo.

Seu estilo se encaixa perfeitamente para que o Deep Purple precisa e isso fica bem denotado aqui, podendo ser melhor sentido e ilustrado no seu solo para a canção "Birds of Prey".

O disco é bem coeso e com as faixas se equivalendo bastante em qualidade e pitada de blues-hard-rock.

É o Deep Purple exalando Deep Purple através das décadas.

"The Surprising" me pegou de jeito me fazendo sentí-la como a melhor música do trabalho, a mais elaborada e climática.

Outros destaques são "Time for Bedlan" e All Got is You", previamente divulgadas como single e que jorram blues-rock púrpuro, e nesse mesmo teor, temos "Hip Boots".

Para fechar que tal um retorno ao remoto com um cover abissalmente mergulhado no blues com "Roadhouse Blues", classicaço dos Doors, numa leitura ímpar do Purple.

Concluindo: quem foi rei nunca perde a majestade se não perder o bom senso.

O Deep Purple ruma para o fim da carreira com porte e elegância de gente grande.

OUÇA AQUI

COMPRE AQUI EM CD e LP

Tracklist:

'Time for Bedlam' – 4:35
'Hip Boots' – 3:23
'All I Got Is You' – 4:42
'One Night in Vegas' – 3:23

'Get Me Outta Here' – 3:58
'The Surprising' – 5:57
'Johnny's Band' – 3:51
'On Top of the World' – 4:01
'Birds of Prey' – 5:47
'Roadhouse Blues' – 6:00 (The Doors cover)


A Banda:

Ian Paice – drums
Ian Gillan – lead vocals, harmonica
Roger Glover – bass
Steve Morse – guitar, vocals
Don Airey – keyboards

O Imortal Keith


Meu bom amigo Darren, nascido em berço britânico (porém, com uma colher de plástico na boca), presenteou-me com duas edições da série 'Very British Problems', de Rob Temple, um diário-terapia que explica em termos gerais como é muito mais simples para um britânico enfrentar uma doença letal do que decidir como abordar um estranho na rua.
Os 'problemas' são divididos em temas, conforme o típico gentleman deva encará-los na praia ou no trânsito. Há também problemas que ficaram no passado. O ano de 1992 marca o envio da primeira mensagem de texto, indicando, segundo o livro, que 'desse ano em diante os Britânicos seriam capazes de expressar algo remotamente emotivo sem ter que experimentar o terror de encarar alguém nos olhos.'
Por fim, o texto cuida dos problemas futuros. Em 2072, especificamente (conforme a imagem que ilustra esta reportagem) os Rolling Stones anunciarão que seu próximo álbum será o último da banda, enquanto Keith Richards decide que irá concentrar-se em projetos solo.

Por Renato Azambuja, o nosso "Dali".


Sim, agora temos 2 Yes


Antes separados em Yes, com os remanescentes clássicos Steve Howe e Alan White e ARW, as iniciais de Jon Anderson, Trevor Rabin e Jon Wakeman ( o segundo grupo tem mais membros do Yes do que o próprio Yes), agora, após a reunião de todos eles na indução da banda no Rock and Roll Hall of Fame na sexta-feira última, decidiram usar Yes e Yes Feat.

“A questão é muito simples: os fãs querem, nós também. Temos os direitos sobre o nome e a música em nosso DNA”, elucidou Jon Anderson.

O Yes Feat anunciou uma vindoura turnê norte-americana entre agosto e outubro próximos.

Filho de Robert Trujillo fará o baixo do Korn na América do Sul


Tye Trujillo, baixista da banda The Helmets e o filho de 12 anos do Robert, baixista do Metallica substituirá Fieldy no Korn, durante a passagem do grupo pela América do Sul, incluindo o Brasil nos dias 19/04 (Sampa), 21/04 (Curitiba) e 23 (Porto Alegre).

Manda ver garoto!




Black Sabbath deverá lançar CD/DVD da turnê The End


O eterno guitarrista sabático Tony Iommy vem trabalhando na mixagem dos últimos concertos da banda em Birmingham e revelou que um documentário sobre o fim dos trabalhos também será produzido.

Aguardemos ansiosos!

A Collectors Room está de volta, agora em podcasts


Eu sabia que ele logo voltaria.

Ricardo Seelig não consegue parar. Após anunciar pausa de seu site, o Collectors Room há pouco mais de um mês, recentemente ele retomou os trabalhos através de dois ótimos podcasts.

PODCAST 1

PODCAST 2

Tudo muito dinâmico e bem musical. Seelig promete um podcast de uma hora de duração por semana.

Rock And Roll Hall of Fame corrige duas de suas n injustiças


Para começar a semana quero comentar em algumas palavras a cerimõnia de indução ao Rock in Roll of Fame, em evento em Nova Iorque na última sexta-feira, 7.

Primeiramente parabenizando as normais induções de Journey e Pearl Jam, ícones do glam oitentista e grunge noventista respectivamente, ambos induzidos em seu merecido e devido tempo.


Veja vídeos do Pearl Jam na cerimônia AQUI e AQUI

Veja vídeo do Journey na cerimônia AQUI

Também destaco a óbvia e não mais que devida homenagem ao pai de todos, Chuck Berry, a cargo do também bem premiado Electric Light Orchestra, que executou "Roll Over Beethoven".


Veja vídeos do E.L.O. na cerimônia AQUI e AQUI

A influente música Disco dos anos 70 fora certamente homenageada através da indução do guitarrista Nile Rodgers, da banda Chic.


Veja vídeo de Nile Rodgers na cerimônia AQUI

Mas o dual sentimento ao ver as induções antes tarde do que nunca de Joan Baez e Yes fora inevitável.

A primeira é tão relevante para a cultura folk-rock, que já deveria começar tendo sua placa no museu do rock desde que este inaugurou em abril de 1983, apesar de muita gente com menos de quarenta anos infelizmente mal conhecê-la.

"Estou ciente de que estou falando com muitos jovens que, sem essa indução essa noite, não teria idéia de quem eu sou. Minha neta não tinha idéia de quem eu era, até que eu a levei para o backstage em um show da Taylor Swift , onde ela fez uma selfie, pegou um autógrafo, uma camiseta e o respeito pela avó," disse a agraciada.


Veja vídeos de Baez na cerimônia AQUI e AQUI

O segundo, completará 50 anos de história no ano que vem e já deveria estar na calçada da fama pelo menos desde a década de 90, mas como o próprio Rick Wakeman comentou, o RRHOF demonstrou ao longo dos anos muita má vontade com o rock progressivo, o que a princípio fez com que Wakeman nem quisesse comparecer à cerimônia da última sexta-feira.

E ainda bem que ele mudou de ideia e foi, pois protagonizou junto com seus colegas de Yes os momentos mais emocionantes da festa, a começar pelo seu discurso solto e jocoso, citando a boates de strip que seu pai o levara na juventude e o fato de estar idoso e sujeito a exames de próstata.

Wakeman também fez a diferença quando juntamente com o guitarrista Trevor Rabin, durante a exibição da canção "Owner of a Lonely Heart", desceram do palco e foram tocar no meio do público, para a euforia completa e dúzias selfs afoitos.

A grande ausência do baixista fundador do Yes, Chris Squire foi bem lembrada e melhor ainda representada quando Geddy Lee, baixista do Rush que anunciou a indução do Yes ao lado de seu companheiro Alex Lifeson, tocou com eles "Roundabout".

O Rock Progressivo sempre foi acusado por ser um segmento com músicos e fãs meio metidos à besta e dou razão, quem entrega a coisa bem feita tem mesmo que ter um certo nariz empinado.

E o guitarrista Steve Howe bem corroborou com isso ao citar em seu discurso:

"Nada pode tirar a resposta que recebemos de nossos fãs que obviamentetêm um ouvido diferente dos amantes de música em geral."



Veja vídeos do Yes na cerimônia AQUI, AQUI e AQUI

Para fechar, espero que o Hall of Fame corra com seus reparos.

Lembrando que o requisito para a indução é ter lançado um trabalho consideravelmente relevante em 20 anos.

Logo, será que estarão esperando o baterista Carl Palmer, único membro vivo do Emerson, Lake and Palmer morrer para não terem quem homenagear numa indução do ELP?

O mesmo digo em relação a Ian Anderson, o homem do Jethro Tull, independentemente dele ter dito recentemente que não se importa com ser ou não induzido pelo museu, é deve deste fazê-lo, tamanho o legado deste grupo quase cinquentenário.

Kraftwerk, representantes-mor do kraut-rock e da música electro-cult, dessa vez chegou a bater na trave, sendo relacionado na lista de pré-indicados à indução. Eles já deveriam estar lá há pelo menos 25 anos.

Em relação às lendas já falecidas, o hall of fame conseguiu a péssima façanha de induzir o maestro Frank Zappa somente em 1995, dois anos após a sua morte. Ele é outro que já deveria ter sido homenageado há pelo menos dez anos antes, e ainda em vida.

O criador do Pink Floyd, Syd Barrett, também deveria estar lá não somente com o próprio grupo, induzido em 1996, mas individualmente, tal qual ocorrera com os quatro membros do Beatles, Lou Reed, etc.

Enfim, acho o Hall of Fame válido, uma espécie de Oscar e Grammy deste segmento específico da música, mas ainda segue bem incoerente e meio capenga em apontar a seu devido tempo os verdadeiros monstros sagrados.