sexta-feira, 17 de março de 2017

50 anos depois ainda é uma delícia ouvir o primeiro álbum do Grateful Dead


Hoje o debut da banda são-franciscana, o auto-intitulado do Grateful Dead completa cinquenta anos de seu lançamento.

Nascido num tempo e espaço paradisíaco, a banda foi e é uma referencia no tocante à psicodelia do rock sessentista.

Em meio a muita Paz, Amor, experimentalismos e viagens, o seu álbum inaugural, com pouco mais de meia hora foi gravado em aproximadamente quatro dias.

O Grateful Dead se notorizou por suas famosas esticadas nas suas canções durante os shows ao vivo, sendo conhecido como uma jam band.

Portanto pode parecer estranho ouvir as canções em seu formato minguado, ainda que sejam as gravações originais.

O primeiro trabalho é um cartão postal literal da cena em Haight-Ashbury em 1967.

A divertidíssima e ótima primeira-faixa, "The Golden Road", single clássico já dá atmosfera psicod-elico-praiana da costa do Pacífico.

Seguem-se cinco blues-rock de primeira qualidade em "Beat It On Down the Line", "Good Morning, Little School Girl" "Cold Rain and Snow", "Sitting on Top of the World" e "Cream Puff War", com direito a muita sonoridade rockabilly-surf-rock, repletas de gaita e os solos do mestre Jerry na guitarra.

Aí chegamos a Marte...

"Morning Dew" é a primeira grande viagem psicodélica do álbum, um space-rock que nos remete imediatamente as cores lisérgicas, canção maravilhosa.

E quando pensamos ter ido longe demais, o fim do álbum nos reserva uma experiência completa em dez minutos na soberba "Viola Lee Blues".

Maravilha pura! Salve Jerry Garcia!


Tracklist:

01 The Golden Road (To Unlimited Devotion)
02 Beat It On Down The Line
03 Good Morning Little School Girl
04 Cold Rain And Snow
05 Sitting On Top Of The World
06 Cream Puff War
07 Morning Dew
08 New, New Minglewood Blues
09 Viola Lee Blues

Jerry Garcia – lead guitar, vocals, arrangement
Bill Kreutzmann – drums, percussion
Phil Lesh – bass guitar, vocals
Ron "Pigpen" McKernan – Vox Continental organ, harmonica, vocals
Bob Weir – rhythm guitar, vocals

Produtor que trabalhou com Beastie Boys produzirá vindouro álbum dos Paralamas do Sucesso


O Paralamas do Sucesso enfim vai lançar material inédito para os fãs. Segundo comunicado enviado à imprensa, o trio de rock entrou em estúdio para gravar novas músicas e divulgá-las nos próximos meses.

O 21º álbum de inéditas da carreira da banda dá sequência ao disco "Brasil Afora", mais recente deles, que saiu em 2009. O trabalho, ainda sem título, tem produção de Mario Caldato Jr., que já trabalhou com nomes como Blur, Bestie Boys, Bjork, Beck, Planet Hemp e Manu Chao, entre outros.

Ainda não há uma data definida, mas o novo LP do Paralamas do Sucesso – firmemente formado por Herbert Vianna, João Barone e Bi Ribeiro – está prometido para o segundo semestre deste ano. O disco vai sair pela gravadora Universal Music.

Recentemente, o Paralamas comemorou três décadas de carreira com diversas turnês e lançou um box com 20 discos, sendo 18 originais e dois com conteúdo alternativo (trabalhos para cinema, documentários etc).

Fonte: ROLLING STONE BRASIL

Ouça música de Amy Lee para trilha sonora de Voice From The Stone


A cantora do Evanescence, Amy Lee, participa da trilha sonora do próximo thriller dramático de Emilia Clarke, "Voice From the Stone", nos créditos finais com a canção "Speak to Me"

A balada sobressalente apresenta os vocais emocionados de Lee, assombrados por uma linha de piano assustadora e cordas sutis, como se ela chamasse um amor fantasmagórico desaparecido.

"Nós somos uma respiração distante, meu amor / E eu segurarei nele até que estejamos juntos / Ouça-me chamar seu nome / Apenas fale, fale comigo," ela canta no refrão como baixos, tambores e violoncelistas.

É o tiro perfeito do ballet gótico celta para os fãs de Lee, que não tinham nada desde o auto-intitulado terceiro álbum do Evanescence. O trabalho mais recente de Lee foi o álbum infantil no ano passado, "Dream Too Much".

OUÇA AQUI.

ASSISTA AO TRAILER DE "VOICE FROM THE STONE

Disco produzido por Jimmy Page aos seus 17 anos será relançado


Muito antes de Led Zeppelin e antes até mesmo do Yardbirds, o jovem guitarrista Jimmy Page já era do meio musical.

Aos 17 anos de idade ele se envolvera na produção de uma compilação de demos do cantor bretão Chris Farlowe, intitulada "Chris Farlowe and The Thunderbirds", que passou meio apagado à época, mas que terá uma nova chance agora em vinil e CD, já com seu produtor hiper-consagrado.

O disco chegará no dia 30 de abril próximo e já se encontra em pré-venda neste link

Como aperitivo, a faixa "Money" foi disponibilizada. Se trata da mesma canção gravada pelos Beatles, uma composição de Berry Gordy e Janie Bradford.

OUÇA "MONEY"

Tracklist:

1. Entry of the Slaves
2. Spring is Near
3. What’d I Say
4. Let the Good Times Roll
5. Sticks and Stones
6. Kansas City
7. I’m Moving On
8. Just a Dream
9. Matchbox
10. Money
11. Hurtin’ Inside
12. Watch Your Step

Nightwish e Sabaton: nasceu a primeira filha do casal Floor e Hannes


A frontwoman do Nightwish, Floor Jansen, e o baterista do Sabaton, Hannes Van Dahl. acabam de dar as boas-vindas a seu primeiro filho, uma menina chamada Freja.

Em uma foto com as mãos de pai, mãe e filha entrelaçadas, Jansen postou:

"Em perfeita saúde nossa filha Freja nasceu no dia 15 de março. Somos pais muito felizes! Obrigado pelo seu amável apoio vindo de todo o mundo durante este tempo! Hannes, Floor & Freja."


À medida que a data de nascimento se aproximava, Van Dahl afastou-se de seus deveres de bateria com Sabaton para se preparar para a chegada de sua filha. Com a sua bênção, a banda continuou a fazer uma turnê com Daniel Sjogren, do Twilight Force. O baterista afirmou que planeja retornar à banda após o nascimento de Freja, embora sua data de retorno oficial não tenha sido revelada.
O Nightwish encontra-se de férias após a bem-sucedida turnê findada no ano passado.

Lollapalooza Brasil divulga mapa do festival

                                                    Clique na foto para ampliá-la

A organização do festival paulistano disponibilizou o mapa oficial do Lolla em 2017.

Veja como ficou a disposição de palcos, lojas, transporte, pontos de venda de produtos e mais.

O evento acontecerá nos dias 25 e 26 de março próximos no Autódromo de Interlagos em São Paulo.

Para quem não adquiriu, os ingressos podem ser comprados AQUI

No futuro nós entraremos nos clipes


A consultora e professora de música, tecnologia e mídias digitais Catherine Moore, da Universidade de Toronto, no Canadá concedeu uma entrevista publicada pela revista VEJA ressaltando a relação entre música e tecnologia e a importãncia do tripé marketing, distribuição e produção a indústria musical.

Leia um trecho da reportagem:

Após quase duas décadas de crise, a indústria fonográfica, recentemente, voltou a respirar. A popularização de sites de streaming como estratégia de combate à pirataria ajudou. Além disso, nomes fortes da música, como Adele, Beyoncé e Drake, injetaram esperança no mercado ao vender discos como se fossem os bons e velhos anos 1990. O trio aprendeu a sobreviver com uma combinação de produção de qualidade, criatividade no marketing e a ajuda de dados de sites especializados, que os permitem programar melhor a distribuição. É esta a análise da consultora e professora de música, tecnologia e mídias digitais Catherine Moore, da Universidade de Toronto, no Canadá. E Catherine vai adiante: ao examinar a relação entre música e tecnologia, prevê que um fã de Beyoncé possa, num futuro não muito distante, entrar em um clipe da cantora, graças aos recursos da realidade virtual. Confira na entrevista abaixo o que espera a docente para a indústria da música – e como ela ainda pode se relacionar com seu passado, firmado pela onda dos rádios.

É exagero dizer que o streaming salvou a música?

Ele realmente é representativo. Facilitou o acesso à música e se tornou uma opção contra os downloads ilegais. Porém, o mercado da música também se tornou mais competitivo. Nas rádios, um artista compete com os lançamentos da semana. No streaming, ele encara os últimos 70 anos da música. O acervo é grande e os pequenos artistas tem que lutar com força para se destacar entre os grandes hits do passado e também os músicos best-sellers, como Adele, Beyoncé, Justin Bieber, Drake, Rihanna, entre outros. A indústria musical é baseada no tripé: marketing, distribuição e produção. Os artistas precisaram ficar mais criativos para se destacar e resistir. Os grandes discos dos últimos anos conquistaram pela ousadia no lançamento, mas são álbuns excelentes. A música boa é a que sobrevive.

Rock in Rio: Charles Bradley, outras atrações do Palco Sunset e pré-venda


A organização do festival carioca anunciou hoje mais três atrações do palco Sunset.

O cantor norte-americano Charles Bradley cantará cinco décadas da musica negra de seu país e terá a companhia de um convidado, ainda não revelado.

O pianista bretão Benjamin Clementine, que chegou a tocar no metrô parisiense para se sustentar, será outra atração a receber um convidado.

Fechando o anúncio, o cantor de R&B Miguel receberá como convidado o rapper brasileiro Emicida.


Pré-venda

A pré-venda restrita de ingressos do Rock in Rio começa nesta sexta-feira (17), às 19h, para associados Rock in Rio Club, clientes Itaú Personnalité ou portadores de cartões de crédito Itaucard das categorias Platinum, Black. Esta pré venda vai até às 19h do dia 5 de abril. No dia 6 de abril começa a venda para o público geral.

Exposição sobre o Nirvana virá para o Brasil


A "Taking Punk To The Masses", exposição do Museum Of Pop Culture de Seattle, que reúne raridades da icônica banda grunge Nirvana, deverá pela primeira vez deixar a cidade e segundo o próprio museu, o destino será o Brasil no verão de 2017, embora ainda não confirmem maiores detalhes.

Aguardemos.




Morreu James Cotton


Morreu aos 81 anos, de pneumonia, o bluesman James Cotton. Nascido no Mississippi, começou a carreira influenciado por Sonny Boy Williamson, tendo tocado gaita nas bandas de lendas como Howlin’ Wolf e Muddy Waters no início da carreira. Posteriormente, ainda realizou parcerias com nomes como B.B. King, Keith Richards, Janis Joplin, Gregg Allman, Carlos Santana, Johnny Winter e Joe Bonamassa, entre outros. Seu álbum mais recente foi Cotton Mouth Man, de 2013. No mesmo ano, fez shows no Brasil.

Fonte: VAN DO HALEN

quinta-feira, 16 de março de 2017

Ouça música inédita de Paul McCartney


"Distractions" integraria o álbum "Flowers in Dirt", mas acabou de fora.

Agora o eterno beatle a divulgou em sua conta oficial no youtube.

OUÇA AQUI

Novo acerto entre Spotify e gravadoras pode limitar músicas aos assinantes pagos


De acordo com o Financial Times, o serviço de streaming de música está se aproximando de novos negócios com grandes gravadoras que permitiriam aos artistas restringir novas músicas a assinantes pagos apenas por uma pequena parcela de tempo.

A Spotify não quis comentar o relatório da FT, que afirma que os acordos com a Sony Music, Universal Music Group e Warner Music Group poderão ser concluídos dentro de semanas. O serviço de streaming tem operado em acordos de mês a mês há algum tempo.

A posição da Spotify sempre foi a de que uma ampla liberação para usuários da gratuidade e pagos é a melhor maneira de alcançar os fãs com música nova. Outros grandes serviços de streaming, incluindo a Apple Music, Amazon e Tidal, não encontram o mesmo problema, pois não oferecem uma opção "freemium". Ao adotar janelas para grandes lançamentos, o Spotify estaria adicionando um grande incentivo para que os usuários livres atualizem - embora também pudesse enviar ouvintes a outros lugares, como o YouTube, que também tem um nível suportado por anúncios ou de volta à pirataria.

Taylor Swift retirou o seu catálogo completo da Spotify em novembro de 2014, em parte porque se recusou a restringir seu álbum de 1989 a usuários pagos, e vários artistas como Jason Aldean, Coldplay e The 1975 mantiveram novos lançamentos do Spotify por vários períodos de tempo também .

Spotify anunciou recentemente um marco importante: 50 milhões de assinantes pagos, um aumento de 10 milhões desde setembro. É de longe o líder do mercado em termos de assinantes de streaming de música; Apple Music é o segundo com mais de 20 milhões de assinantes, anunciado em dezembro.

The Kinks: Ray Davies agora é Sir, um Cavaleiro do Império Britânico


O vocalista e guitarrista da icônica banda sessentista The Kinks, Ray Davies, com setenta e dois anos de idade, fora condecorado hoje pelo príncipe Charles no Palácio de Buckingham, Londres, por seus relevantes serviços à arte.

"Senti uma mistura de surpresa, humildade e alegria e um pouco de vergonha", mas depois de pensar um pouco decidi aceitar pela família, pelos fãs e por todos aqueles que me inspiraram a escrever". disse o agraciado.

No momento Davies está escrevendo um musical que falará do tema "irmãos", mas não adiantou maiores detalhes.

Pink Floyd Animals: Revista MOJO mostra o porco em vôo


Você verá que um porco pode voar!

A revista MOJO comemora os 50 anos do Pink Floyd e os 40 anos desde que "Animals", seu álbum mais agressivo.

 A edição 282 Lenticular, estritamente limitada, traz "Algie", o porco icônico do Pink Floyd, voando pela capa!

O pacote contém também um CD de sons progressivos para a expansão da mente.

Faixas de Hawkwind, Foxygen, Public Service Broadcasting, Gong, The Phoenix Foundation, Dungen, Jane Weaver e muito mais.

Nas matérias, Roger Waters, do Floyd, dá uma entrevista exclusiva sobre o álbum "Animals" e MOJO oferece uma prévia exclusiva da extraordinária exposição floydiana V & A., que começará em maio e irá até outubro na cidade de Londres.

Também este mês: Prince - o homem por trás do mito; Tom Petty, Bob Dylan, Aimee Mann, David Axelrod, Ice-T, Diamanda Galás e muito mais.

O exemplar MOJO 282 Lenticular é limitado a 5000 cópias e só está disponível para compra on-line. A edição "regular", com o CD e conteúdo idêntico estará nas lojas do Reino Unido a partir de terça-feira, 21 de março próximo.

LEIA TAMBÉM: Os 40 anos de Pink Floyd “Animals”

Novo clipe do Mastodon


"Show Yourself" integra o vindouro "Emperor of Sand", que chegará no dia 31 de março próximo.

ASSISTA AQUI


Novo lyric video do Vandroya


"I'm Alive" integra o vindouro álbum "Beyond The Human Mind" da banda brasileira que chegará em 28 de abril próximo.

Tracklist:

01. Columns Of Illusion
02. The Path To The Endless Fall
03. Maya
04. Time After Time
05. Last Breath
06. I'm Alive
07. You'll Know My Name
08. If I Forgive Myself
09. Beyond The Human Mind


Ouça a nova música do Weezer


"Feels Like Summer" integra o vindouro álbum do grupo, a ser lançado ainda neste ano.


Como publiquei há pouco, em junho o Weezer estará no festival Arroyo Seco Weekend .

Novo festival terá Tom Petty, cerveja artesanal, vinho e muito mais


“Um evento de cultura de alta qualidade que contará com três palcos de música ao vivo juntamente de menus organizados por restaurantes e chefes celebrados de Los Angeles, além de cerveja artesanal e vinho”.

Essa é a descrição do Arroyo Seco Weekend, novo e vindouro festival organizado pela empresa responsável pelo já consagrado festival Coachella.

O evento ocorrerá nos dias 24 e 25 de junho próximo em no California Rose Bowl, Pasadena e contará como headliners, com ninguém menos que Tom Petty & The Heartbreakers e Mumford & Sons.

Além deles, tocarão também Alabama Shakes, Weezer, Broken Social Scene, The Shins, Charles Bradley, entre outros.

A pré-venda começa no dia 20 de março, segunda-feira próxima.

Pink Floyd: Shine On... a atmosfera Syd Barrett


No espaço "Rememorando" dessa semana selecionei meu texto de janeiro de 2014, época do meu blog Free Four, sobre como a canção "Shine On You Crazy Diamond" se traduz na melhor homenagem ao criador Syd Barrett. Texto que fora também publicado no Whiplash.net .

Leia abaixo:

Pink Floyd: Shine On... a atmosfera Syd Barrett

O álbum Wish You Were, lançado em 1975 pelo Pink Floyd foi uma bela homenagem ao seu criador Syd Barrett, afastado da banda em janeiro de 1968 devido à sua impossibilidade mental por causa de dependência de ácidos e outras drogas.

A música-título talvez seja a mais comercial e difundida desse álbum, tanto nas rádios, em barzinhos com música ao vivo, e até mesmo em aulas de violão.

Realmente trata-se de uma canção tocante e versos lindos sobre Syd e para ele, estes escritos pelo baixista Roger Waters, principal e já o então único letrista da banda.

Porém, vejo que em se tratando de homenagem a Syd Barrett, a música que abre e fecha o álbum: "Shine On You Crazy Diamond" (dividida em duas faixas no disco) é a perfeita homenagem ao criador, tanto nos versos, mas sobretudo instrumentalmente.

Instrumentalmente porque ela nos remete totalmente à atmosfera barrettiana, a começar pela introdução, com os teclados de Richard Wright e a guitarra de David Gilmour trazendo uma "viagem dramática" às nossas mentes, esse trecho é como um mergulho nas profundezas da esquizofrenia de Syd.

Seguindo a introdução vem aqueles emblemáticos quatro acordes de Gilmour, trazendo-nos toda a tensão psicodélica que pega de jeito qualquer fã floydiano, dá para sentir a presença do próprio Barrett nessa parte.

Em seguida a banda toda entra tocando, com solos de Gilmour, sequência de teclado de Wright e solo de Gilmour novamente, e enfim chegando na letra...


A primeira parte fecha com o ótimo saxofone do convidado especial Dick Parry, terminando com sons ventos, dando a deixa para a continuação que viria quatro faixas depois para encerrar o disco.

Na parte final, os ventos nos levam a uma espécie de jam acelerada progressivo-psicodélica, onde a música vira aquela doideira sonora, com o solo de guitarra de Gilmour, dessa vez usando slide, dá aquela carga tempestuosa na música que desemboca na segunda parte da letra...


Passando a parte final da letra a música entra numa sonoridade meio prog-jazz instrumental, uma sonoridade gostosa de ouvir, com bases de teclados bem definidas e uma guitarra suingada com uma linha de baixo dando o rítmo.

O encerramento nos remete literalmente a uma sensação de despedida de Syd Barrett, como um fechamento de um ciclo.

Esse "epílogo" musical foi composto por Richard Wright, logo é embebida em sintetizadores, como se tudo se turvasse e fosse ficando translúcido, como a mente de Syd Barrett ficara.

Steve Vai no Brasil


Saiu as datas para a perna da 25th Aniversary Tour pelo Brasil.

O mega virtuoso guitarrista canadense executará seu álbum "Passion And Warfare" na íntegra.

Eis as datas:

01/06 – Brasília (Clube do Congresso)
02/06 – Belo Horizonte (Music Hall)
03/06 – Rio de Janeiro (Imperator)
04/06 – São Paulo (Tom Brasil)
06/06 – Porto Alegre (Teatro Araújo Vianna)
07/06 – Curitiba (Ópera de Arame)

quarta-feira, 15 de março de 2017

...E se capas de discos fossem camisas de futebol?


Pois o site hispânico Lacasaca pensou nisso e o fez.

Confiram algumas outras delas delas abaixo:









Farinha pouca meu pirão primeiro: Taylor Swift quer criar seu próprio serviço de streaming


A cantora norte-americana Taylor Swift que bateu de frente com gigantes do streaming musical mundial como Spotify e Apple Music, agora tenciona ter o seu próprio serviço do gênero.

Ela registrou uma marca para lançar tal serviço que oferecerá música e outros conteúdos.

Em 2014 a mesma ao lançar seu novo álbum "1989", se recusou a disponibilizá-lo na plataforma Spotify e ainda retirou todo o restante de sua discografia do serviço, alegando discordância ante as políticas deste para com os novos artistas.

Vai vendo...

Led Zeppelin: pela primeira vez Robert Plant canta Kashmir sem Jimmy Page


Que o eterno frontman zeppeliano Robert Plant evita cantar os grandes clássicos de sua banda de origem em sua carreira solo já é um fato.

Algumas delas inclusive ele nunca tinha executado sem a presença do guitarrista Jimmy Page, como era o caso da linda "Kashmir", que saiu dessa escrita na noite de ontem, quando Plant a cantou junto ao violinista Nigel Kennedy no lendário Royal Albert Hall em Londres.

Além de "Kashmir", a dupla mandou bem em "Hey Joe", imortalizada por Jimi Hendrix.

OUÇA AQUI e AQUI

ASSISTA AQUI

Abril pro Rock divulga programação completa


A 25ª edição do maior festival de rock da região Nordeste ocorrerá nos dias 28 e 29 de abril próximo no Classic Hall.

O maior destaque é a banda norte-americana Suicidal Tendencies que contará com o ex-Slayer Dave Lombardo nas baquetas.

Veja o cast completo e informações:

• SEXTA • 28/09/17

Suicidal Tendencies (EUA)
Tiger Army (EUA)
E mais!

• SÁBADO • 29/04/17

Angel Corpse (EUA)
Nocturnal (ALE)
Cockney Rejects (ING)
One Arm Away (SP/PE)
Violator (DF)
Nervosa (SP)
E muito mais...


INGRESSOS DISPONÍVEIS

Meia - R$ 35
Social - R$ 40*
Inteira - R$ 70
*Válido com 1kg de alimento não-perecível. Exceto sal!


PROMO 2 DIAS | APENAS ONLINE

Meia - R$ 60
Social - R$ 70*
*Válido com 1kg de alimento não-perecível. Exceto sal!




PONTO DE VENDA FÍSICO
Em breve


ABRIL PRO ROCK 2017
Dias: 28 e 29/04/2017
Local: Classic Hall - Av. Agamenon Magalhães, s/n, Salgadinho
Produção: Astronave Iniciativas Culturais

INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE INGRESSO ONLINE SYMPLA

* O ingresso é pessoal (nominal). É indispensável a apresentação de um documento de identificação original e oficial com foto, juntamente com o ingresso impresso ou no aplicativo da Sympla, para validação da titularidade;

* Transferências de titularidade serão aceitas até 24 (vinte e quatro) horas antes do horário de início do evento, através do e-mail suporte@sympla.com.br;

* Em caso de arrependimento da compra, o reembolso do valor do ingresso somente será efetuado caso a solicitação seja feita no prazo de até 7 (sete) dias a contar da data da compra, e desde que realizado o pedido de devolução com, no máximo, 48 (quarenta e oito) horas de antecedência do horário de início do evento. Essa solicitação deve ser feita através do e-mail: suporte@sympla.com.br;

* Caso não tenha recebido o ingresso (ou inscrição) em seu e-mail, você pode acessá-lo a qualquer momento através do aplicativo da Sympla, disponível na App Store ou Play Store, no site da Sympla (menu “Meus pedidos”) ou entrando em contato através do e-mail suporte@sympla.com.br;

* Outras informações podem ser encontradas em nossa Central de Ajuda;

* A Sympla não se responsabiliza por ingressos adquiridos em pontos de venda não oficiais.

Heavy Metal: Peso não é velocidade


Desde a década de 70 quando o hard rock começou a dar cada vez mais peso e intensidade ao rock and roll, a velocidade dos andamentos das canções passou a aumentar, quer seja em um ou outro elemento, tais como os solos rápidos de Eddie Van Halen, baterias cada vez mais céleres ou mesmo músicas extremamente rápidas como um todo.

Isso tomou extrema força no advento Heavy Metal ou simplesmente Metal, como gostam de chamar por aí, quando as grandes bandas do gênero ganharam o mundo.

Aumentou sobremaneira na expansão do trash metal e outros braços do metal que viriam.

Nesses dias últimos andei ouvindo uma série de álbuns, bons até instrumentalmente falando, mas que ao meu ver ( ou melhor, ao meu ouvir) ficam massantes por terem o andamento "speed" em tempo integral.

Confesso que nunca fui um simpatizante da equação quanto mais rápido é mais pesado e portanto melhor, ao contrário, sempre me encantei mais com o peso bem colocado e variações de velocidades e andamentos e preferencialmente embebido em melodia, afinal, gosto de música.

Então resolvi pensar e enumerar de cabeça algumas canções que traduzem bem o supracitado e oferecem um bom peso em sua atmosfera, sem necessariamente abusarem da velocidade rítmica e cheguei inicialmente a dez músicas, que integram uma playlist que disponibilizo no fim desse post.

São elas:

Black Sabbath - "Age of Reason"

O  Sabbath e especialmente Tony Iommi é a explicação literal desse texto. Desde os tempos de seu álbum de estreia, a faixa-título mostrava um clima sombrio, denso e pesado, calcado num andamento quase parado que só depois acelerava.
Em "Age of Reason", do álbum de estúdio derradeiro do grupo não é diferente. Tony Iommi está afiadíssimo nos riffs e fraseados de ótimo peso e variações de andamentos. Ozzy dá o tom lúgubre, como sempre.
Atenção especial no minuto 3:58.

Judas Priest - "Victim of Changes"

Entoada logo de cara pelas fabulosas guitarras gêmeas de Glenn Titpton e K.K. Downing, a música cai solenemente no riff pesado e rítmico e se completa na frente com o canto magistralmente hipersônico de Rob Halford, que nela brada um dos melhores gritos de todo o heavy metal.
A versão ao vivo no disco "Unleashed in The East" é conclusiva.   

Mercyful Fate - "Into the Coven"

Aqui novamente o tripé formado pela dupla de guitarristas e o vocalista fazem toda a diferença. No caso, Hank Shermann e Michael Denner nas guitarras e o mago das cordas vocais, King Diamond.
O andamento é fascinante, sobretudo pelo canto agudo contrastando com o grave, ambos os tons cantados pelo mesmo Diamond, entre bases e solos das guitarras sensacionais.

Iron Maiden - "Wrathchid"

A Velha Donzela é, sempre foi e sempre será peso embebido e melodia. Mesmo na crua e direta "Wrathchild", que soa visceral com o canto forte, aqui nessa versão de Bruce Dickinson, com o andamento regido pelo chefe Steve Harris no baixo e a trinca de guitarristas Gers/Murray/Smith se alternando nas bases e solos.

Accept - "Shades of Death

A entrada com climatização de suspense já nos dá a sensação e certeza que um musicaço se seguirá. E é o que acontece em Shades of Death, quinta faixa do ótimo álbum "Blood of Nations" do Accept.
Quando entra o riff de Wolf  Hoffmann e o canto visceral-esganiçado de Mark Tornillo, o sentimento é que a vida toda melhora.

Epica - "Kingdom of Heaven - A New Age Dawns"

O symphonic metal é um dos sub-gêneros do metal com mais incidência da hiper-aceleração. Mas não com o Epica. Nesta longa canção, uma das melhores da banda, a porrada é firme, o peso é sem erro, mas sem acelerar fora de hora ou em demasia. Corais lindos e o belo canto da prima-dona Simone Simons a enobrecem ainda mais.
Atenção especial no minuto 4:50

Megadeth - "Countdown to Exctincion"

Dave Ellefson num trovejante e rítmico contrabaixo e a voz peculiar do líder Dave Mustaine, com seu fraseado na guitarra tornam esta música uma delícia de se ouvir. Nada de muito veloz. Uma aula sem pressa do bom e velho metal.

Sepultura - "Territory"

Quando o baterista Iggor Cavalera começa esta, dá a impressão que virá uma porrada supersônica. Mas eis que a dupla Max Cavalera e Andreas Kisser, puxam o freio, tornando-a um clássico de rítmo e peso, cheia de variações de andamento. Maravilha.

Motörhead - "Metropolis"

Aqui é Lemmy Kilmister!!! Onde tem sua voz e seu baixo Rickebacker tem peso e qualidade certamente. Numa ode ao espaço metalico, embalada pelos solos de Eddie "Fast" Clark, essa pode ser considerada A balada do Motörhead.

Metallica - "One"

Para mim a melhor música do Metallica, especialmente nesta versão orquestrada sob a regência do saudoso Michael Kamen. A beleza de sua construção e andamento é difícil traduzir em palavras.
O naipe de violinos dão um espetáculo à parte.
Sim, ela acelera e muito no final, mas no momento preciso e eruptivo. Tudo perfeito.

OUÇA A PLAYLIST "SLOW HEAVY" (Com o passar do tempo novas músicas serão incluidas nessa playlist)

Cantora do Therion parte para projeto solo


A vocalista suéca Linnéa Vikström, mas conhecida por seu trabalho ao microfone na banda Therion, revelou que lançará um projeto solo, QFT, que brevemente lançará um álbum.

É como “se Black Sabbath e Pagan’s Mind tivessem um filho”, disse ela sobre a sonoridade do projeto.

O Therion segue em hiato e não se sabe sobre seu futuro, pois seu guitarrista e fundador Christofer Johnson apresenta um quadro de hérnia de disco que o impedirá de se apresentar nos palcos.

Rio de Janeiro: musical sobre Cartola estreia hoje


O Rio de Janeiro recebe, a partir desta quarta-feira (15), um espetáculo inspirado em um dos maiores ícones do samba carioca. O musical “Cartola – O mundo é um moinho” será apresentado no Teatro Carlos Gomes, na Praça Tiradentes. A estreia será uma sessão para convidados, com participação especial de Alcione.

A partir de quinta-feira (16), até o dia 28 de maio, sempre de quinta-feira à domingo, o espetáculo será aberto ao publico com ingressos entre R$ 70 e R$ 80, a venda pelo site www.ticketmais.com.br.

Idealizado pelo ator e produtor Jô Santana, o espetáculo tem dramaturgia de Artur Xexéo, direção e encenação de Roberto Lage e direção musical de Rildo Hora. A pesquisa foi realizada por Nilcemar Nogueira, neta de Cartola, fundadora do Museu do Samba e atual Secretária Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. O ator Flavio Bauraqui interpreta Cartola e Virgínia Rosa vive Dona Zica.

Além disso, a cada semana um grande nome do samba e da MPB terão participação especial. Entre os artistas já convidados estão Xande de Pilares, Dudu Nobre, Leci Brandão e Sandra de Sá.

Indicações a prêmios

A primeira temporada de “Cartola – O Mundo é um Moinho”, que aconteceu no ano passado em São Paulo, recebeu indicações para cinco prêmios: Melhor Visagismo - Prêmio Arte Qualidade Brasil; Melhor Ator para Flavio Bauraqui - Prêmio Aplauso Brasil; Melhor Espetáculo Musical - Prêmio Aplauso Brasil; Melhor Ator para Flavio Bauraqui - Prêmio APCA; Melhor ator para Flavio Bauraqui - Prêmio Revista Quem.

Serviço

Cartola – O Mundo é um Moinho
Temporada: de 16 de março até 28 de maio
Onde: Teatro Carlos Gomes
Capacidade: 644 lugares
Endereço: Praça Tiradentes, s/n - Centro, Rio de Janeiro
Quando: de 5ª a domingo
Horário: às quintas, sextas e sábados, 19h; aos domingos, 17h.
Classificação: 12 anos
Duração: 2h 30min
Ingressos: quintas e sextas R$ 70,00; sábados e domingos R$ 80,00
Venda: www.ticketmais.com.br
Vendas para grupos: Tel (21) 2146 6527

Fonte: G1


terça-feira, 14 de março de 2017

O problema do "Pop-rock"


Há pouco li uma notícia dizendo que a música de pop-rock mais tocada nas rádios nacionais é "Primeiro Amor" da banda Malta, egressa do programa global SuperStar.

Confesso que me deu tristeza.

Apesar do pop-rock ser um subgênero do estilo que desde a década de 50 sempre existiu, uma vez que Elvis, Beatles, The Mamas and The Papas, Simon & Garfunkel, Queen, Supertramp e Genesis, lá fora e Titãs, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Kid Abelha por aqui, apenas para citar alguns lá e cá, foram e/ou tiveram momentos pop na carreira, a linha da qualidade mínima se mantinha, ou seja, dá para ser acessível e ter boa qualidade.

Particularmente considero o termo pop-rock da forma que se tornou um verbete acovardado, remetendo o ouvinte e consumidor dessa música a um padrão de som distante do rock em essência.

Rock em essência?

Sim. O rock and roll é indubitavelmente o gênero musical que mais gerou afluentes. São sonoridades e velocidades mil, mas sempre preservando um ponto comum: a atmosfera agressiva e/ou pertubadora que caracteriza as pedras rolantes.

O elaborado e refinado rock progressivo, ou prog rock, tem sempre claros momentos de "pegada" mais firme e eletrizante.

Até mesmo as grandes canções e baladas de bandas clássicas, do hard, heavy, etc. têm arranjos e momentos mais apimentados.

O que cada vez mais se ouve no pop rock em geral são musiquinhas com acentuado sabor de jujuba e peso inversamente proporcional.

Com tudo isso, creio que seria melhor um divórcio dessas duas palavras, e que cada uma delas pop e rock sigam caminhos distintos pra lá do hífen.

E você, o que acha da "cena pop-rock" atual? Comente!

Em homenagem a David Bowie, selos postais rumo ao espaço


Selos postais em homenagem ao cantor David Bowie foram enviados ao espaço nesta terça-feira. A ação, feita pelo Royal Mail, o serviço postal da Grã-Bretanha, promove o lançamento de uma nova coleção com dez tipos de estampas que lembram os 52 anos de carreira do astro pop, morto em janeiro do ano passado.

A carga, acompanhada de uma câmera e um localizador, foi levada à estratosfera por balões de hélio, que alcançaram a altitude de 34 quilômetros. As bexigas subiram a uma velocidade de, aproximadamente, 5,3 metros por segundo até estourarem por causa da baixa pressão atmosférica – com a pressão dentro do balão cada vez maior que no lado de fora, ele acaba se rompendo.

O Royal Mail aproveitou para organizar uma promoção, válida apenas para residentes da Grã-Bretanha: quem adivinhar o local de aterrizagem irá ganhar uma coleção de selos e uma das edições limitadas de discos do músico. Para ajudar no chute, a companhia publicará dicas em suas contas no Facebook e Twitter a cada dois dias.

Fonte: VEJA


Banda lança música no Spotify que só toca na chuva


Há quem diga que certas músicas só funcionam bem em dias de chuva. A banda norte-americana White Denim levou a ideia a sério: ontem, o grupo de rock de Austin, no Texas, lançou uma música no serviço de streaming Spotify que só pode ser tocada durante um dia de chuva, garoa ou tempestade.

A ideia é simples: com auxílio da geolocalização, recurso que permite descobrir onde o usuário em um determinado momento, o Spotify é capaz de saber se o ouvinte está em um lugar que está chovendo.

Se esse não for o caso, a música – chamada "No Nee Ta Slode Aln" – fica indisponível para o ouvinte e não aparece em qualquer busca na plataforma de streaming de música mais popular do mundo, que tem mais de 100 milhões de usuários.

A brincadeira, no entanto, só acontece caso o usuário esteja nos Estados Unidos – infelizmente, não será possível aproveitar as águas de março para escutar a canção do White Denim no Brasil.

Há, no entanto, uma estratégia comercial por trás da brincadeira: a música é uma parceria do grupo texano com a marca de artigos esportivos The North Face – um trecho da canção, com 30 segundos, foi liberado em uma propaganda da empresa no YouTube.

Gregg Allman cancela todos os shows de sua turnê


O lendário multi-instrumentista Gregg Allman cancelou todas as datas de sua turnê.

 "Está definido que Gregg não estará em turnê em 2017. Para aqueles que compraram ingressos para shows em junho, entre em contato com a saída de bilhetes de onde compraram os ingressos para um reembolso", diz o site GreggAllman.com.

Gregg vem lutando contra problemas de saúde que só lhe permitiram realizar alguns shows desde o meio do ano passado. Em novembro, Allman cancelou todas as datas para o começo de 2017. Foi divulgado previamente que retornaria à estrada em junho próximo para uma série de apresentações.

Demais detalhes elucidatativos não foram divulgados.

Roger Waters fala sobre o espetáculo "Another Brick in The Wall: L'Opéra

O eterno líder floydiano falou à Rolling Stone americana sobre o espetáculo "Another Brick in The Wall: L'Opéra, uma leitura teatraldo álbum "The Wall" do Pink Floyd:

Leia a entrevista abaixo:

Você vê isso atraindo mais os fãs ou operários do Pink Floyd?
Definitivamente mais para operários.

A música é ópera muito reta.
É real, e é bastante moderna, mas também harmônica. Algumas obras modernas são atonais, e eu tenho dificuldade de ser movido por isso. Mas isso parece acessível.

O que houve com a música que você achou tão emocionante?
Acabei de ouvir algumas delas no andar de baixo, e quando você tem 48 pessoas em um coro e dois ou três solistas e uma orquestra sinfônica de 70 peças, todos juntos com o que sabemos de ópera, você está à frente do jogo, porque isso é uma forma muito comovente, como qualquer um que gosta de ópera concordará. Mas as coisas [de Julien], especificamente ... Eu não sei. Por que alguns compositores movem você e outros não? Por que estou mais emocionado por Puccini do que por Benjamin Britten? Com Puccini, é como colar uma adaga em seu coração. E com o Julien, está apenas se movendo. Não posso te explicar tecnicamente o porque disso. (pausa)...
Spinal Tap poderia. "Ré-menor é a nota mais triste" de tudo isso [risos].

Certo. Você disse que queria ser desprovido de mão-de-obra com essa produção. Considerando que você estava muito descontente com o que o diretor Alan Parker trouxe para o filme The Wall, você teve algum titubeio sobre dar-lhes a carta branca?
Não, desde que eu estava aqui em abril passado e eu tinha visto todos os desenhos. E todas as idéias de Dominic sobre o uso de vídeo, o conjunto que o que o personagem faria parecia ótimo. Tudo o que eu vi até agora é o fim da ópera, com 56 pessoas - ou talvez mais, não sei - de pé no palco, cantando minhas palavras em coro para "Fora do Muro", uma cappella. A orquestra pára e é o fim do show. E na verdade, essa foi a minha idéia. É como eu faço isso [no The Wall concerts].

Sua mãe tocou muita ópera quando estava crescendo? Foi assim que entrou?
Sinceramente, não consigo me lembrar de como entrei nisso. Nunca houve qualquer tipo de música em minha casa, quando eu estava crescendo. Tínhamos teatro de sábado à noite e as notícias no rádio. Eles transmitiam uma peça todos os sábados à noite e nós ficamos sentados a ouvir, e então meu irmão e eu ouviria coisas do tipo: "Journey Into Space".

Desde que você escreveu uma ópera, "Ça Ira", de 2005, que ópera você gosta?
Eu gosto dos italianos do final do século XIX e início do século XX. Eu gosto do material popular: Puccini, Donizetti, Verdi e aquelas óperas grandes, dramáticas e populares da época de ouro. Mas eu também tenho dificuldade de sentar-se através deles, porque eles são tão fodidamente longos, como um monte de Wagner.

Certamente, "Ring Circle" de Wagner.
Certo. A música é incrível, mas eu só aceno um pouco depois de cinco ou seis horas. Há algo sobre o treinamento da voz, porém, é um tipo deslumbrante.

Suas produções de The Wall, tanto com Pink Floyd e como artista solo, pode ser esmagadora e intimidante para o público. Ópera pode ser maior do que a vida, também. Você vê isso acontecendo nesta produção?
Não, eu não penso assim. Você pode estar certo sobre minhas produções dele, e talvez até mesmo a produção original em '79. Mas, como você sabe, shows de rock & roll são realmente altos, esmagadores em seu ataque aos sentidos auditivos. É por isso que pessoas como eu na arena do rock são todas profundamente surdas.
Todo mundo que conheço que trabalhou na ópera não é assim. Não é tão alto. Mesmo um cantor cantando full blast não é tão alto, e você está muito longe, então eles tendem a aumentá-lo apenas ligeiramente, mesmo em casas de ópera. Portanto, a melodia e o equilíbrio entre as vozes e a orquestra são muito mais importantes do que no rock & roll, onde todos estão cantando em um microfone que é alto a maior parte do tempo.

O conceito original para The Wall nasceu da frustração que você sentiu ao se apresentar para o público do estádio. Você obviamente estava fazendo The Wall novamente em estádios há alguns anos atrás. Quando você superou sua reticência sobre brincar com multidões gigantes?
Eu penso que tem que fazer com executar, começou sobre um sentimento da antipatia para audiências no geral, ou começou sobre um medo das audiências. Notei aquele momento em que fiz um show que Don Henley me pediu para fazer em 1992, para o Projeto Walden Woods, para o qual ele estava arrecadando dinheiro, no Anfiteatro Universal de Los Angeles.

Quando esse sentimento de alienação desapareceu?

Esse é um ponto muito bom. Curiosamente, eu acho que isso nos traz de volta para o novo álbum solo "Is This the Life We Really Want?". Quando rejeitamos o "Trumpismo" e deixamos de construir paredes e lançamos bombas sobre eles em pessoas castanhas, descobrimos a natureza transcendental do amor, seja um amor romântico para uma mulher ou um homem ou para outra pessoa, ou uma experiência de apego à empatia que é tão poderoso que normalmente só experimentamos em uma arena romântica. É o coup de foudre, é relâmpago atingido pelo raio, e se temos sorte, ele nos abre para a idéia de que podemos sentir empatia por todos os outros. Isso é algo que Trump nunca experimentará. Ele está claramente além dela. E a maioria dos sociopatas estão. É realmente a falta de empatia que lhes permite prosseguir o curso brutal, insensível, sem amor que eles fazem.
Então, sim, eu acho que em algum momento da minha vida, eu tive meu momento na estrada para Damasco. Não tenho certeza exatamente o que era ou onde estava, mas sem esses momentos, ficamos livres de empatia e, em conseqüência, estamos totalmente satisfeitos em construir muros e depois bombardeá-los.

Fiquei curioso sobre sua jornada pessoal, porque o personagem Pink no álbum chegou a essa percepção através de drogas e isolamento, e essa não é a sua história.
Não [risos]. Bem, obviamente eu tinha Syd [Barrett] para me inspirar um pouco. E também você vê a tentação que é colocada no caminho dos seres humanos sem empatia - eles não têm nada realmente para viver, mas para imergir-se atrás de um vício, a fim de induzir a dormência confortável que eu descrevo na canção. É uma espécie de psicologia humana.

Certo, mas "Comfortably Numb" foi inspirado por um evento real, quando um médico lhe deu uma dose de algo para você no palco da turnê de 1977, quando você tinha desmoronado nos bastidores de cólicas estomacais.
Bem, isso é verdade. Aquela era realmente uma coisa química, como tomar um tranqüilizante do elefante para começar no palco. Ou seja o que for. Não, eu não fiz mais isso.

Nunca mais.

Não, nunca mais [risos].

Você se recorda de The Wall há 40 anos aqui em Montreal quando você teve uma briga com um funcionário de palco. Você já ouviu falar do homem que você escolheu?
Não, eu nunca ouvi do "spat-upon", quem ele era. Ele se sente quase como uma invenção agora. É quase como algo que foi feito para um roteiro ou algo assim. É bizarro e eu não tenho memória física dele, ou se havia esgrima chain-link ou quão alto o palco foi ou o que estava acontecendo. Eu não faço ideia. Mas eu sei que aconteceu [pausa]. Tenho certeza de que isso aconteceu [sorrisos].

ANOTHER BRICK IN THE WALL 2