sexta-feira, 10 de março de 2017

Dois álbuns inéditos de David Bowie serão lançados em 2017


Dois álbuns nunca lançados por David Bowie devem chegar às lojas no dia 22 de abril, como parte do Record Store Day . Os discos Cracked Actor (Live in Los Angeles 1974), resultado de um show em Los Angeles e Bowpromo, uma série de músicas demo que poderiam ter sido lançadas em 1971, vão ganhar versão em vinil. Veja a tracklist abaixo.

Cracked Actor (Live in Los Angeles 1974),

01 Introduction
02 1984
03 Rebel Rebel
04 Moonage Daydream
05 Sweet Thing/Candidate/Sweet Thing
06 Changes
07 Suffragette City
08 Aladdin Sane
09 All the Young Dudes
10 Cracked Actor
11 Rock ‘n’ Roll With Me
12 Knock on Wood
13 It’s Gonna Be Me
14 Space Oddity
15 Diamond Dogs
16 Big Brother
17 Time
18 Jean Genie
19 Rock ‘n’ Roll Suicide
20 John, I’m Only Dancing (Again)

Bowpromo

01 Oh! You Pretty Things
02 Eight Line Poem
03 Kooks
04 It Ain’t Easy
05 Queen Bitch
06 Quicksand
07 Bombers/Andy Warhol Intro

Fonte: OMELETE

Martinho da Vila: aos 79 anos, o poeta da Vila Isabel cursa faculdade


São Paulo dá café, Minas dá leite, a Vila Isabel dá samba e Martinho da Vila dá um show de disposição rumo ao conhecimento.

O sambista e escritor, com 79 anos de idade, cursa o quino semestre da faculdade de Relações Internacionais, a fim de adquirir um melhor embasamento para seu trabalho de embaixador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLT).

“Já pratico relações internacionais há muito tempo, mas eu queria pegar um pouco de conhecimento mais teórico. Na faculdade, eu sou um aluno de conhecimento, um ouvinte. Faço os trabalhos que todos fazem, cumpro uma carga horário, mantenho a frequência nas aulas, mas não preciso fazer prova.”

Grande Martinho! Rumo ao canudo de papel.

Roger Waters: "Trump, Hussein, Ceaucescu... é tudo a mesma coisa..."


Em entrevista recente ao jornal britânico The Guardian, Roger Waters falou sobre a adaptação para a ópera do disco The Wall. O álbum está sendo reescrito para a linguagem orquestral pelo ex-baixista do Pink Floyd em parceria com a Opéra de Montréal. O espetáculo estreia no dia 11 de março na cidade canadense.

Além disso, o músico explicou à publicação o porquê do clássico LP do Pink Floyd ser tão relevante nos dias atuais quanto quando foi lançado, em 1979. Para isso, ele tomou como exemplo o polêmico e controverso governo de Donald Trump nos Estados Unidos, que vem encabeçando o projeto da construção de um muro entre os Estados Unidos e o México. Ele ainda o comparou a ditadores como o iraquiano Saddam Hussein e o romeno Nicolae Ceausescu.

LEIA TAMBÉMPink Floyd The Wall: como os governantes gostam de manter a obra viva

"Qualquer déspota, quando constrói um monumento para si mesmo, seja Ceausescu, seja Hussein, é sempre igual aos outros", disse o músico. "Falta algo na sensibilidade destas pessoas, por isso é como se o construíssem a partir de um catálogo para déspotas, sempre com mármore e torneiras feitas de ouro", arrematou o britânico, citando a Trump Tower, edifício do empresário localizado em Nova York. “É o símbolo ideal de tudo aquilo que nós precisamos nos manter afastados.”

“Os norte-americanos elegeram alguém que não acredita nas mudanças climáticas. Ele acha que tudo isso é uma invenção. E isso é o fim da história. Ele pensa que isso é algo inventado pelas pessoas, e ele acabou convencendo um grande número de pessoas de que ele está certo, só por constatar esse fato. Você constata uma grande mentira e as pessoas acabam acreditando nela.”

Não é a primeira vez que Waters demonstra publicamente seu descontentamento em relação ao ex-apresentador do reality The Apprentice, comparando-o a ditadores. Anteriormente, em entrevista ao podcast WTF, de Marc Maron, o cantor e compositor fez uma analogia entre a candidatura e popularização de Trump à ascensão de Adolf Hitler na Alemanha entreguerras.

Na ocasião, o ex-baixista e letrista do Pink Floyd discutiu com Maron questões de classe, desigualdade e injustiça social. Perto do fim, ele falou com o podcaster sobre as maneiras com que o pensamento fascista nasce e se prolifera na sociedade: “Era bastante recorrente na Alemanha dos anos 1930, quando surgiu o partido Nacional-Socialista. Hoje em dia, o nacionalismo de Trump pode até ser menos insidioso, mas é tão perigoso quanto.”

“A forma com que esse tipo de pensamento chega ao poder e transforma um Estado em algo totalitário é sempre a mesma, e sempre vem da identificação do ‘outro’ como um inimigo”, continuou. “No caso de Trump, ‘os outros’ são os chineses, os mexicanos e o islã. Com Hitler foram os judeus, os comunistas, o povo romani, os homossexuais, entre outros – os quais eram agrupados como parte do mesmo problema.”

Waters também falou sobre como os Estados Unidos parece ter sido tomado por um sentimento de derrota e estagnação econômica, assim como aconteceu com a Alemanha após a Primeira Guerra Mundial, em decorrência do Tratado de Versalhes.

“O padrão de vida das pessoas nos Estados Unidos está despencando em queda livre e com isso os direitos garantidos pela Constituição acabam sendo lentamente destruídos e tirados dos norte-americanos”, disse o britânico.

Durante a apresentação de Waters no Desert Trip – que aconteceu no ano passado, em Indio, Califórnia, e reuniu veteranos do rock como Neil Young e Paul McCartney – o músico exibiu em um telão o rosto de Trump acompanhado da palavra "charada", enquanto tocava "Pigs (Three Different Ones)". Ao longo da performance da canção foram projetadas imagens do republicano vestindo um capuz da Ku Klux Klan, grupo extremista norte-americano.

O show de Waters no festival contou com um porco inflável gigante com o rosto de Trump estampado na lateral. O animal inflável flutuou sobre o público, acompanhado pelas palavras “porco ignorante, mentiroso, racista, sexista”.

U2: "Joshua Tree" ganha edição comemorativa de 30 anos


O U2, para comemorar os 30 anos do lançamento do álbum The Joshua Tree, divulgou no último dia 9 de março o lançamento de uma edição de colecionador com material inédito.

A nova edição contém um show realizado no Madison Square Garden em 1987, B-Sides dos singles lançados com o disco e também remixes dessas faixas, produzidos por nomes como Daniel Lanois, St Francis Hotel, Jacknife Lee, Steve Lillywhite e Flood. Além da música, a nova edição do disco também será acomapanhada por um livro com fotos feitas por The Edge no deserto de Mojave em 1986.

O novo projeto já está disponível para pré-venda no site oficial do grupo e tem lançamento marcado para o dia 2 de junho. O U2, aproveitando o embalo das comemorações também já anunciou a realização de uma turnê comemorativa “The Joshua Tree Tour 2017” que já tem datas anunciadas para Europa, Canadá e Estados Unidos.

Joshua Tree possui em sua tracklist algumas das principais faixas da carreira do U2, como "With or Without You", "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e "Where the Streets Have No Name".

Fonte: OMELETE

AC/DC: Nova biografia aborda o período final de Bon Scott e a superação do grupo em seu pós-morte


Jesse Fink, autor de The Youngs: The Brothers Who Built AC/DC, lança agora um livro sobre os últimos anos e as circustâncias da morte em 1980 do icõnico vocalista Bon Scott, o primeiro a fazer história na banda australiana. 

"The Last Highway: The Untold Story Of Bon Scott And AC/DC’s Back In Black" chegará no dia 17 de novembro próximo, abordando também o período após a morte do frontman, narrando como a banda superou a tragédia e encontrou inspiração para compor o álbum clássico "Back in Black", marcando a estreia não somente do novo vocalista, Brian Johnson, bem como a mudança para uma nova sonoridade, passando de um blues-rock para um hard-heavy.

Aguardemos!

Geddy Lee não tocará com Yes na cerimônia do Hall Of Fame



Ontem noticiei AQUI com base numa publicação da Billboard que o baixista do Rush, Geddy Lee, além de juntamente com o guitarrista Alex Lifeson anunciar a premiação do Yes, também tocaria com o grupo premiado.

Pois bem. Hoje a Rock And Roll Hall Of Fame Foundation informou em nota à Billbord o contrário. Nota a qual reproduzo abaixo:

"A Rock And Roll Hall Of Fame Foundation enviou uma nota de esclarecimento à Billboard negando que Geddy Lee tocaria na cerimônia. 'Geddy Lee e Alex Lifeson estão confirmados apenas para o discurso de indução a uma de suas bandas favoritas e não tocarão. Eles, como outros fãs de Yes, estão ansiosos para homenageá-los e vê-los tocando na cerimônia, no dia 7 de abril, com transmissão da HBO em 29 de abril."

Asia: Shows-tributo a John Wetton foram cancelados


Conforme publiquei AQUI nesta semana, o Asia faria uma série de quatro apresentações na Inglaterra em homenagem ao saudoso baixista e vocalista John Wetton, falecido no mês passado, vítima de um câncer.

Porém, de acordo com uma publicação na página da banda no facebook, tais datas foram canceladas:

"Infelizmente, as datas de Novembro do tributo a John Wetton foram canceladas por razões fora do nosso controle. Os reembolsos podem ser obtidos nas bilheterias, ou os ingressos podem ser mantidos para datas reescalonadas ", diz a postagem do grupo.

Suicidal Tendencies no Brasil


A banda americana marcou três shows no Brasil. A nova turnê começa no Rio, com apresentação no dia 27 de abril, no Imperator. Na noite seguinte, o grupo toca no Abril Pro Rock, no Recife. Encerra a viagem com performance em São Paulo, no dia 29, no Tropical Butantã. O baterista Dave Lombardo, ex-Slayer, acompanha o Suicidal Tendencies.

A volta do ST ao Brasil acontece por meio de parceria da produção do festival Abril Pro Rock com o projeto Honorsounds; e promove "World Gone Mad", novo álbum da banda, que chega às lojas nos próximos dias.

Fonte: DESTAK

Saiba como participar do meet & greet com o Metallica no Lollapalooza Brasil


O Metallica divulgou em seu site oficial as informações do meet & greet (encontro com fãs) que a banda fará durante sua vinda a São Paulo para tocar no Lollapalooza.

O grupo fecha a noite do dia 25 de março. As inscrições para tentar uma vaga no encontro começam nesta sexta-feira (10) e vão até o final do dia 17 de março.

É preciso fazer parte do fã-clube oficial (a inscrição é de graça)
Os escolhidos para conhecer o Metallica são sorteados
Cada fã pode ser selecionado apenas uma vez por ano
Não é possível ganhar e repassarpara outra pessoa
O fã tem que ter mais de 18 anos
Ele tem que possuir um ingresso para o show

Para saber mais informações do encontro, basta entrar no site oficial do Metallica. A inscrição gratuita é por meio do site Met Club.

Fonte: G1

Ouça a nova música de Chris Cornell



“The Promise” integra a trilha sonora do novo filme protagonizado por Christian Bale, sobre um triângulo amoroso em meio ao genocídio armênio.

Curiosidades: Máquina de CDs


Na loja Rought Trade em Nottingham, Inglaterra, você pode inserir seis Libras na máquina acima
e adquirir os seguintes álbuns:

Biters – Electric Blood
Blackberry Smoke – Like An Arrow
Bolt Thrower – Realm Of Chaos
Danny Worsnop – The Long Road Home
Deicide – Scars Of The Crucifix
Entombed – Left Hand Path
Godflesh – Streetcleaner
Kagoule – Urth
Massacre – From Beyond
Morbid Angel – Altars Of Madness
Napalm Death – Scum
Rival Sons – Hollow Bones
Sleep – Sleep’s Holy Mountain
The Temperance Movement – The Temperance Movement
The Temperance Movement – White Bear
Terrorizer – World Downfall
Vektor – Terminal Redux
Wakrat – Wakrat
The White Buffalo – Love And The Death of Damnation

Há um ano perdíamos o mago Keith Emerson


Na tarde do dia dez de março do ano passado eu estava rolando a página do facebook, quando vi na página do guitarrista Greg Lake a notícia estarrecedora que seu colega de banda, Keith Emerson havia falecido.

Pouco depois veio a informação que havia sido um suicídio com arma de fogo.

O Pesar que me assolara fora gigantesco.

Keith Emerson representava para mim a essência da virtuose nas teclas brancas e negras adicionada à extrema paixão pelo que fazia.

E infelizmente foi essa paixão que o fizera sucumbir.

Depois de encerrar suas atividades junto ao seu Emerson, Lake & Palmer em 2010, num concerto em terras germânicas que comemorava os 40 anos do trio cordas, percussão e teclado mais famoso do rock, registrado em um DVD imperdível, Keith que nessa ocasião já alegava ter tocado com fortes dores nas mãos, com o passar dos anos viu seu quadro piorar, as dores aumentarem e poder tocar cada vez menos, o que desencadeou um avassalador quadro depressivo que acabou sendo irreversível, culminando em um triste tiro na cabeça.


Keith Emerson veio do jazz e do erudito e neles há muito bebia na fonte, desde os tempos de The Nice, seu grupo pré-ELP.

Com o Emerson, Lake & Palmer, Keith Emerson reeditou algo que o genial Miles Davis antes o fizera: abriu as portas para a fusão de sonoridades, pegando o jazz tradicional e mesclando-o ao rock and roll, mesmo o rockabilly e improvisações.

No caso de Emerson, ele fez de seu ELP um grupo de rock calcado no jazz e lírico, ao contrário da gigantesca maioria das bandas bretãs que se calcavam no blues americano.

VÍDEO: KEITH EMERSON & OSCAR PETERSON - "HONKY TONKY TRAIN BLUES" 

Resultado: o Emerson, Lake & Palmer abriu a década de 70 se impondo como grande vetor do rock progressivo em sua época nascente.

VÍDEO: EMERSON, LAKE & PALMER - "TARKUS"

Claro que isso gerou críticas ácidas ao seu estilo, pois o ELP passou a ser acusado de não fazer rock, visto que seu som era muito mais pautado pelo virtuoso piano e moog de Emerson do que por riffs e solos de guitarra, muito embora as composições e atuações de Greg Lake nas cordas e vocais e de Carl Palmer na percussão e bateria não fossem nada menos que também brilhantes.

De todos os grandes gênios do teclado setentista, Keith Emerson certamente foi o mais performático,

Suas performances ao teclado poderiam ser comparadas às do guitarrista-Rei Jimi Hendrix na guitarra (e este quase entrou pro ELP, já pensou?), com uma expressão corporal intensa, agressividade para com suas teclas (atitude bem rock and roll, não?), tocando de ponta-cabeça e até mesmo girando pendurado.

VÍDEO: KEITH EMERSON "VOANDO" AO PIANO"


Mas ser performático e fazer graça muita gente o faz. Muito além disto, Keith o fazia e tocava divinamente bem, com todo o seu aparato eletrônico e técnica refinadíssima.

E segundo o próprio disse à sua mulher na época que precedeu sua morte, o fato dele não conseguir mais brindar seus fãs com tal técnica, restringida pelas fortes dores crescentes, o deixava profundamente triste e desesperançoso. Seu colega Greg Lake também corroborou com tal declaração.

Enfim, uma perda inestimável não só para o universo do rock, mas para a música de qualidade e arte. Não perdemos somente um pianista, perdemos um artista e a família, o ser humano. E para piorar, em dezembro passado ainda perdemos o grande Greg Lake, fazendo de Carl Palmer o único integrante vivo do Emerson, Lake & Palmer.

Em julho próximo Keith Emerson será homenageado com um grande Show-tributo (SAIBA AQUI).

OUÇA A PLAYLIST "A ARTE DE KEITH EMERSON"

quinta-feira, 9 de março de 2017

Assista ao novo clipe do Blackfoot



"Neeed my Ride" integra o álbum "Southern Native", lançado no ano passado pela banda de Southern Rock da Flórida.

ASSISTA AQUI

Qual a música mais triste do Radiohead? Saiba!



O Radiohead tem nove discos de estúdio, de Pablo Honey (1993) a A Moon Shaped Pool (2016). Respeitados no mainstream e no meio alternativo, uma coisa é certa: seus sons não são as coisas mais alegres da vida. E aí pinta a dúvida: qual a música mais triste dessa discografia? O cientista Charlie Thompson desenvolveu uma fórmula que responde essa questão.

Ele analisou e combinou um dado que já existia e levava em consideração apenas a parte musical com um novo estudo que inclui o uso de palavras nas letras de Thom Yorke e companhia. Desenvolvido pelo Conselho Nacional de Pesquisas do Canadá, o estudo usa a associação de palavras para ter tal medida. O cientista ainda complementou o estudo com a densidade das letras do Radiohead. E a faixa vencedora foi “True Love Waits”, do álbum mais recente do grupo.

Clique no diagrama acima para ver o resultado da pesquisa.

Numa escala de 1 a 100, da mais triste para a mais alegre, “True Love Waits” ficou com 1, seguida de “Give Up The Ghost” (do álbum The King Of Limbs, que ficou com 6,46) e “Motion Picture Soundtrack” (de Kid A, com 9.35). Na média geral, o álbum mais recente, A Moon Shaped Pool, é o mais triste, com 31,93.

Na outra ponta, as mais “alegres” são “15 Step”, com 100, seguida de “Feral” (do álbum The King Of Limbs, que ficou com 91,14) e “Bodysnatchers” (de In Rainbows, com 88,4). O The King Of Limbs é o álbum mais “alegre”, com 53,13.

Assista ao novo clipe de Neil Young


Peace Trail é a faixa-título do recém-lançado álbum do músico canadense, seu trigésimo-sétimo de estúdio.

ASISTA AQUI

Primeiros lançamentos da Recore Store Day 2017


O evento acontecerá no dia 22 de abril próximo, ocasião em que as maiores lojas independentes de discos colocarão a venda itens tais como:

Alice In Chains – What The Hell Have I/Get Born Again [2×7”] (gatefold, limited to 4000, indie-retail exclusive) 7″

Avenged Sevenfold – Waking The Fallen [2LP] (Picture Disc, limited to 1000, indie-retail exclusive) LP

Balance And Composure – Slow Heart [7”] (2 brand new unreleased songs, limited to 1000, indie-retail exclusive) 7″

Coheed And Cambria – Good Apollo, I’m Burning Star IV Volume One [2LP] (150 Gram Splatter Vinyl, gatefold, download, first time on vinyl, limited to 2500, indie-retail exclusive) LP

Damnation A.D. – Pornography [LP] (Clear Blue Vinyl, first new album in 10 years, covers of The Cure‘s ‘Pornography‘ album, download, indie-exclusive, limited to 800) LP

Darkest Hour – ST 7” [7”] (limited to 1000, indie-retail exclusive) 7″

Darkthrone – Arctic Thunder [LP] (Picture Disc, limited to 500, indie-retail exclusive) LP

Dillinger Escape Plan, The – Instrumentalist [7”] (White Vinyl, limited to 1500, indie-retail exclusive) 7″

Enslaved – Roadburn Live [2LP] (Purple Vinyl, exclusive poster, limited to 500, indie-retail exclusive) LP

Hawkwind – Best Of The United Artists Years: 1971-1974 [LP] (Colored Vinyl, limited to 2500, indie-retail exclusive) LP

Integrity – Humanity Is The Devil (Remix & Remaster) [LP] (new 36”x24” poster cover and layout, download, indie-exclusive, limited/numbered to 750) LP

Katatonia – Proscenium [10”] (limited to 1000, indie-retail exclusive) 10″

Motörhead – Clean Your Clock [2LP] (Picture Disc, limited to 1500, indie-retail exclusive) LP

Pearl Jam – Pearl Jam State Of Love And Trust / Breath [7”] (limited to 5000, indie-retail exclusive) 7″

Pink Floyd – Interstellar Overdrive [12”] (180 Gram, previously unheard / unreleased recording from 1966, poster,
postcard, limited to 4000, indie-retail exclusive) 12″

Pink Floyd – London 1966-1967 [12”] (Picture Disc, limited to 2000, indie-retail exclusive) 12″

Saxon – Into The Labyrinth [LP] (Picture Disc, A-side features the original cover paining by Paul Gregory, B-side features a painting by Kai Swillus, limited to 1500, indie-retail exclusive) LP

Snapcase – Lookinglasself [LP] (Colored Vinyl, download, limited to 2000, indie-retail exclusive) LP

Thrice – Sea Change [7”] (limited to 2500, indie-retail exclusive) 7″

Today Is The Day – How To Win Friends And Influence People: 25th Anniversary Vinyl Remaster [10”] (limited to 700, indie-retail exclusive) 10″

Venom – At War With Satan [LP] (Picture Disc, limited to 1500, indie-retail exclusive) LP

Warbringer – Woe To The Vanquished [LP] (Picture Disc, limited to 400, indie-retail exclusive) LP

Ouça "Liability", a nova música da Lorde



Uma semana após lançar o clipe da música "Green Light" que integra o vindouro álbum "Melodrama", a cantora Lorde agora disponibiliza nos serviços de streaming uma segunda canção desse disco, entitulada "Liability", uma linda balada confessional a voz e piano.

"Melodrama" chegará no dia 16 de junho próximo.

OUÇA "LIABILITY"

Alta Tensão: O Monstro está de volta aos palcos


Neste sábado próximo, dia 11, um mostro sairá da hibernação e despertará.

Em hiato há 24 anos, a maior referência do heavy metal de Mato Grosso do Sul de todos os tempos, a banda Alta Tensão, de sua capital Campo Grande, voltará aos palcos com sua nova formação, recarregada e revigorada.

Capitaneada por uma lenda das baquetas do rock brasileiro, João Bosco, baterista do setentista grupo Made in Brazil e entre a década de noventa e os anos 2000, do Bando do Velho Jack, certamente a melhor banda de Southern Rock que o país já teve e somando-se a ele, dois eruptivos músicos, o guitarrista Helder Domingues (Stone Crow/Haiwanna/Amos/Naip/Disharmonical Tempest) e Neylor Dutra (Stone Crow/Fuzzy Logic), fecham o power-trio.

A julgar pela experiência e técnica desse exímio baterista chamado no meio apenas por Bosco, da alcalina vigorosa da guitarra de Helder, o baixo trovejante de Neylor (lembram daquela jogada do Lemmy Kilmister de ligar os amps tudo lá no máximo? É por aí...) e o repertório afiado contendo as canções antológicas da aurora da banda e demais covers dos clássicos que os influenciaram, o que provavelmente ver e ouvir-se-á no Blues Bar MS no próximo sábado, dia 11 será o melhor show de heavy metal clássico do centro-oeste nos últimos tempos.

ASSISTA AO VÍDEO "PORTAL DO INFERNO"

OUÇA A DISCOGRAFIA DO ALTA TENSÃO

 Leia abaixo o release do evento encaminhado pela banda Alta Tensão a este blog:

A banda Alta Tensão foi fundada em 1981 por Edson David (Guitarra), juntamente com os irmãos Adilson Fernandes (Voz e Guitarra) e Marcos Fernandes (Baixo) após a mudança de ambos de São Paulo/SP para Campo Grande/MS.

No ano de 1984, a convite de Adilson (Big), João Bosco ingressou na banda e logo em seguida lançaram seu primeiro álbum pelo então conhecido selo "Baratos Afins", intitulado de “Metalmorfose” (1985), produzido por Oswaldo Vecchionne (Made in Brazil); no ano seguinte (1986) já lançaram seu segundo álbum, “Portal do Inferno”, disco este aclamado pela crítica do Heavy Metal internacional. Após a saída de alguns integrantes da banda, gravaram seu último álbum no formato “Power Trio” no ano de 1990, chamado “Nigeria”, com Alex “Batata”, primeiro vocalista da banda “O Bando do Velho Jack”, Edinho na guitarra e João Bosco na bateria.

No ano de 1993 o Alta Tensão fez sua última apresentação no extinto Jamaica Bar, situado na Rua Joaquim Murtinho com a José Antonio em Campo Grande/MS.

Após 24 anos de inatividade, João Bosco, Helder e Neylor decidiram acordar o monstro que representou nosso estado para outros cantos do país, bem como para outros continentes, onde irão executar as principais faixas dos álbuns em uma distinta formatação e ainda os clássicos do Rock e do Heavy Metal que influenciaram os atuais integrantes e seus fundadores.

A noite de reestreia será no Blues Bar dia 11/03/2017 e contará ainda com as participações especiais de Big (Adilson Fernandes - Big Company) e Marcos Fernandes, o Marcão, integrantes fundadores do Alta Tensão, Marcelo Souza, vocalista e guitarrista da banda Stone Crow, Alexander Cavalheri e Marcos Yallouz ambos do Bando do Velho Jack e Rod Rivers da banda Rivers.

A banda Shadows Legacy está encarregada de iniciar a noite de comemoração, destilando um Heavy Metal tradicional e empolgante.

O evento, já considerado histórico pela direção da TVE, será capturado em vídeo para registro e futura exibição pelo canal.

Os ingressos antecipados estarão a venda na Rock Show, localizada na Avenida Afonso Pena, nº 2.949, Centro e no Blues Bar, na Rua 15 de Novembro, nº 1.186, Centro.

Mais informações:

Ivan Torres – Tel: 99234-4811 (Blues Bar)

João Brandes – Tel: 99676-3172 (Produção Alta Tensão)

Angela Finger – Tel: 8111-1508 (Produção Alta Tensão)




Simone Simons está empolgada com som das novas músicas do Epica ao vivo


A prima-dona do Epica comentou sobre a sonoridade das músicas mais pesadas do mais recente álbum "The Holgraphic Principle", quando tocadas ao vivo:

“Estão incríveis. Canções como ‘Beyond The Matrix’ e ‘Ascension’ foram feitas para serem tocadas em shows, deixamos claro ao produtor durante as gravações. Os fãs receberam elas muito bem, enlouquecem”.

Aproveitando o ensejo deixado pela Simone, quero acrescentar minha lamentação por ainda não ter visto um registro ao vivo da faixa-título do referido álbum, um verdadeiro primor de symphonic metal em forma de canção que merece inclusive integrar um Blu-ray/DVD/CD dessa turnê e e/ou de outras.

Tenho comigo que os demais fãs do Epica e do symphonic metal em geral concordam. 

Jon Anderson tocará com o Yes na cerimônia do Hall of Fame


A absurdarmente tardia indução do Yes na calçada da fama do rock, durante a cerimônia do dia sete de abril próximo do Rock and Roll Hall of Fame, contará com o seu mais emblemático vocalista, o sensacional Jon Anderson.

Seria outro absurdo ele não participar, a menos que ele mesmo assim não o quisesse. O mago dos teclados Rick Wakeman, antes deu de ombros, mas acabou reconsiderando e deve comparecer.

“Roundabout” e talvez “I’ve Seen All Good People” e “Owner Of A Lonely Heart" serão as canções executadas.
A indução do Yes será apresentada pelos ícones da banda co-irmã progressiva Rush, Alex Lifeson e Geddy Lee.

Madonna, Beyoncé, John Legend, Coldplay e outros artistas assinam carta aberta pelo Dia Internacional da Mulher


Em nome das organizações Global Citizen e Chime for Change, Beyoncé, Madonna, Coldplay e John Legend, Julia Roberts, Freida Pinto, Jada Pinkett-Smith, Dakota Johnson e Salma Hayek assinaram uma carta aberta enfatizando o "crítico momento histórico" vivido pelas mulheres.
Leia trechos...

“As recentes leis e retórica colocaram em risco décadas de progresso para meninas e mulheres...
...Ao redor do mundo, as mulheres estão nas linhas de frente da luta pelo nosso futuro. Mas milhões de meninas e mulheres ainda têm seus direitos básicos negados. E políticas e ações recentemente tomadas nos Estados Unidos comprometem a posição do país como um líder global e exemplo positivo no que diz respeito a direitos humanos. Nós estamos juntos para dizer, com a voz mais alta do que nunca, que lutar por igualdade de gênero é algo emergencial e uma oportunidade da nossa época...
...Isto é sobre ouvir a um chamado – para juntar-se a nós não importa aonde você esteja. Sobre criar um alarde – atraindo atenção para onde há trabalho a ser feito. E sobre celebrar – aqueles que já estão nos mostrando, contra todos os obstáculos, o que é possível...
...Nós acreditamos que a conexão nos empodera. Que toda voz importa. Que cada um de nós é necessário para que conquistamos mudança. Nós acreditamos que podemos fazer coisas extraordinárias quando estamos juntos.”


Beyoncé fundou a Chime for Change em 2013, juntamente com as atrizes Julia Roberts, Freida Pinto, Jada Pinkett-Smith, Dakota Johnson e Salma Hayek e o frontman do Coldplay, Chris Martin é largamente envolvido na Global Citizen, tencionando ser o curador do evento anual da organização até 2030.

Livro: "Uma história do samba - As origens"


Com a saída de cena de Hilário Jovino Ferreira (1873 – 1933), numa quarta-feira de cinzas em que a Mangueira comemorava o bicampeonato no segundo ano desfiles das escolas de samba, o escritor Lira Neto encerra a narrativa do primeiro dos três volumes do livro Uma história do samba. Intitulado As origens e já disponível nas livrarias em edição criteriosa da Companhia das Letras, esse primeiro tópico da trilogia se revela instantaneamente fundamental e já antológico por conta da pesquisa embasada que legitima a história contada por Lira Neto, cearense que veio morar na cidade de São Paulo (SP) em rota migratória similar feita décadas antes por Hilário Jovino, negro de origem pernambucana e criação baiana que, em 1892, foi para a cidade do Rio de Janeiro (RJ), onde se integrou a um processo de agitação cultural que gerou o samba, não em passe de mágica, mas ao longo de anos.

Conhecido como Lalu de Ouro, Hilário fundou ranchos pioneiros e sempre foi considerado uma das personagens coadjuvantes da história do samba. Mas o livro de Lira Neto dá a Hilário o devido protagonismo nesse momento seminal ao lado de nomes então geralmente ignorados como o carioca José Gomes da Costa (1890? – 1945), o Zé Espinguela, personagem essencial na história da Mangueira e dos desfiles das escolas de samba ao lado do cultuado Angenor de Oliveira (1908 – 1980), o Cartola, retratado como bamba de temperamento difícil. Tanto que a saga de Hilário Jovino Ferreira abre o capítulo 1 e fecha o derradeiro capítulo 11.

Com narrativa envolvente, baseada em fatos documentados pela mídia da época e na pesquisa de Vladimir Sacchetta e Antonio Venancio, Lira Neto apresenta uma história crível do desenvolvimento do samba, termo que, revela o autor, já tinha sido escrito em jornal de 1830, embora, na época, obviamente ainda não designasse o gênero musical criado a partir da aglutinação de negros cariocas e baianos na região central da cidade do Rio de Janeiro.

No primeiro volume da trilogia, o autor cobre período que vai de 1882 a 1933. Questionando o pioneirismo de Pelo telefone (Donga e Mauro de Almeida, 1916) ao relacionar várias músicas gravadas e catalogadas como samba antes de 1916, Lira dá o devido destaque a personagens como o compositor e pianista carioca José Barbosa da Silva (1888 – 1930), o Sinhô, denominado o Rei do samba na década de 1920 por conta da popularidade das músicas de ritmo amaxixado que compunha, às vezes pela própria inspiração, outras vezes se apropriando culturalmente da criação alheia, o que arranhou a imagem do artista.

Um dos méritos do livro de Lira Neto é perfilar sem romantismo os pioneiros bambas do samba como Sinhô e Ismael Silva (1905 – 1978), ícone da turma que circulava pelo Estácio e arredores. Turma da pesada – não raro envolvida com a polícia (às vezes por preconceito da sociedade contra os negros, outras por agirem fora da lei) – que criou as bases do samba tal como ele passou para a história, a partir de gravações de Francisco Alves (1898 – 1952), cantor e "comprositor" carioca que deu voz à produção do Estácio com a condição de assinar também os sambas. Na história do samba contada por Lira Neto, Sinhô foi também o rei do marketing (quando o termo nem era usado) e o compositor carioca Nilton Bastos (1899 – 1931), parceiro habitual de Ismael, recebe o devido destaque na criação de obra seminal.

Quando Noel Rosa (1910 – 1937), protagonista da urbanização do samba na década de 1930, entra na narrativa, Lira conta como o futuro Poeta da Vila teve dificuldades – impostas pelo cantor, compositor e pesquisador musical carioca Henrique Fóreis Domingues (1908 – 1980), o Almirante – para gravar as próprias músicas nos discos do Bando de Tangarás. Demolindo crenças genéricas como a que atribui a criação de instrumentos do samba a determinados nomes, quando na realidade a matriz da maioria deles veio mesmo da África materna, Lira Neto sustenta cada página do livro com dados da pesquisa, relacionando inclusive as fontes ao fim do livro, no qual consta também um oportuno índice remissivo.

Além de ir além na investigação da gênese do samba (expondo diferentes versões quando não há consenso sobre determinado fato), o livro Uma história do samba – As origens tem o mérito de sintetizar informações e dados verídicos (até então espalhados em jornais e outros livros) em texto sedutor que prende a atenção do leitor da primeira à última das 344 páginas (a história em si vai até a página 260). Que venha o segundo volume, dando continuidade à história do samba no período (áureo) que vai de 1930 a 1945. (Cotação: * * * * *)

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(Crédito da imagem: capa do livro Uma história do samba – As origens, de Lira Neto. Arte de Cláudia Espínola de Carvalho)

Music Biz: Adele é nomeada a artista do ano


Mal suas 5 estatuetas do último Grammy esquentaram seus lugares na estante de troféus e Adele já caminha para colocar mais um prêmio por lá (se ainda tiver espaço nas prateleiras). A cantora e compositora britânica foi nomeada a artista do ano pela The Music Business Association (Music Biz) e receberá sua premiação na conferência que será realizada em Maio.

“Adele é um talento único que claramente bateu um recorde nunca alcançado antes com fãs de música em todo o mundo,” disse James Donio, presidente da Music Biz, em entrevista à Billboard.

A lista de outros artistas a receberem a indicação pelo Music Biz inclui gente como Little Big Town, Katy Perry, Taylor Swift, Coldplay e Green Day.

Se a galera da Wikipedia estiver contando certo, Adele coleciona até o momento 294 indicações e 195 prêmios recebidos durante toda sua carreira. Isso significa que a cada 2 indicações recebidas, Adele levou um prêmio pra casa! E haja prateleira pra guardar tudo isso!

A Music Biz 2017 acontece em Nashville entre 15 e 18 de Maio.

Fonte: TMDQA

A longa e difícil despedida do Deep Purple


No mês que vem o Deep Purple lançará o que ironicamente apesar do nome, deverá ser seu álbum derradeiro.

"inFinite" chegará no dia 7, já tendo uma de suas faixas divulgadas ( Saiba Aqui ) e sendo ponto de partida para uma longa turnê de despedida do grupo bretão, a "The Long Goodbye Tour", que se estenderá por todo 2017 e ganhará 2018 provavelmente, como explicou o baixista Roger Glover:

“Como o nome já deixa claro, será um longo adeus. Nenhum de nós consegue encarar o fato de que a banda vai acabar em algum momento. Estamos com essa formação já faz algum tempo e somos felizes com o que fazemos. Mas Ian Paice sofreu um derrame ano passado, estamos chegando a uma idade difícil. É um despertar para o fato de que estamos frágeis. De qualquer modo, a turnê irá além deste ano. Só não esperem que continuemos por muito mais”.

É inegável o amor que esses cinco integrantes, já juntos há mais de uma década tem pela marca Deep Purple.

Porém vale ressaltar que esse grupo só parou entre 1976 e 1984, e ainda com seus membros sempre em constantes trocas de formação, participando de outros projetos e bandas quando fora do Deep Purple, literalmente envelhecendo nos palcos e estúdios e é claro, o tempo nunca favorece, ao contrário, mina o fôlego e o físico, diminuindo a resistência.

E os alertas começaram a surgir: o derrame de Ian Paice e a fragilidade trazida pela idade apontada por Glover os fazem ter que sucumbir à ideia do fim.

Realmente esse parece ser o momento apropriado.

O Deep Purple é um mostro sagrado do rock and roll e um dos maiores nomes do hard rock puro em essência, senão seu maior representante setentista e justamente por isso merece um fim digno, repleto de qualidade e bom gosto, que sempre permeou o grupo.

Ano passado a banda foi enfim, após um absurdo atraso, induzida à calçada da fama no Rock And Roll Hall of Fame nos EUA.

Infelizmente o tempo é antagônico ao vigor e à visceralidade, dois componentes inerentes a esta banda, sobretudo nos espetaculares concertos tais como os maiores deles, registrado no duplo ao vivo "Made in Japan", nos tempos do célebre guitarrista Ritchie Blackmore, que recentemente remontou o seu Rainbow e também demostrou vísiveis sinais de fragilidade.

No mês passado nós perdemos os pais do heavy metal, o Black Sabbath. E no ano que vem a profúnda púrpura do Hard Rock deverá nos deixar para se tornarem lendas absolutas com seu legado.

COMPRE "inFinite" AQUI


Rememorando: David Gilmour - "Rattle That Lock" é estupendo e fascinante



Nesta semana em que o guitarrista floydiano David Gilmour aniversariana, a série "Rememorando", ainda traz a minha resenha sobre o último álbum do músico, lançado em setembro de 2015.

Na época esse texto da página Confraria Floydstock no facebook, foi também publicado no site Whiplash.net .

LEIA TAMBÉM: DAVID GILMOUR EM QUATRO CANÇÕES

David Gilmour -  "Rattle That Lock" é estupendo e fascinante

Na sexta-feira, dia 18, o mundo conheceu o novo álbum do guitarrista floydiano, David Gilmour, "Rattle That Lock", quebrando o seu hiato, sem lançar um álbum de inéditas desde "On A Island", lançado no seu aniversário de 2006, no dia 6 de março.

Valeu a espera, o álbum é estupendo e fascinante. E ainda estou sendo injusto.

Todas as dez canções são de autoria de Gilmour, quer seja sozinho, ou em parceria com a esposa e escritora Polly Samson.

O disco se inicia trazendo um tema de aurora, "5 A.M." com som de pássaros ao Sol raiando e um instrumental hipnotizante, música climatizadora, prenúncio em acordes da obra de arte que se seguirá.

A faixa-título é também a mais radiofônica, mas no bom sentido. Não a toa fora a escolhida como música de trabalho, mostrada antes do lançamento do álbum. E o coral Liberty Choir, formado pelo projeto de ex-detentos de Wandsworth, onde Charlie, o filho de David Gilmour cumpriu pena, embeleza e muito a canção.

Ai vem algo que não sei explicar direito em palavras. A terceira faixa, "Faces Of Stone" é uma das canções do álbum que extrapolam o conceito de primorosa. Melodia de vasta beleza e serenidade, formada num primeiro momento pelo teclado, acordes de violão e a voz bem colocada de Gilmour, e, num segundo momento, pelo solo indescritível, inspiradíssimo, com sêlo Pink Floyd.

Outra canção galante, que esbanja harmonia e qualidade é "Dancing Right In Front Me", música bem gostosa de ouvir, especialmente quando flui até o solo da guitarra, seguido de um piano jazzistico.

A faixa mais longa do disco, com quase sete minutos, "In Any Tongue" é outra que classifico como também acima da perfeição, iniciando pelo muito bem sacado assobio, abrindo a música, uma das que poderiam perfeitamente integrar um álbum do Pink Floyd, com todos os elementos que um bom fã floydiano pode identificar, incluindo seu andamento, arranjo e claro, seu encantador solo tocado por David.

Não poderia faltar algo divino, instrumental e fodástico. Pois a música "Beauty" é isso. Já considerada por fãs como a melhor do disco, o que pode ser realmente considerado, pois é David Gilmour em essência, bases harmônicas de teclado com as notas na guitarra sendo produzidas fluidicadamente por David Gilmour e seus espetaculares pedais.

O título "The Girl In The Yellow Dress" sugere uma canção de puro jazz. E ela o é. Aqui ouvimos David Gilmour numa música que nos remete à atmosfera de um bar de jazz em Nova Orleans ou algo do tipo, com direito a contrabaixo e guitarra acústicos, piano, sax, baquetas com escovinha, e whisky na mesa, puro feeling, perfeito.

A canção "And Then...", a instrumental que fecha o trabalho com a idéia que uma vez se libertando das amarras e grades, e então, o que esperar daí, somente as reticências da vida dirão...

"Rattle That Lock" fora produzido pelo próprio David Gilmour e Phil Manzanera, do Roxy Music, que também o acompanha fazendo a segunda guitarra desde os tempos de Pink Floyd. Ainda conta com o convidado especial, o pianista e apresentador Jools Holland.

Nota: 11.

1. "5 A.M."
2. "Rattle That Lock"
3. "Faces of Stone"
4. "A Boat Lies Waiting"
5. "Dancing Right in Front of Me"
6. "In Any Tongue"
7. "Beauty"
8. "The Girl in the Yellow Dress"
9. "Today"
10. "And Then..."

Porque música é assunto para a vida toda!

quarta-feira, 8 de março de 2017

Congo Congo lança disco ao vivo


A banda mineira da cena indie-psicodélica de Belo Horizonte, Congo Congo, lançou ontem (07/03) o seu primeiro álbum, gravado ao vivo na Ilha do Corvo.

O grupo é formado por nomes da cena independente de BH: Victor Magalhães, Gustavo Cunha (Iconili), André Travassos (Câmera, Invisível, M O O N S), Yannick Falisse (Teach Me Tiger), Leonardo Marques e Pedro Hamdan (Transmissor).

Tracklist:

"Into the Breeze"
"Moon Moon"
"The Original Congo"
"King Congo"
"Tomorrow Is a Long Away"
"Tom Tom"
"Silent Speech"
"Poor Boy


Ian Anderson: "Rock and Roll Hall of Fame é algo tedioso"



O frontman do grupo, ou o próprio Jethro Tull em sí, Ian Anderson, mostrou total desprezo ao fato de sua banda ser ou não induzida à calçada americana da fama do rock and roll:

“Considero algo realmente tedioso. É a América. Não sou dos Estados Unidos nem toco música americana. Não pertenço ao Rock And Roll Hall Of Fame”.

Boa Ian... Um museu sobre rock e seus afluentes que ainda não induziu ou o fez muito tardiamente, medalhões da música como Deep Purple, Yes, Joan Baez, Kraftwerk, entre outros, soa mesmo patético.

Segunda edição do Curso Livre da História do Rock


A partir do dia 15 de março, a Universidade Federal do ABC, em São Bernardo do Campo, São Paulo, promove a segunda edição do Curso Livre de História do Rock. Idealizado pelos docentes que ministram as sessões, o curso faz parte do projeto de apoio a ações culturais na universidade, que visa discutir nos encontros a evolução do rock e estabelecer conexões com os contextos sociais, políticos e econômicos de cada movimento. Serão 15 sessões divididas em 3 módulos:

1930-1960: Das origens do rock à sua explosão
1970-1980: As experimentações e os extremos do rock
1980-1990: Misturas, releituras e a técnica ganhando destaque

O curso é gratuito e aberto à comunidade. Os encontros são quinzenais. A participação em 75% das sessões de cada módulo garante o certificado/horas complementares. Mais informações aqui.

Fonte: VAN DO HALEN

Festival com grandes nomes do rock progressivo brasileiro será neste fim de semana




Acontecerá no Teatro UMC em São Paulo, nos dias 11 e 12 de março próximos, sempre às 18:00, o Festival Totem Prog, reunindo gigantes do progressivo tupiniquim, contendo execuções de álbuns inteiros e vários convidados especiais.

Imperdível para quem estiver ou puder ir à Sampa!


Serviço:

Local:
Teatro UMC
Av. Imperatriz Leopoldina, nº 550 – Vila Leopoldina – São Paulo
Site: www.teatroumc.com.br

Datas e Horários:
1º dia
11/03/2017 (Sábado) – à partir das 18h
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia)

Atrações:
Protofonia, Dialeto, Willy Vedaguer e Humahuaca & Som Nosso De Cada Dia

2º dia
12/03/2017 (Domingo) – à partir das 18h
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) e R$ 40,00 (meia)

Atrações:
Lee Recorda, Elias Mizrahi, Veludo e Cezar de Mercês, Filhos do Tempo & Terreno Baldio

Onde comprar:
– MOSHI MOSHI
Galeria do Rock – Rua 24 de maio,62 – loja 354 – 2º andar
Tel: (11) 3331-1073

– Bilheteria do Teatro UMC
Av. Imperatriz Leopoldina, nº 550 – Vila Leopoldina – São Paulo
Telefone: (11) 2574-7749 (bilheteria)

– Compre Ingressos: AQUI (para o dia 11) e AQUI (para o dia 12)

Mais informações na página do Festival no Facebook AQUI e AQUI.

Maria Bethania grava versos musicais pedindo a demarcação de terras indígenas



Maria Bethânia se juntou ao elenco all-star que vem gravando alguns dos 110 versos da música Demarcação já, composta por Chico César e Carlos Rennó em favor da demarcação das terras indígenas. A participação da intérprete baiana foi gravada em estúdio da cidade do Rio de Janeiro (RJ). “Já que diversos povos vêm sendo atacados, / Sem vir a ver a terra demarcada, / A começar pela primeira no Brasil / Que o branco invadiu já na chegada: / A do Tupinambá / Demarcação já! / Demarcação já!” são os versos que serão ouvidos na voz de Bethânia quando a canção for lançada, em abril, simultaneamente com clipe filmado sob direção de André D'Elia. Na foto acima, extraída do perfil de Rennó (à direita) no Facebook, Bethânia posa com os compositores do tema gravado com apoio da instituição Greenpeace.

A gravação de Demarcação já tem produção musical de Apollo 9. Além de Bethânia, já aderiram à causa artistas como Arnaldo Antunes, Chico César, Gilberto Gil, Lenine, Letícia Sabatella, Nando Reis, Ney Matogrosso, Tetê Espíndola, Zeca Baleiro e Zélia Duncan, entre outros. Ao todo, a gravação reúne 21 vozes engajadas na causa defendida pela música.

Fonte: G1

E parece que o Black Sabbath de fato acabou.



Após o show derradeiro da turnê "The End" em Birmigham no mês passado, o guitarrista Tony Iommi ainda nutriu a esperança dos sábaticos dizendo:

“Quem sabe? Nós podemos fazer alguma coisa. Não conversamos sobre isso. Não conversamos sobre nada, na verdade – mas tenho certeza que algo pode acontecer em algum lugar”

Mas hoje a banda publicou uma imagem acima que sugere contundentemente o fim absoluto das atividades, nos moldes de epitáfio e acompanhado da legenda #TheEnd .


Música: a arte das musas

Hildegarda von Bingen

Começando por explicar o título deste post, a palavra música deriva de "a arte das musas", derivação direta da mitologia grega, marco da cultura ocidental.

Hoje no Dia Internacional da Mulher, resolvi pesquisar e enaltecer a história musical do gênero feminino, além de homenagear a todas deste que me marcaram no mundo da música.

Ao contrário do que muito se pensa, o papel da mulher na música não é tão recente, tendo início na antiguidade, precisamente na Idade Média, quando Hildegarda von Bingen, uma monja beneditina alemã, conhecida como a Sibila do Reno, começou seus trabalhos de composição musical, talvez a primeira compositora da história.

Tempos depois, veio a Renascença e com ela um desejo voraz do sexo masculino e dominar a política e as artes, especialmente na Europa e calcada na Igreja, na insistente tentativa de subjulgar as mulheres às condições de mãe e do lar.

Mas na contra-mão lá estava Maddalena Casulana, cantora e alaudista e primeira compositora a ver seus madrigais impressos e publicados nos anais da música ocidental.

“… Desejo mostrar ao mundo, a errônea presunção, tanto como pode a arte musical, de que só os homens possuem os dons da arte e do intelecto e de que estes dons nunca são atributos da mulher… “ (Maddalena Casulana)

Maddalena Casulana
Chega o barroco e com ele uma vasta instrumentalização da música, tempo em que diversos instrumentos de corda, sopro e teclas são criados e apesar de uma cada vez maior predominância masculina, Francesca Caccini se destacou por ser a primeira compositora a escrever uma ópera.

Francesca Caccini

No século XIX com o advento do Romantismo, as mulheres começam a ganhar força para produzirem suas obras, ainda que tendo como enorme obstáculo uma covarde misoginia.

A pianista e concertista Clara Schumann, talvez possa ser considerada o maior destaque dentre as compositoras desse período, tendo como grande amigo, parceiro e incentivador, o compositor Johannes Brahms, com o qual compusera n peças para o piano, orquestra e câmaras.

Clara Schumann

Veio o século XX, tempo em que nasceu a grande maioria dos leitores desse post, inclusive eu. E felizmente neste século, sobretudo na segunda metade as mulheres começaram a nadar de braçada e se apoderarem não somente dos microfones, mas também de diversos instrumentos musicais e das composições, e o que é melhor, posicionando-se cada vez mais à frente dos palcos.

Ao tentar elencar um singelo grupo de imagens contendo as mulheres que musicalmente marcaram e ainda pautam minha vida, felizmente me assustei ao constatar que passaram de quarenta. (VEJA TODAS NO FIM DESSE POST)

Feliz Dia Internacional da Mulher para todas as nobres cantoras, compositoras, musicistas, produtoras e também para as mulheres de bons ouvidos.

Ouçam a playlist "A Hora e a vez delas"

Congratulações em ordem alfabética para:

Adele

Amy Lee

Amy Winehouse


Anette Olzon

Angela Ro Ro

Aretha Franklin

Aylin Garcia


Billie Holiday

Candice Night

Charlotte Wessels

Clara Nunes

Clare Torry

Cássia Eller

Darkyra Black

Dianne Van Giersbergen

Doro Pesch

Elis Regina

Elza Soares

Etta James

Floor Jansen 

Gal Costa

Grace Slick

Ann & Nancy Wilson 

Imelda May

Janis Joplin

Joan Baez

Joni Mitchell

Joss Stone

Lady Gaga

Lori Lewis

Madonna

Maria Bethania

Marcela Bovio

Marisa Monte

Patti Smith

Pitty

Rita Lee

The Runaways

Sabine Edelsbacher

Sandra Cretu 

Sharon Den Adel

Simone Simons

Sinéad O'Connor

Tarja Turunen