quinta-feira, 20 de abril de 2017

Pink Floyd: Qual você prefere, "Animals" x "The Wall" x The Final Cut"?


Após eu perceber a boa participação dos leitores no post 34 anos do epílogo "maldito" The Final Cut. O que você acha deste álbum do Pink Floyd? resolvi aproveitar o ganho e desenvolver aqui uma série bem-humorada, leve e sem maiores profundidades, colocando para você leitor opinar entre álbuns do Floyd que selecionarei post a post, tendo como base uma certa afinidade sonoro-estética ou temporal entre eles.

Detalhe: a princípio deixei de fora o quadrado mágico (Dark Side, Wish You Were Here, Animals e The Wall), além do próprio The Final Cut, que inspirou essa brincadeira toda.

No primeiro embate, "Qual álbum você prefere, Piper ou Saucerful?", Deu "Piper" na cabeça.

No segundo embate, "Pink Floyd: Qual você prefere, "More" ou "Obscured by Clouds"?" deu "Obscured by Clouds".

No terceiro embate, "Pink Floyd: Qual você prefere, "Atom Heart Mother" x "Meddle"?" deu
"Meddle".


Agora iniciando a segunda fase dessa brincadeira, teremos os embates entre os cinco álbuns que ficaram de fora propositalmente no primeiro momento.

E pela primeira vez um confronto triplo, trazendo os três álbuns da fase "dramático-denso-paranóica", amplamente dominada pelo definitivamente líder Roger Waters.

Quinto embate:

"Animals" x "The Wall" x The Final Cut"


"Animals"

 Lançado em 1977, após Roger Waters se consolidar como grande letrista e conceptualista do grupo, o crescente jogo de egos começou a pairar no Pink Floyd, que a essa altura já era um Gigante do show business após o devastador sucesso de seu dois álbuns anteriores.
Aproveitando o gancho desse gigantismo e os problema que dele advém, Waters começou a criar o conceito da grande divisão que separa gente comum de celebridades, no caso principalmente deles próprios.
Adotando o best seller "A Revolução dos Bichos" (The Farm) de George Orwell como fonte de inspiração para o conceito principal do álbum, Waters aproveitara para alfinetar governos e celebridades hipócritas, ex-esposa e porque não dizer seus próprios colegas de Floyd e até ele mesmo.
Foi a partir deste álbum que o porco inflável Algie, que na capa paira sobre a termelétrica de Battersea em Londres, tornou-se mascote da banda.
Apesar da temática mais punk do que prog, o som de "Animals" ainda soa bem rock progressivo, tendo na faixa "Dogs" única em que David Gilmour co-assina a autoria, "Pigs (Three Different Ones)" e Sheep", o tripé que sustenta todo o trabalho.

"Tracklist"

1 Pigs On The Wing 1
2 Dogs
3 Pigs (Three Different Ones)
4 Sheep
5 Pigs On The Wing 2





"The Wall"

Lançado em 1979, fora o projeto indubitalvelmente mais audacioso do Pink Floyd, primeiramente por se tratar de úm álbum duplo de rock progressivo em meio ao domínio midiático do movimento punk e já também do pós-punk.
Não bastasse ser duplo, "The Wall" irrompeu as barreiras do desafio por trazer em seu conteúdo uma ópera-rock, um disco contando uma história cabível de encenação, o que realmente viria a acontecer mais tarde em filme, show e recentemente teatro.
"The Wall" nasceu de seu antecessor, "Animals". Roger Waters criou o conceito de muro a partir das ideias sobre divisão do álbum anterior e adicionou toda uma estrutura dramático-biográfica com elementos da vida enlouquecida de Syd Barrett, dele próprio, do governo bretão e das políticas de guerra que vitimara seu pai, deixando-o orfão ainda bebê.
Nessa época o clima entre Gilmour, Mason, Waters e Wright estava ainda pior, culminando em Waters expulsar o tecladista e fundador Richard Wright no meio do processo e complicar de vez seus embates de egos com David Gilmour, que das 26 canções somente co-assina a autoria em três delas, "Young Lust, "Comfortably Numb" e "Run Like Hell".

Tracklist:

1-1 In The Flesh?
1-2 The Thin Ice
1-3 Another Brick In The Wall Part 1
1-4 The Happiest Days Of Our Lives
1-5 Another Brick In The Wall Part 2
1-6 Mother
1-7 Goodbye Blue Sky
1-8 Empty Spaces
1-9 Young Lust
1-10 One Of My Turns
1-11 Don't Leave Me Now
1-12 Another Brick In The Wall Part 3
1-13 Goodbye Cruel World
2-1 Hey You
2-2 Is There Anybody Out There?
2-3 Nobody Home
2-4 Vera
2-5 Bring The Boys Back Home
2-6 Comfortably Numb
2-7 The Show Must Go On
2-8 In The Flesh
2-9 Run Like Hell 4:20
2-10 Waiting For The Worms
2-11 Stop
2-12 The Trial
2-13 Outside The Wall





"The Final Cut"

Lançado em 1983, iniciamente a ideia seria ser uma continuação literal do disco ópera-rock anterior.
Porém o clima abarrotado de divergências já era tamanho, que este trabalho se tornara praticamente um álbum solo de Roger Waters em homenagem à seu pai, Eric Fletcher Waters, com os outros dois remanescentes do Pink Floyd, David Gilmour e Nick Mason funcionando como coadjuvantes de luxo. Sabe-se inclusive que cada um gravava suas partes em dias separados para não se encontrarem, especialmente Gilmour e Waters.
Amado por uns e odiado por outros, "The Final Cut" não deixa dúvida quanto a ser o álbum mais profundo e desnudado do Pink Floyd, trazendo à tona definitivamente toda a carga neurótica e culpabilização dos governantes por parte do líder de uma das maiores bandas do planeta, que vaticinou o fim do grupo no título da obra, ao menos por três anos.

Tracklist:

1 The Post War Dream
2 Your Possible Pasts
3 One Of The Few
4 When The Tigers Broke Free
5 The Hero's Return
6 The Gunner's Dream
7 Paranoid Eyes
8 Get Your Filthy Hands Off My Desert
9 The Fletcher Memorial Home
10 Southampton Dock
11 The Final Cut
12 Not Now John
13 Two Suns In The Sunset




E aí, qual você prefere?