sexta-feira, 17 de março de 2017

No futuro nós entraremos nos clipes


A consultora e professora de música, tecnologia e mídias digitais Catherine Moore, da Universidade de Toronto, no Canadá concedeu uma entrevista publicada pela revista VEJA ressaltando a relação entre música e tecnologia e a importãncia do tripé marketing, distribuição e produção a indústria musical.

Leia um trecho da reportagem:

Após quase duas décadas de crise, a indústria fonográfica, recentemente, voltou a respirar. A popularização de sites de streaming como estratégia de combate à pirataria ajudou. Além disso, nomes fortes da música, como Adele, Beyoncé e Drake, injetaram esperança no mercado ao vender discos como se fossem os bons e velhos anos 1990. O trio aprendeu a sobreviver com uma combinação de produção de qualidade, criatividade no marketing e a ajuda de dados de sites especializados, que os permitem programar melhor a distribuição. É esta a análise da consultora e professora de música, tecnologia e mídias digitais Catherine Moore, da Universidade de Toronto, no Canadá. E Catherine vai adiante: ao examinar a relação entre música e tecnologia, prevê que um fã de Beyoncé possa, num futuro não muito distante, entrar em um clipe da cantora, graças aos recursos da realidade virtual. Confira na entrevista abaixo o que espera a docente para a indústria da música – e como ela ainda pode se relacionar com seu passado, firmado pela onda dos rádios.

É exagero dizer que o streaming salvou a música?

Ele realmente é representativo. Facilitou o acesso à música e se tornou uma opção contra os downloads ilegais. Porém, o mercado da música também se tornou mais competitivo. Nas rádios, um artista compete com os lançamentos da semana. No streaming, ele encara os últimos 70 anos da música. O acervo é grande e os pequenos artistas tem que lutar com força para se destacar entre os grandes hits do passado e também os músicos best-sellers, como Adele, Beyoncé, Justin Bieber, Drake, Rihanna, entre outros. A indústria musical é baseada no tripé: marketing, distribuição e produção. Os artistas precisaram ficar mais criativos para se destacar e resistir. Os grandes discos dos últimos anos conquistaram pela ousadia no lançamento, mas são álbuns excelentes. A música boa é a que sobrevive.