sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Resenha: "The Great Momentum" - Edenbridge



O nono álbum da banda austríaca de metal sinfônico, Edenbridge, "The Great Momentum" foi lançado hoje com a excelência do "selo Lanvall de qualidade.

Posso estar enganado, mais o multi instrumentista Lanvall (pianista, guitarrista, baixista, violinista e sabe-se mais lá o quê) deve ter sido aquele menino que passou a infância ouvindo e estudando música clássica, jazz e tinha um poster do Iron Maiden na parede do quarto.

Lanvall faz do seu Edenbridge um daqueles tipos de sons que dá vontade de ouvir sem cansar, onde todo o peso colocado nas canções é sempre meticulosamente equilibrado com a melodia e harmonia, sem tirar nem por.

Aqui nem um som é em vão, não há nenhuma "barulheira" nem "gritaria", tudo é muito bem composto, arranjado por ele e entoado e cantado pela regularíssima vocalista Sabine Edelsbacher, uma daquelas cantoras que com seu timbre aveludado na nota alta e na baixa nos despertam a vontade de ouví-las cantar da noite até amanhecer o dia.

E assim é o álbum "The Great Momentum", já na primeira canção "Shiantara", aquela música certeira, para abrir o disco sem erro.

Na segunda faixa, "The Die Is Not Cast", a coisa pesa um pouco mais, mas não menos elaborada, com Lanvall aplicando bons acordes de violão no seu decorrer.

Como nada ou quase nada é perfeito, a terceira música, "The Moment Is Now", é o ponto fraco deste trabalho. Não que seja uma música ruim, mas fica aquém do todo, talvez Lanvall estivesse com sono ou cansado ao compô-la, fazendo uma água com açúcar dispensável e infelizmente foi um susto quando justamente essa música deu vida a um videoclipe ainda nesta semana. Felizmente todas as outras canções são bem melhores.

A quarta faixa é uma música lenta belíssima, na qual Sabine ganha a companhia ao microfone do cantor  Erik Martesson, da banda sueca Eclipse, com Lanvall novamente abusando de seus rebuscados arranjos ao piano guitarra e violão.

Sequenciando, "The Visitor" nos traz uma canção mais rápida e com bela vocalização de Sabine e um marcante coral.

A próxima, "Return To Grace" é a maior pancada do disco, aqui a dupla Lanvall e Dominik Sebastien discorrem suas habilidades como exímios guitarristas.

Seguindo com "Only A Whiff Of Life", predominantemente voz e piano, um duo que dá extremamente certo no Edenbridge, com Sabine e Lanvall, a exemplo do que fizeram no projeto de ambos "Voiciano".

O seguimento final é a parte mais sinfõnica propriamente dita deste álbum e que nos traz as duas mais longas músicas.

A penúltima, "A Turnaround In Art" se inicia com um riff imponente temperado com a orquestração, desembocando na voz de Sabine, que entoa uma melodia enebriante e bonita. Aqui o peso e o lírico se casam perfeitamente.

A canção "The Greatest Gift Of All" é a maior de todas e fecha a obra magistralmente. Fazendo a linha de "Arcana", clássico do grupo do álbum homônimo de 2001. Esta é uma canção completa, com todos os bons elementos inerentes ao Edenbridge, o belo canto de Edelsbacher, a orchestração impecável e as inúmeras váriações de andamento que Lanvall sabe fazer como ninguém.

Concluindo, "The Great Monentum" é acima de um ótimo álbum de symphonic metal, um disco de música de alta qualidade.

Lanvall não erra, apenas comete pecadilhos (tais como a terceira faixa).

Nota 8,5.

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The Great Momentum"

Shiantara
The Die Is Not Cast
The Moment Is Now
Until The End Of Time
The Visitor
Return To Grace
Only A Whiff Of Life
A Turnaround In Art
The Greatest Gift Of All

SABINE EDELSBACHER: Lead Vocals
LANVALL: Lead & Rhythm Guitars, Bass, 6 & 12 String Acoustic Guitars, Nylon Guitar, Piano & Keyboards, Hammered Dulcimer, Bouzouki
DOMINIK SEBASTIAN: Lead & Rhythm Guitars, Nylon Guitar
JOHANNES JUNGREITHMEIER: Drums