sábado, 30 de dezembro de 2017

In Memoriam: artistas que nos deixaram em 2017


Janeiro:

24 - Butch Trucks (Allman Brothers Band)

Fevereiro:

03 - Robert Dahlqvist (The Hellacopters)

12 - Al Jarreau

19 - Larry Coryell

Março:

18 - Chuck Berry

22 - Sib Hashian (Boston)

Abril:

05 - Paul O’ Neill (Trans Siberian-Orchestra)

08 - Keni Richards (Autograph)

11 - J. Geils (The J. Geils Band)

11 - Toby Smith (Jamiroquai)

14 - Bruce Langhorne (Bob Dylan, Joan Baez)

15 - Allan Holdsworth

23 - Jerry Adriani

23 - Kerry Turman (The Temptations)

29 - Belchior

Maio:

01 - Bruce Hampton

02 - Saxa (The English Beat)

03 - Pedro Souto (Almirante Shiva, Cassino Supernova)

05 - Almir Guineto

17 - Chris Cornell

19 - Kid Vinil

27 - Gregg Allman

Junho:

08 - Karl Franz Hummel (Camisa de Vênus)

14 - Gira (Nação Zumbi)

Julho:

14 - Dave Z (Trans-Siberian Orchestra, Adrenaline Mob)

20 - Chester Bennington

Agosto:

08 - Glen Campbell

22 - John Abercrombie

Setembro:

03 - Walter Becker (Steely Dan)

05 - Holger Czukay (Can)

08 - Don Williams

23 - Charles Bradley

Outubro:

02 - Tom Petty

22 - Daisy Berkowitz (Marilyn Manson)

22 - George Young (AC/DC)

24 - Fats Domino

Novembro:

09 - Chuck Mosley (Faith No More)

09 - Fred Cole (Dead Moon)

15 - Malcolm Young (AC/DC)

19 - Charles Manson

21 - Wayne Cochran

22 - David Cassidy

Dezembro:

03 - Cherry Taketani (Okotô, Hellsakura, NervoChaos)

07 - Sunny Murray

12 - Pat DiNizio (The Smithereens)

13 - Warrel Dane (Sanctuary, Nevermore)

17 - Ralph Carney (Tom Waits, Elvis Costello)

A série "As onze músicas compostas por Gilmour e Waters no Pink Floyd' traz a canção "Run Like Hell"


Sequenciando a série das "Onze músicas compostas por Gilmour e Waters no Pink Floyd", lhes trago agora a canção "Run Like Hell", canção que integra a parte final do álbum e Ópera-rock "The Wall".

Juntamente com "Young Lust" e "Confortably Numb",  ambas já homenageadas nessa sessão, "Run Like Hell" integra o tripé de canções em que o guitarrista David Gilmour aparece como co-autor em The Wall.

A canção em sua versão original de estúdio traz o brado Run, run, run..." entoado por David Gilmour e a partir dali Roger Waters nos dá uma verdadeira aula de recursos vocais ao cantar as estrofes seguidamente, dando a nítida impressão de haver duas vozes de pessoas diferentes cantando alternadamente.

A música vem embebida de tom autoritário e barra pesada, pairando toda a atmosfera castradora de um ditador que vomita suas ordens repressoras aos seguidores e comandados a literalmente baixar o cacete nos fracos e oprimidos, aconselhando estes a ficarem mansinhos e obedientes e não inventarem quaisquer insurgências contra o regime ditatorial.

Evidentemente que tudo isso foi uma bela sacada de Roger Waters, que usou uma metáfora bem irônica, mostrando-nos bem os modos pavorosos de um regime autoritário.

Instrumentalmente "Run Like Hell" é magnífica já pelos famosos acordes iniciais da guitarra de David Gilmour e pelo solo de teclado de Richard Wright, sendo ela a única canção de "The Wall" que recebera tal solo.

Contemple "Run Like Hell" nos player abaixo nas suas versões em estúdio, ao vivo com o Pink Floyd na turnê "The Wall" em 1980, com o Pink Floyd ao vivo no DVD P.U.L.S.E. e com David Gilmour Live at Pompeii em 2016:






CONHEÇA TODAS AS CANÇÕES DA SÉRIE:
"Pink Floyd: as onze músicas compostas por Gilmour e Waters"

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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Jefferson Airplane: Surrealistic Pillow foi um sucesso imediato não só entre a comunidade hippie, mas mundialmente


Quando a banda Jefferson Airplane decidiu substituir sua vocalista original, a agora esquecida Signe Anderson, pela talentosa e não menos bela Grace Slick, ela deu um passo decisivo para garantir à banda um lugar na história do rock. Era 1967 e o sexteto da Califórnia - Marty Balin (guitarra e voz), Jorma Kaukonen (guitarra e voz), Grace Slick (teclados e vocais), Paul Kantner (guitarra e voz), Jack Casady (baixo) e Spencer Dryden ( bateria e percussão) - lançou um dos discos-chave para entender o que estava acontecendo na música e na juventude daqueles dias. "Surrealistic Pillow" é uma combinação de folk, rock e psicodelia. Um álbum marcado sem dúvida pelo ácido lisérgico e pelo frescor da juventude soprando na costa oeste dos Estados Unidos, particularmente na cidade de São Francisco, Califórnia.

Segundo trabalho na discografia do grupo, Surrealistic Pillow foi um sucesso imediato não só entre a comunidade hippie, mas a nível nacional e internacional. Dois temas clássicos hoje foram suficientes para fazer do avião Jefferson um dos grupos mais importantes dessa época e cuja música transcendeu com o tempo. Na verdade, "White Rabbit" e, acima de tudo, "Somebody To Love" são duas composições que simbolizam o periodo mágico de uma geração.

O que pode ser dito sobre "Coelho Branco" que não foi dito antes? Onírica, surreal e louca em suas letras, com cordas hipnóticas que relembram as harmonias da música espanhola e com a voz de Grace Slick para a plenitude minimalista, este tributo a Lewis Carroll e a Alice in Wonderland é um dos grandes clássicos do rock de todos os tempos, apenas comparáveis ​​em seu tema "Lucy in the Sky with Diamonds" pelos Beatles ou "Purple Haze" de Jimi Hendrix. Uma viagem ácida que só precisa ser ouvida. A música que antecipou The Matrix ("uma pílula azul ou uma pílula vermelha?").

"Somebody To Love" é o hino jeffersonairplaniano por excelência, sua composição mais conhecida e emblemática. A maneira como Slick começa, quase um capella , as frases iniciais "Quando a verdade é encontrada...", ainda faz a gente pensar a cinquenta anos de distância, bem como a frase que aconselha: "...É melhor você encontrar alguém para o amor".

Cinquenta anos depois, "Surrealistic Pillow" convida-nos a ouvi-lo e a apreciá-lo novamente. É um daqueles discos que não envelhecem e que ainda oferecem surpresas e descobertas.

Texto de Flavio Alexandre

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