sexta-feira, 20 de outubro de 2017

40 anos do fatal acidente com o Lynyrd Skynyrd

VIA COLLECTORS ROOM

Há exatos 40 anos, em 20 de outubro de 1977, o Lynyrd Skynyrd tinha a sua carreira totalmente comprometida com o trágico acidente de avião que tirou a vida do vocalista Ronnie Van Zant, do guitarrista Steve Gaines, da backing vocal Cassie Gaines (irmã de Steve) e do manager Dean Kilpatrick.

Três dias antes, em 17/10, era lançado o quinto álbum do grupo, o ótimo "Street Survivors". O álbum marcou a estreia em estúdio de Steve Gaines, que havia entrado na banda em maio de 1976. "Street Survivors" teve a sua recepção pela crítica e pelo público totalmente comprometida pela enorme repercussão do acidente. Um disco único, que mostrava a banda retomando a criatividade após os medianos "Nuthin’ Fancy" (1975) e "Gimme Back My Bullets" (1976), que apesar de conterem boas músicas estavam claramente abaixo dos ótimos dois primeiros álbuns, "Pronounced Leh-‘nerd ‘Skin-‘nérd" (1973) e "Second Helping" (1974). "Street Survivors" alcançou o quinto lugar nas paradas dos Estados Unidos e se tornou o segundo trabalho da banda a receber Disco de Platina.

A tragédia fez com que a prensagem original em vinil fosse retirada das lojas, pois trazia uma imagem da banda envolta em chamas - a capa foi trocada por outra foto, com os músicos sob um fundo preto. Steve Gaines, em particular, está bem no centro das chamas presentes na capa original. Teresa, sua esposa, solicitou à MCA que retirasse a capa das lojas, o que a gravadora atendeu. A arte original só iria retornar trinta anos depois, na versão deluxe em CD.

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Detalhes da enésima coletânea de baladas do Scorpions


Para não perder o hábito de compilações baladeiras, "Born To Touch Your Feelings - Best Of Rock Ballads" chegará no dia 24 de novembro próximo contendo além de quatorze baladas de sucesso da banda germânica, três novas músicas.

Tracklist:

01. Born To Touch Your Feelings ("MTV Unplugged" Studio Edit)
02. Still Loving You ("Comeblack" Version)
03. Wind Of Change ("Comeblack" Version)
04. Always Somewhere (2015 Remaster)
05. Send Me An Angel (New Acoustic Version 2017)
06. Holiday (2015 Remaster)
07. Eye Of The Storm (Radio Edit)
08. When The Smoke Is Going Down (2015 Remaster)
09. Lonely Nights
10. Gypsy Life 
11. House Of Cards (Single Edit)
12. The Best Is Yet To Come
13. When You Came Into My Life ("MTV Unplugged" Studio Edit)
14. Lady Starlight (2015 Remaster)
15. Follow Your Heart (New Full-Band Version 2017)
16. Melrose Avenue (New Song)
17. Always Be With You (New Song)

U2: Larry Mullen pede "Censura nunca mais" em show no Morumbi-SP

Usando uma camiseta com a frase "Censura nunca mais", o baterista irlandês emitiu seu protesto veemente na primeira das 4 apresentações que o U2 fará na capital de São Paulo.

Também seu frontman, Bono, teceu comentários politizados sobre os direitos do movimento LGBT, citou Renato Russo e Cazuza e falou sobre o Brasil disponibilizar remédios a um preço acessível à população.

O telão do show mostrou uma bela homenagem à mulheres de grande valor pelo mundo, tais como Maria da Penha, Tarsila do Amaral, Irmã Dulce, Taís Araújo e Conceição Evaristo do Brasil, além de Malala e Madre Teresa de Calcutá.

Clique na imagem abaixo para ver o vídeo:



Exit Eden: assista ao vídeo de "A Question Of Time" do Depeche Mode

A clássica canção gravada originariamente pela banda inglesa em 1986 ganhou sua versão em symphonic metal no álbum "Rhapsodies in Black" (Leia aqui a resenha), que chegou em agosto último.

O grupo Exit Eden é formado pelas excelentes cantoras:

Amanda Somerville, norte-americana, da banda Aina, que já trabalhou em inúmeras bandas tais como Avantasia, Epica, Kamelot, Edguy, Shaman e outras.

Anna Brunner, suíca, oriunda da banda Amar Quartet, também é violinista.

Marina La Torraca, brasileira, frontwoman da banda Phantom Elite. Substituiu, Amanda Somerville no Avantasia.

Clémentine Delauney: francesa, foi frontwoman da banda Visions of Atlantis.

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Assista ao videoclipe no player abaixo:

Tracklist:

01. Question Of Time
02. Unfaithful
03. Incomplete
04. Impossible
05. Frozen
06. Heaven
07. Firework
08. Skyfall
09. Total Eclipse
10. Paparazzi
11. Fade To Grey


Minniva: veja que belo cover para clássico de Cyndi Lauper


Semanalmente, precisamente às sextas-feiras, a cantora nórdica Minniva Børresen posta vídeos de suas releituras para músicas consagradas do Metal e outras pinçadas do pop com um arranjo metálico.

A bola da vez hoje fora a canção "Time After Time", imortalizada nos anos 80 pela cantora Cyndi Lauper.

Clique no player abaixo e contemple:

Iron Maiden: Os oito melhores solos segundo as guitarristas das Iron Maidens

Nikki Stringfield

A dupla de guitarristas do tributo feminino da Velha Donzela, Courtney Cox e Nikki Stringfield, elencaram seus oito solos preferidos das músicas originais.

São elas:

1. Caught Somewhere in Time (Somewhere in Time, 1986)
2. Flight of Icarus (Piece of Mind, 1983)
3. Powerslave (Powerslave, 1984)
4. Fear of the Dark (Fear of the Dark, 1992)
5. Still Life (Piece of Mind, 1983)
6. Moonchild (Seventh Son of a Seventh Son, 1988)
7. Alexander the Great (Somewhere in Time, 1986)
8. Sea Of Madness (Somewhere in Time, 1986)

Justificativas (em inglês) AQUI

Courtney Cox

Megadeth: ouça Dave Mustaine fazendo a voz de vilão em trailer de filme de terror


"Halloween Pussy Trap Kill! Kill!" chegará às telonas em breve numa produção A La Jogos Mortais, discorrendo a história de uma banda que toca na noite de Halloween e quando sua van sofre defeito, recebem o "auxílio" de um homem em um posto de gasolina, que os leva para um galpão, trancafiando-os, aí já viu né...

O detalhe é o frontman do Megadeth, Dave Mustaine fazendo a voz do vilão no trailer que você pode conferir no player abaixo:


Sinopse oficial do filme:

Na noite de Halloween uma banda de rock só com meninas chamada Kill Pussy Kill se aventura para fazer o maior show da carreira. Entretanto, antes de pegar a estrada elas involuntariamente irritam um homem. Infelizmente esse homem é um gênio do mal que irá procurar vingança.

O gênio do mal consegue enganar as meninas e levá-las para sua Casa do Inferno, e quando elas acordam após desmaiarem por conta de um gás, se encontram presas em uma sala onde há uma série de dispositivos que pode matá-las bem como uma série de armas que podem ser usadas em outras pessoas.

As regras são simples: avance por todas as três salas e você estará livre. A pegadinha é, para avançar para a próxima sala, alguém deve morrer!

Com o relógio correndo e o gênio do mal assistindo, a pergunta é… você está disposto a matar para ficar vivo?

Megadeth: ouça Dave Mustaine fazendo a voz de vilão em trailer de filme de terror


"Halloween Pussy Trap Kill! Kill!" chegará às telonas em breve numa produção A La Jogos Mortais, discorrendo a história de uma banda que toca na noite de Halloween e quando sua van sofre defeito, recebem o "auxílio" de um homem em um posto de gasolina, que os leva para um galpão, trancafiando-os, aí já viu né...

O detalhe é o frontman do Megadeth, Dave Mustaine fazendo a voz do vilão no trailer que você pode conferir no player abaixo:


Sinopse oficial do filme:

Na noite de Halloween uma banda de rock só com meninas chamada Kill Pussy Kill se aventura para fazer o maior show da carreira. Entretanto, antes de pegar a estrada elas involuntariamente irritam um homem. Infelizmente esse homem é um gênio do mal que irá procurar vingança.

O gênio do mal consegue enganar as meninas e levá-las para sua Casa do Inferno, e quando elas acordam após desmaiarem por conta de um gás, se encontram presas em uma sala onde há uma série de dispositivos que pode matá-las bem como uma série de armas que podem ser usadas em outras pessoas.

As regras são simples: avance por todas as três salas e você estará livre. A pegadinha é, para avançar para a próxima sala, alguém deve morrer!

Com o relógio correndo e o gênio do mal assistindo, a pergunta é… você está disposto a matar para ficar vivo?

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Rush: edição de 40 anos de A Farewell to Kings

VIA COLLECTORS ROOM

O Rush lançará dia 01/12 a versão comemorativa aos quarenta anos de seu quinto disco, "A Farewell to Kings", que chegou às lojas em 1977 e trouxe clássicos como “Closer to the Heart”, “Xanadu" e “Cygnus X-1”.

A nova edição será lançada em quatro versões distintas. A Super Deluxe vem com 3 CDs, 1 blu-ray e 4 LPs de 180 gramas, incluindo a masterização realizada em 2015 pela primeira vez em CD, um show gravado em fevereiro de 1978 no Hammersmith Odeon em Londres, um novo mix feito pelo produtor Terry Brown e quatro novos covers para músicas presentes no disco tocados pelo Dream Theater, Big Wreck, The Trews e Alain Johannes, além de outtakes.

Teremos também uma edição em CD triplo trazendo o novo mix, o show de 1978 e os covers, além de uma nova arte de capa criado por Hugh Syme. O disco será disponibilizado também em uma edição quádrupla em vinil de 180 gramas e capa gatefold, além de uma versão deluxe digital.

Abaixo está o tracklist completo:

3-CD

DISC 1

Original Album - Produced by Rush and Terry Brown

A FAREWELL TO KINGS
XANDU
CLOSER TO THE HEART
CINDERELLA MAN
MADIGRAL
CYGNUS X-1

DISC 2

Live at Hammersmith Odeon – February 20, 1978

BASTILLE DAY
LAKESIDE PARK*
BY-TOR & THE SNOWDOG
XANADU
A FAREWELL TO KINGS
SOMETHING FOR NOTHING
CYGNUS X-1

DISC 3

Live at Hammersmith Odeon – February 20, 1978

ANTHEM
CLOSER TO THE HEART*
2112*
WORKING MAN
FLY BY NIGHT
IN THE MOOD
DRUM SOLO*
CINDERELLA MAN
XANADU – Dream Theater*
CLOSER TO THE HEART – Big Wreck*
CINDERELLA MAN – The Trews*
MADRIGAL – Alain Johannes*
CYGNUS X-2 EH*

BLU-RAY AUDIO – DISC 4

96kHz 24-bit 5.1 Surround Mix by Steven Wilson
96kHz 24-bit Original Stereo Analog 2015 Remaster

A FAREWELL TO KINGS
XANADU
CLOSER TO THE HEART
CINDERELLA MAN
MADRIGAL
CYGNUS X-1

1977 Promo Videos:

A FAREWELL TO KINGS
XANADU
CLOSER TO THE HEART

4-LP VINYL

LP 1 – SIDE A

Original Album - Produced by Rush and Terry Brown

A FAREWELL TO KINGS
XANADU

LP 1 – SIDE B

CLOSER TO THE HEART
CINDERELLA MAN
MADRIGAL
CYGNUS X-1

LP 2 – SIDE C

Live at Hammersmith Odeon – February 20, 1978

BASTILLE DAY
LAKESIDE PARK*
BY-TOR & THE SNOWDOG

LP 2 – SIDE D

Live at Hammersmith Odeon – February 20, 1978

XANADU
A FAREWELL TO KINGS
SOMETHING FOR NOTHING

LP 3 – SIDE E

Live at Hammersmith Odeon – February 20, 1978

CYGNUS X-1
ANTHEM
CLOSER TO THE HEART*

LP 3 – SIDE F

Live at Hammersmith Odeon – February 20, 1978

2112*

LP 4 – SIDE G

Live at Hammersmith Odeon – February 20, 1978

WORKING MAN
FLY BY NIGHT
IN THE MOOD
DRUM SOLO*
CINDERELLA MAN

LP 4 – SIDE H

XANADU – Dream Theater*
CLOSER TO THE HEART – Big Wreck*
CINDERELLA MAN – The Trews*
MADRIGAL – Alain Johannes*
CYGNUS X-2 EH*

Assista prévia do novo DVD do Slipknot


"Before I Forget" integra o DVD "Day Of The Gusano - Live In Mexico" que chega amanhã.

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Tracklist:

1.Sarcastrophe
2.The Heretic Anthem
3.Psychosocial
4.The Devil In I
5.Me Inside
6.Vermilion
7.Wait And Bleed
8.Prosthetics
9.Before I Forget
10.Eeyore
11.Duality
12.Custer
13.Spit It Out
14.Metabolic
15.742617000027
16.(sic)
17.People=Shit
18.Surfacing / Til We Die


Assista ao novo clipe do Evanescence

Imperfection” é uma das canções inéditas que integram o álbum “Synthesis”, que chegará no dia 10 de novembro próximo trazendo releituras orquestradas e inserções de elementos eletrônicos nas canções da banda capitaneada por Amy Lee.

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Tracklist:

1.Overture
2.Never Go Back
3.My Heart Is Broken
4.LacryMosa
6.The End Of The Dream
7.Bring Me To Life
8.Unraveling(Inturlude)
9.Imaginary
10.Secrer Door
11.Lithium
12.Lost In Paradise 
13.Your Star
14.My Immortal 
15.The In-Between(Piano solo)
16.Imperfection


Assista ao novo clipe de Dhani Harrison

"All About Waiting" integra o recém-lançado álbum "IN///PARALLEL", trabalho de estreia do filho do eterno beatle injustiçado, George.

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Tracklist:

1 - Never Know
2 - #WarOnFalse
3 - Úlfur Resurrection
4 - Downtown Tigers
5 - London Water
6 - Summertime Police
7 - Poseidon (Keep Me Safe)
8 - The Light Under The Doo
9 - All About Waiting Lyrics
10 - Admiral of Upside Down


Pink Floyd: Dark Side da Fominha - a constante relação entre ignorância e preconceito


Esta semana a empresa de queijo pastoso Polenguinho lançou uma campanha publicitária com o slogan "Dark Side da Fominha", cujo objetivo era brincar com o conceito de fome e saciação deste desejo por esus consumidores.

Ilustrando, a empresa divulgou amplamente a imagem acima, com o seu famoso produto substituindo o mais famoso ainda prisma entre os feixes branco e colorido da icõnica capa do álbum "The Dark Side of The Moon", do Pink Floyd.

A partir daí, um festival de ignorância, literalmente em seus dois sentidos, desconhecimento e rudeza, desfilaram abertamente na internet, atacando a campanha da empresa, acusando-a de apologia à causa LGBT, que utiliza frequentemente o símbolo do arco-íris.

É bem difícil escolher o que me dói mais: a extrema falta de cultura e conhecimento destas pessoas que desconhecem uma das, senão a capa mais reconhecidas da música de todos os tempos e portanto não perceberam a grande sacada da empresa ou o concomitante preconceito embutido nelas contra a ideologia de gênero e seus símbolos.

Só para lembrar, a capa do Pink Floyd é de 1973, muito antes da massificação midiática do arco-íris pelo movimento LGBT, e a Polenguinho ainda se dera ao trabalho de explicar isso em comunicado.

Obviamente que num dado momento, uma coisa converge com a outra. A capa do Pink Floyd já foi, é, e certamente será sempre daqui para frente associada ao arco-iris LGBT. Mas e daí, e se for? qual o problema imbuído nisso? Diversos sites, páginas e grupos floydianos no Facebook e mesmo esta própria confraria já manifestaram apoio à causa da liberdade fazendo essa analogia em sua página à ocasião recente da polêmica "Cura Gay"(imagem abaixo), pois certas coincidências são sim interessantes.

Apesar de tudo, existem aqueles que tem senso de cultura e bom humor como o internauta que apoiou a Polenguinho:

Vou voltar a comprar só por causa dessa capa do Pink Floyd”, escreveu.

Meu conselho aos internautas embebidos em toda essa ignorância mergulhada no preconceito:

Vá ouvir "The Dark Side of The Moon" comendo Polenguinho! Aculture-se e cresça!

André Floyd - Presidente da Confraria Floydstock.

Imagem usada em post da página Confraria Floydstock em repúdio à "Cura Gay"

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Review: Paul McCartney - São Paulo, 15 de outubro de 2017


Primeiramente, antes de falar sobre um show que desde a infância sonhava em assistir, mesmo sabendo que os Beatles não existiam mais como banda, sempre mantive o sonho de uma reunião com os músicos remanescentes, ou um show solo deste gênio da música, gostaria preliminarmente de esclarecer alguns posicionamentos pessoais.

Não pretendo nesse texto ser formador de opinião, nem me aparecer, nem esnobar, nem me vangloriar por ter conseguido ir num show caríssimo em outra cidade (que adoro e respeito) e muito menos me considerar mais roqueiro, mais fã, ou mais fodão que os outros, até porque acho isso de uma infantilidade e de uma babaquice sem tamanho. Falo isso e acho necessário, porque infelizmente vivemos em uma sociedade carregada de rancor, inveja e ódio gratuito, de uns querendo ser mais que os outros, vemos na internet que a felicidade de alguns incomoda a muitos e isso não faz o meu tipo e abomino tal.

Mas se você não for um desses, que bom que você também é feliz, mas em todo caso, em nenhum momento quero despertar esses sentimentos negativos e gostaria que o leitor se despisse dessas coisas ruins, até porque o texto é sobre alegria, sobre vida, sobre música. Embora você ir a um show desses e fique totalmente empolgado e extrapole felicidade,  gostaria que todos tivessem esse sentimento, sendo que o ideal e eu desejo que todos que apreciam rock, boa música e The Beatles pudessem assistir este espetáculo.

Eu nunca fui muito de sair, sou caseiro nato, ainda mais agora casado e com filho pequeno. Até gostaria de frequentar mais a noite em Campo Grande-MS, conhecer mais a fundo as bandas daqui, repetir shows que já vi em outras oportunidades, mas também gosto muito de estar em casa com meus familiares, assistir shows no dvd, ouvir meus discos, ler meus livros, advogar, ir a programas infantis com meu filho, e além disso, a Confraria já tem representantes que acompanham e resenham com muita propriedade a cena local.

Estou aqui escrevendo porque eu quero e gosto de música, porque ela me faz bem. Eu me sinto muito bem quando falo, ouço, toco (quase nada é verdade) ou compartilho música e quando vou a um show como esses é porque me deixa feliz, realizado e emocionado.

Faço parte de um grupo de confrades que são amantes de blues, rock e demais gêneros, sobretudo da boa música. Queremos apenas curtir e compartilhar a paixão pela música e essa resenha me foi solicitada pelo glorioso amigo André Floyd, presidente da Confraria Floydstock, um conhecedor de boa música, sobretudo The Beatles.

Desde já agradeço a oportunidade de fazer parte da Confraria Floydstock e me considero sortudo por estar onde estou hoje, tendo a possibilidade e condições de ir a grandes shows (nem todos que gostaria de ir, é verdade, preciso trabalhar e estudar mais/ problema meu) e poder compartilhar minha experiência (no sentido de ter vivenciado o evento, não no sentido de saber de tudo, tá bom!?!?! rs).
Dito isso, paz e amor! Vamos lá...

Desde o dia 2 de maio deste ano, quando foram confirmadas as datas da Turnê One on One e que o Brasil estaria no roteiro do beatle, foi a ansiedade tomando conta em montar o quebra-cabeças no planejamento para o dia do show. Quem vai comigo? Minha esposa é quem sempre me acompanha, mas dessa vez seria complicado, pois sem tempo hábil para retorno e sem previsão de férias em outubro. Por isso mesmo, já poderia ficar no fim de semana cuidando do nosso filho. Como sou Advogado, minha profissão permite perder um dia de trabalho a não ser por duas hipóteses inadmissíveis: perder prazo processual ou faltar audiência de instrução e julgamento, fora isso, dá para reverter. Então por mim, tudo ok. Tenho grana pra investir nessa empreitada, mas irei sozinho? 
Como diria o velho Raul Seixas: “Sonho que se sonha só É só um sonho que se sonha só; Mas sonho que se sonha junto é realidade”

Um amigo? Quem? Não sei....mas a resposta já existia dentro da família. Como minha esposa não vai, Minha Mãe também é a minha melhor amiga, além de ser uma das responsáveis por eu gostar de Paul e Beatles. Primeiro porque é minha genitora e ouvia The Beatles comigo no colo. E sempre conversamos, “puxa os Beatles poderiam se reunir novamente!” “ah daí iríamos juntos nesse show!” Após a morte de George Harrison em 2001, o sonho ficou bem distante. Mas Paul já tinha vindo ao Brasil 5 vezes, sendo que a última vez em 2014, já havámos tentado, mas não conseguimos ingresso. Puxa.....era agora ou nunca.

Pensei...a coroa está aposentada e sempre teve o desejo de ver esse show! É ela! Liguei e disse: Mãe, vamos no Paul McCartney em outubro? E um silêncio do outro lado da linha....Alouuuuu Mãe, está me ouvindo? Sim, estou meu filho...e o sonho começava a se tornar realidade.

Comprei os ingressos tranquilamente no primeiro dia após algumas horas da abertura de venda on line. Em seguida as passagens aéreas com máxima antecedência e bom preço. Pronto, agora só faltava a hospedagem, que para uma cidade como Sampa está muito bem servida de hotéis para todos os gostos e bolsos.

Embarcamos no dia 14/10 sábado e no desembarque já combinamos um preço camarada com um taxista mais camarada ainda, que gosta de shows e que nos narrou sua emoção e paixão por Bon Jovi, mostrando no som do carro os áudios do último show que contou com  abertura arrebatadora do The Cult. Ficou emocionado em nos ouvir e de conversar sobre McCartney, nos dizendo que nunca tinha ido ao show do Macca e que iria tentar comprar ingresso com cambista para o dia seguinte. Se ele conseguiu? Não sabemos, mas se a resposta for afirmativa ele viu um estupendo espetáculo.

Aproveitamos de tudo antes do show, menos drogas kkkkk. Sim, não fomos para assistir jogo do SPFC ou do SEP, mas sim para visitar galerias do rock, nova barão, santa Efigênia, teatro municipal dom Pedro, MASP, parque Trianon, avenida paulista no domingo com diversas bandas expondo sua arte, das quais destaco:  Faca Amolada (MG), uma mulher e um senhor que tocam com o coração. Ela uma voz lindíssima e ele uma calma e talento para tocar gaita e guitarra ao mesmo tempo com repertório de alto nível; Banda Corcel (SP) um quarteto feminino tocando somente música folk; e por fim Picanha de Chernobyl (RS) um trio tocando um misto de Classic, Acid and Psicodelic Rock, muito afinado e entrosado execução de alta qualidade.

Daí almoço, hotel e cama. Em seguida metro para desembarque na barra funda e acesso ao portão D do Allianz Parque, destinado ao setor de cadeira inferior. Quatro filas para mulheres e Duas filas para homens. Entramos com certa demora, mas por volta das 19 horas já estávamos lá dentro, suficiente para escolher um ótimo lugar do nosso setor com vista direta do palco e dos telões, livre das estruturas das torres de iluminação e da casinha de som no meio do gramado.

Viramos crianças, impossível não ficar feliz. Compramos bebidas e lanches, conhecemos pessoas de todas as idades, famílias de Jundiaí, Bragança Paulista, Manaus, Minas Gerais e da própria capital e aguardamos o show que iniciou às 21 horas em ponto, como manda o estilo britânico.
Paul entra no palco e acena para a plateia de aproximadamente 50 mil pessoas. Frisson....esteria....os primeiros acordes com A Hard Day’s Night, Uau...trilha do primeiro filme dos besouros, lembro da cena da correria dos rapazes e a perseguição dos fãs. Lembrei da minha infância. Foi para aquecer. Ao fim de cada música Paul sempre busca contato com a plateia, falando em português, muito bom por sinal, deve ser as repetidas vezes aqui e outros lugares como Portugal, lendo um papel escrito: “Boa noite São Paulo! Tudo bem? Como estão vocês?” “Que balada!” está bombando! Yuuuuhuuuullllll”

Simpático, carismático e de um talento impar. Começou tocando o famoso baixo hofner, embalando a segunda música Junior’s farm, alternando uma da fase beatle seguida de outra da fase com Wings. Can’t buy me love com roupagem semelhante a versão original, arrebentando a boca do balão, lembrei novamente de minha infância e de um filme chamado Namorada de Aluguel.

Depois Jet, outro grande sucesso, com destaque para um lindo telão no fundo do palco com a imagem de um jato fazendo acrobacias entre as nuvens, entretendo e empolgando o público cada vez mais. Outro exemplo é a clássica abertura de Rubber Soul, drive my car não deixa nenhum fã a desejar a vontade de cantar outro sucesso beatle.

Hora de tirar o blazer, arregaçar as mangas e pegar a guitarra pra tocar let me roll it. Dessa vez, Brian Ray assume o baixo. Vocês estão gostando? Pergunta o beatle, Siiiiiiimmmmmmmmmm. Segue com I’ve got a feeling e a coisa começa a ficar séria para quem é fraco do coração.
Ainda de punho da guitarra, Paul mostra sua versatilidade e talento solando uma jam session de uma música de Jimi Hendrix, lhe rendendo uma menção e homenagem ao Deus da guitarra. Fiquei impressionado com o desempenho de Paul solando uma Gibson canhota. Uau!

Começam as homenagens e o lado humano de Paul McCartney em lembrar todas as pessoas que o acompanham. “Imagine” todas as pessoas, menos a Yoko Ono que em nenhum instante das fotos históricas, dos filmes no telão sequer aparece ou é mencionada, por que será? Sugiro a leitura da “bibliografia autorizada dos Beatles” e “A história por trás das canções dos Beatles”, ambas do autor Hunter Davies, para vocês terem uma noção do tanto que ela “tumultuou/causou” na trajetória dos besouros. E não haveria o por que ela ser lembrada ou ter alguma saudade...

Paul larga a guitarra gibson, senta no piano e diz: “Agora vou tocar uma música em homenagem a Linda” e desfila categoria em Maybe i’m amazed e percebe-se uma voz embargada no início que depois é retomada próxima ao normal. Sim, observei que a voz de Paul teve uma leve mudança de 2012 para cá. Vejam os vídeos dos últimos 5 anos e comparem com as apresentações anteriores a 2010. Não sou nenhum expert, audiófilo convicto, técnico ou graduado em música, mas aqui já dá pra se discutir a questão da mudança da voz conforme o avanço da idade e as consequências de centenas de shows que deixo para os especialistas. Mas aos 75 pra mim ainda está impecável! Ao vivo e ainda na ativa, está perfeito! Comparado a Bon Jovi e Axl Rose, Paul está maravilhoso!

We can work it out, destaque para o harmonioso acordeon tocado por Paul “Wix” Wickens, que acompanha McCartney desde 1989 (época da turnê flowers in the dirt), que encaixa perfeitamente no contexto problemático da letra sobre duas pessoas em adversidade.

Depois voltou no tempo com a primeira gravação dos Beatles, ainda quando intitulados como The Quarrymen, tocando a histórica balada folk In spite of all the danger, com participação do público vocalizando Oh Oh Oh Oh...
Depois foi a vez de Paul homenagear George Martin com a primeira gravação com ele, o hit Love Me Do foi muito bem recebido e entoado pela plateia com o  tradicional solo de gaita.
Momento mais engraçadinho da noite, quando Paul já dessa vez tocando violão em and i love her, no solo vira de costas para a plateia e começa a rebolar o quadril com close no telão levando as mulheres taradas a loucura. Apesar da descontração é uma clássica canção de amor.

Blackbird só Paul voz e violão. Notas magistrais e melodia doce. Uma das músicas mais belas compostas por Paul. Emociona. Antes ele disse que iria falar dos direitos humanos porque quando a compôs estava pensando na situação dos negros nos EUA, encorajando a luta pela igualdade.
Chegou a hora de homenagear John Lennon, Paul disse que escreveu essa música após a morte do amigo e fala sobre uma conversa que poderiam ter tido, ou seja, uma espécie de desabafo, já que não se encontravam após o fim dos fab4 até quando John faleceu. Enquanto a música era executada, imagens da dupla em momentos felizes eram mostradas no telão. Acho que é assim que McCartney gosta de lembrar Lennon.

Algumas músicas do álbum NEW preenchendo o set list com um pop britânico da melhor qualidade e por falar em qualidade é essa banda que acompanha a nossa estrela maior.
Fui dar uma pesquisada nos músicos da banda de Sir Paul.
Abe Laboriel Jr o baterista peso pesado e sorridente é americano formado na tradicional Berkeley. Começou cedo na música, inspirado pelo Pai Abraham Laboriel, famoso compositor. Já tocou com BB King e Shakira. Rusty Anderson o guitarrista é fã de Beatles desde pequeno, começou tocar aos 13 e sua banda Eulogy ganhou reconhecimento chegando a tocar com The Police, Van Halen e Quiet Riot. Brian Ray é o que toca baixo quando Paul pega a guitarra, mas ele também faz a guitarra base na maioria das vezes. Diretor musical e guitarrista de Etta James durante 14 anos, Ray dividiu os palcos com músicos lendários, como Keith Richards, Santana, Joe Cocker, Bonnie Raitt, John Lee Hooker e Bo Diddley. (fonte: site Terra).

Lady Madonna uma aula de música. Letra inteligente de um cotidiano de uma dama com o mais puro e clássico rock regravada por diversas bandas mundo afora, incluindo Os Mutantes.
Chega a hora de Eleanor Rigby. Essa música é muito especial pra mim, pois me traz a primeira lembrança musical, quando ainda criança aos 5 anos de idade, deitado no banco traseiro do Chevette marron que meus pais tinham e me levavam para dar voltas a noite até eu adormecer. Era uma fita k7 basf selo marron com uma versão estendida da canção, que hoje sei que é do álbum Give my regards to broad street. Achei que ia chorar, mas não chorei. Fiquei estático atento a execução, exatamente como há 33 anos, ouvindo atentamente o k-7, olhando para as estrelas e me concentrando no abstrato e nas informações. Os dois personagens ainda estão no imaginário.

Eleanor Rigby seria a noiva ou uma convidada do casamento? Seria a faxineira da igreja?  “picks up the rice in the church where a wedding has been”. E Father McKenzie seria o Pai de Paul trocando apenas o sobrenome propositalmente? Ou ele é um solitário que escreve um sermão que ninguém irá ouvir?
São dois personagens que se reúnem quando ela morre. “She died in the church and was buried alone with her name”. Será que era solitária, não era casada, não tinha família, não era ninguém...??? Seria uma mulher solitária e grávida a espera de Father Mckenzie que foi para a 2º guerra e não voltou? Perguntas existem....todas na  imaginação.

Agradeço ainda a George Martin pelo lindo arranjo de um octeto de cordas orquestrado que nos faz viajar nessa que é uma das mais belas canções dos fab4.
Paul manda uma abraço para os amigos Rolling Stones e fala da música I wanna be your man,  por eles encomendada. Rockão de primeira qualidade! Uma ótima música para curtir as duas das maiores bandas inglesas.

Na música seguinte, o palco se transforma em psicodelia pura, com pedaços de vidros ou cristais que refletem um emaranhado colorido parecido com arco íris, na execução da faixa being for the benefit of mr.kite! Eu jurava que se fosse do álbum Sgt. Peppers, Paul escolheria além da faixa título, getting better ou she’s living home, até porque já estava na torcida para a day in the life. Surprezaça!!!
Daí vem a parte do show que eu desmoronei....Meu Deus!!!

Não imaginava que iriam tocar Something. E foi justamente a hora de Paul homenagear George Harrison. A versão começa despretensiosa, com McCartney tocando ukulele sozinho e cantando. Abre parêntese (Paul já tinha tocado baixo, guitarra base e solo, violão, piano, agora um ukulele e depois viria a tocar órgão. Pensei daqui a pouco ele fala pro batera: sai pra lá meu, agora é minha vez). A música começa a se desenvolver e a partir da 2º estrofe entra a banda inteira tocando espetacularmente os acordes e no telão várias imagens de George. Lágrimas me tomam novamente ao escrever isso pra você. Lindo Demais! Harrison também era fantástico, apesar de não compor tanto era um exímio guitarrista (ouça todos os solos dos Beatles) e quando compunha, rapaz!!!!

A day in the life é magnífica e eu não acreditei por que o aglutinado sonoro das pessoas conversando parece que vão sendo sugados por um túnel com eco e aquelas vozes paralelas com o orquestrado e o volume aumentando progressivamente, não dá pra explicar aquilo! E o despertador é igualzinho o da gravação. Fiquei igualzinho aos personagens dos looney tunes em desenho animado, abobalhado! Ele emenda com refrão acidental de Give Peace a chance de Lennon, fazendo toda a plateia acompanhar.
Mais uma do álbum branco, retoma com muita energia e alegria a sequência final. "Ob-la-di, Ob-la-da" é citada com o primeiro exemplo de ska branco. Mesmo sendo uma frase em urhobo, a música que Paul compôes em torno dela e os personagens inventados eram da Jamaica. Quando gravou os vocais, Paul cometeu um erro ao cantar Desmond, em vez de Molly, "stayed at home and did his pretty face". Como os outros Beatles gostaram da escorregadela, ela foi mantida. Paul amava a música e queria que fosse um single, John sempre a detestou.

Band on the run é incondicionalmente com Maybe i’m amazed, let me roll it e live and let die, as melhores músicas de sua carreira solo. Estruturada como uma suíte de várias partes, a música versátil não só é o carro chefe do seu melhor disco pós Beatles, como também responsável por dar nova vida na carreira de Paul. Essa é fundamental. Música fantástica.  Que solo de guitarra!!!
Um dos melhores rocks da noite pra mim Back in the USSR é muito contagiante. Você nunca pensou em pegar um avião rumo ao leste europeu, tomar vodka, se divertir e flertar com russas e ucranianas? Telão com clipe maravilhoso com muito vermelho e branco neve, guitarras vibrantes com solo arrebatador (obrigado novamente George!).

Let it be, sem palavras. Estádio apagado e milhares de luzes de smartphones velando McCartney cantar a música que escreveu após a morte sua Mãe Mary. Ficou tão bonito que foi ovacionado e ele agradeceu muito pelas luzes. Lágrimas nos olhos novamente. Lembrei da infância novamente.
Live and let die é o maior espetáculo pirotécnico que eu já vi em um show de rock. O que eu posso dizer que o palco praticamente ficou em chamas. É aquela hora que os músicos tem seus lugares marcados e não podem se mover para não se machucar. Absurdo! Para nenhum fá de Kiss botar defeito! A hora que Paul canta o refrão ocorre quatro pontos de explosão ao mesmo tempo em todo o palco e cai uma cortina de fumaça e fuligens, enquanto fora do estádio e acima fogos de artifício (aqueles das festas de réveillon) são atirados para cima completando o cenário cinematográfico das perigosas aventuras de James Bond. Sensacional!

Por fim, Hey Jude. Paul compôs esta canção em homenagem a Julian Lennon que andava triste por conta da separação de John e sua mãe Cynthia. Já sabia que Paul sempre encerra seus shows com essa, já vi vários dvds e o povo canta o refrão “na-na-na-na-na-na-na” até enjoar.. Ao contrário do que diria Raul Seixas, esta música só tem começo e meio. De tão linda que essa música é, ela nunca termina. Paul disse:” agora só os manos” nananananana....”Agora só as minas” nanananana. E deveria não terminar! Essa música também marcou minha infância, mas não vou me estender porque preciso terminar essa resenha.

Volta para o bis,  trazendo a bandeira do Reino Unido (Paul é inglês, mas de origem irlandesa) e do Brasil. Só ele, apenas voz e  violão, toca Yesterday de forma única. Todos tentam tocar igual, mas só ele consegue tocar daquela forma. Um clássico absoluto! Ele sonhou com essa música, acordou e rascunhou. Mas já achava que ela já existia. No outro dia apresentou pra várias outras pessoas que nunca tinham ouvido. Esse cara é um ET! Deve viajar no tempo! A música é perfeita!
40 anos de Sgt Peppers e não poderia faltar ela. Só que na versão reprise, mais rápida, enxuta e animada, encerrando as faixas do considerado álbum mais importante e influente da música.

Outra grande surpresa Helter Skelter! PQP!!!!!! KRLEO!!!!VTNC!!!!!! Que aula de guitarra!!! E os vocais….batera enlouquecido….pra mim essa música é um heavy metal! Tocada alta, com distorção, muita palhetada pra baixo e varias vezes urrada por Paul!
Birthday foi tocada para os aniversariantes, mas na verdade era para todos que conseguiram assistir esse show e, sobretudo para a excelente banda de McCartney que nada deixou a desejar.
Sabem aquele vídeo que circula na internet que mostra uma homenagem a Paul McCartney na plateia condecorado com uma medalha ao lado de Oprah, Presidente Obama e no palco Steven Tyler do Aerosmith cantando lindamente Golden slumbers/carry that weigh/the end? Pois é, o encerramento é esse só que com telão maior, com imagens maravilhosas da carreira musical e espetáculo de iluminação com Paul cantando esses clássicos do álbum Abbey Road. Lágrimas nos olhos, palmas e mais palmas. Foi a excelência da música em pessoa. 

Veja o setlist completo do show de 15/10/2017:

1) A Hard Day’s Night
2) Junior’s Farm
3) Can’t Buy Me Love
4) Jet
5) Drive My Car
6) Let Me Roll It
7) I’ve Got a Feeling
8) My Valentine
9) Nineteen Hundred and Eighty-Five
10) Maybe I’m Amazed
11) We Can Work It Out
12) In Spite of All the Danger
13) Love Me Do
14) And I Love Her
15) Blackbird
16) Here Today
17) Queenie Eye
18) New
19) Lady Madonna
20) FourFiveSeconds
21) Eleanor Rigby
22) I Wanna Be Your Man
23) Being for the Benefit of Mr. Kite!
24) Something
25) A Day in the Life/Give Peace a Chance
26) Ob-La-Di, Ob-La-Da
27) Band on the Run
28) Back in the U.S.S.R.
29) Let It Be
30) Live and Let Die
31) Hey Jude
Bis:
32) Yesterday
33) Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise)
34) Helter Skelter
35) Birthday
36) Golden Slumbers/Carry That Weigh/The End

Foram 38 músicas executadas em 2 horas e 40 minutos de um espetáculo que pode ou não ter sido a última turnê de Paul McCartney no Brasil, que encerrará sua passagem pelas terras tupiniquins no dia 20/10/17 em Salvador/BA.

Mas para quem ainda não foi ou já foi e quer ir novamente no Brasil, tenho uma ótima notícia: Quando Paul se despediu ele disse em português em alto e bom som: “Tchau São Paulo, até a próxima...”. A sensação foi a de que ele quer voltar. Que ele gosta de estar no palco, de interagir com o público e de se sentir jovem. Ele deixou a porta aberta. Se é um hábito dele sempre falar que irá voltar, já não sei afirmar...

Tenho certeza que estão todos agradecidos por tudo que ele representa para a história da música e pelo grandioso show no ultimo domingo.
Como explicar a banda The Beatles que influenciou tantas outras bandas, inovou a música, o ye ye ye, ditou à moda, o mundo do showbiz, o rock de arena, experimentaram diversos métodos de gravação, a psicodelia, quebraram as barreiras de possibilidades dentro do estúdio, compuseram as mais belas canções de todos os tempos, muitas tocadas nesse show (vide setlist);  13 discos em apenas 8 anos de trajetória, além dos vários singles reunidos em obras como Past Masters; #1;e outras coletâneas?

Como explicar que um menino do subúrbio de Liverpool, quase não foi aceito na banda de John, porque sua Tia achava que o fato de Paul ser pobre, poderia ser uma péssima influência para seu sobrinho, mas mesmo assim ele foi aceito e começaram a trilhar com diversidades e talentos próprio, com George e Pete, esse último dispensado por Brian Epstein, dando lugar a Ringo, juntos seguiram o caminho para se tornar a maior banda de rock de todos os tempos....?
E que após liderar os Beatles, seguir longa carreira artística com os Wings e depois solo, está vivo com 75 anos de idade e ainda nos proporciona oportunidades de vê-lo tocar e cantar ao vivo, levando sua música para várias gerações.

No dia do professor, tivemos uma senhora aula sobre a história da música, ministrada pelo maior músico e compositor do Planeta.
Mother “Delma” comes to me speaking words of wisdom e nós realizamos o nosso sonho. Obrigado Mãe e parabéns para você também que é professora de história hoje aposentada!
A não ser por isso e pela emoção que tomou conta de mim no show e de toda vez que me emociono quando ouço suas canções, eu não tenho mais palavras. Deixo a música falar por si só.

Some people like rock,
some people like roll.
I love both!

Por: Confrade Leonardo Malta.

Os 50 anos da primeira edição da Rolling Stone


VIA COLLECTORS ROOM

Há exatos 50 anos, em 18 de outubro de 1967, chegava nas bancas dos Estados Unidos a primeira edição da revista Rolling Stone. A publicação inaugurou uma nova era, sendo responsável pela criação e viabilização de um mercado editorial voltado para o público jovem, mas também abordando assuntos como política, além da música.

Em circulação até hoje, a Rolling Stone é uma das mais emblemáticas revistas do planeta e possui edições próprias em países como Argentina, Austrália, Brasil, Bulgária, Chile, China, Croácia, Colômbia, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Dubai, Rússia, Espanha, Turquia, África do Sul e Reino Unido.

A edição brasileira começou a ser publicada em 2006 e segue saindo mensalmente. No entanto, aqui no Brasil temos um fato curioso: durante um breve período no início da década de 1970, tivemos uma edição pirata da RS em nossas bancas. A publicação chegou a 36 edições, e tem a sua história contada neste artigo.

A primeira edição da Rolling Stone trouxe John Lennon em sua capa, devidamente vestido como um soldado partindo para a guerra. Aliás, Lennon teve uma relação marcante com a revista. Além de estrelar a sua primeira capa, realizou o último ensaio fotográfico de sua vida para uma matéria da Rolling Stone, que foi lançada logo após a sua morte.

Ao longo dos anos a revista colecionou inúmeras capas clássicas, e selecionamos algumas abaixo:






VEJA MAIS NA COLLECTORS ROOM

Lollapalooza Brasil libera sua programação por dia


A programação completa de cada dia do festival que ocorrerá ano que vem no autódromo de Interlagos em São Paulo fora divulgada hoje. Confira na imagem.

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Assista prévia do novo Ao Vivo do Black Sabbath


"Paranoid" integra o Blu-Ray/DVD "The End Of The End".

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"The End - Live in Birmingham", o epílogo sabático que fora mostrado mundialmente nos cinemas no último dia 28 de setembro chegará no dia 17 de novembro próximo nos formatos CD duplo, LP triplo, blu ray e DVD, além de uma edição DeLuxe trazendo CD duplo, DVD e Blu Ray, acrescidos de um livro, réplica do programa da turnê e outros ítens para fãs, incluindo um disco extra com quatro músicas clássicas gravadas ao vivo no Angelic Studios em 2017, sendo elas: "The Wizard", "Wicked World", "Sweet Leaf", "Tomorrow's Dream" e "Changes".

Tracklist:

01 - Black Sabbath
02 - Fairies Wear Boots
03 - Medley: Under The Sun / Every Day Comes And Goes
04 - After Forever
05 - Into The Void
06 - Snowblind
07 - Band Introductions
08 - War Pigs
09 - Behind The Wall Of Sleep
10 - Medley: Bassically / N.I.B.
11 - Hand Of Doom
12 - Medley: Supernaut / Sabbath Bloody Sabbath / Megalomania
13 - Medley: Rat Salad / Drum Solo
14 - Iron Man
15 - Dirty Women
17 - Children Of The Grave
18 - Crowdcheering
19 - Paranoid
20 - Credits


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Tecladista do Angra tocará com Tarja na Bolívia


Via Bruno Sa / WHIPLASH

O tecladista brasileiro Bruno Sa, que atualmente trabalha com o Angra e com o Geoff Tate (ex-Queensryche), substituirá Christian Kretschmar no show da Tarja Turunen, dia 21 de outubro, no Scream Bolivia, festival que também contará com shows como da Gene Simmons Band e do Dee Snider (Twisted Sister).

Jethro Tull: o sentimento causado por "Too Old to Rock 'n' Roll: Too Young to Die!"


A canção "Too Old to Rock 'n' Roll: Too Young to Die!", do álbum homônimo do Jethro Tull há algum tempo me traz um sentimento nostálgico de uma época em que estar no meio da cena rocker vai ficando uma realidade mais e mais distante, pois o corpo envelhece, a energia se esvai, a família te absorve e o modo de se apreciar o estilo vai aos poucos mudando, ficando gradativamente mais contemplativo.

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E pelo visto não estou sozinho nessa sensação.

Leia abaixo o excelente texto do leitor Marcio Abbes sobre esse belíssimo trabalho de Ian Anderson à frente de seu Jethro Tull:

"Depois de tantas discussões sobre o fato do Ian Anderson deve ou não continuar a sua carreira artística, resolvi colocar um disco que me transporta para o passado numa audição tão serena e brilhante do Jethro Tull.

Isso que sinto ao escutar o brilhante disco "Too Old to Rock 'n' Roll: Too Young to Die!". Disco conceitual que traz a luta de um velho roqueiro para voltar à fama. O disco está bem longe de ser o melhor disco do Jethro, mas o que me deixa impressionado no disco são as canções com sublimes melodias envolvidas em belíssimos arrranjos de cordas, assim como "Quizz Kid", "Crazed Institution" e "From a Dead Beat to an Old Greaser".

Isso é mais latente na canção "Too Old to Rock 'n' Roll: Too Young to Die!", onde me entrego totalmente a brilhante e divina canção e aos seus arranjos inspirados. A voz de Ian Anderson me emociona profundamente na sua elevação de voz: "The old Rocker wore his hair too long, wore his trouser cuffs too tight./Unfashionable to the end --- drank his ale too light./Death's head belt buckle --- yesterday's dreams ---/the transport caf' prophet of doom./Ringing no change/in his double-sewn seams/in his post-war-babe gloom./Now he's too old to Rock'n'Roll but he's too young to die".

Entra a bela e balançante "Pied Piper". A audição detona a minha memória afetiva que está no meu querido quarto cheio de bagunça e de energia lá nos anos 70. O disco fecha com a divina "The Chequered Flag (Dead or Alive)", mais uma vez me emociono com a maravilhosa performance vocal do menestrel Ian, que dá um toque poético para terminar mais um grande disco do Jethro Tull. A música é uma das mais lindas da banda. O arranjo de orquestração dá o magnífico tom a perfeita suavidade para o cancioneiro Ian mostrar todo o seu potencial vocal de forma suave e, ao mesmo tempo, visceral para finalizar mais um grande trabalho da banda."

Assista um coral de crianças sérvias cantando Fear of The Dark do Iron Maiden


A maestrina sérvia Jovana Obradovi postou em seu canal no Youtube um vídeo onde regera o coral das crianças da escola local Ivo Andrić entoando o clássico da Velha Donzela, "Fear of The Dark".

Assista no player abaixo:

Lyria: Banda carioca de symphonic metal pede ajuda dos fãs para gravar seu segundo álbum


Após ter lançado ótimo álbum de estreia chamado "Catharsis" (2014), graças a uma bem sucedida campanha denominada crowdfunding (a popular "vaquinha"), a banda do Rio de Janeiro Lyria, capitaneada pela mezzo-soprano Aline Happ, novamente vem requerer a colaboração dos fãs para juntos viabilizarem a confeccção de seu segundo álbum.

Se mantiverem a competência do seu primeiro trabalho, com empolgantes arranjos, boa pegada lírica e a bela linha de canto de sua vocalista, valerá muito a pena ouvirmos o segundo álbum do Lyria.

Quem contribuir com o crowdfunding receberá algumas honrarias da banda, tais como:

Seu nome impresso na obra de arte do álbum;
CDs assinados;
T-shirts (tamanhos: Girly, M, L, XL, XXL);
Bate-papo online com a banda;
Letras manuscritas de Aline Happ;
Artigos feitos à mão por Aline Happ...

Assista abaixo a frontwoman Aline Happ falando sobre a campanha:




Para doar clique na imagem abaixo:


ENDEREÇO DA BANDA NO FACEBOOK

Assista ao novo clipe do Arch Enemy


"The Race" integra o álbum "Will to Power", que chegou em 8 de setembro último via Century Media..



Metallica: detalhes da edição de 30 anos de Master Puppets e demo disponível, ouça!


VIA COLLECTORS ROOM

Promovendo a edição especial de seu terceiro disco, Master of Puppets, que será relançado com uma quantidade enorme de faixas extras em 10 de novembro, o Metallica divulgou a versão demo da música título.

Gravada no final de 1985, a versão soa, como era de se esperar, mais crua e áspera, além de contar com os vocais mais agudos de James Hetfield, na linha do que ele fazia nos dois primeiros álbuns da banda, Kill ‘Em All (1983) e Ride the Lightning (1984).

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Tracklist:

Disc: 1

  1. Battery
  2. Master of Puppets
  3. The Thing That Should Not Be
  4. Welcome Home (Sanitarium)
  5. Disposable Heroes
  6. Leper Messiah
  7. Orion
  8. Damage, Inc.

Disc: 2

  1. Battery (Early June 1985 Demo)
  2. Master Of Puppets (Late June 1985 Demo)
  3. The Thing That Should Not Be (September 1985 Drum Room Demo)
  4. Welcome Home (Sanitarium) [Late June 1985 Demo]
  5. Disposable Heroes (May 1985, Writing in Progress II)
  6. Lepeer Messiah (1985, from James' Riff Tapes)
  7. Orion (November 1985, Work in Progress Rough Mix)
  8. Damage, Inc. (1985, from James' Riff Tapes)
  9. The Money Will Roll Right In (Work in Progress Rough Mix)
  10. The Prince (Work in Progress Rough Mix)
  11. Metal Madness (Magazine Interview with Cliff)

Disc: 3

  1. Battery (Live at The Meadowlands, East Rutherford, NJ 4/21/1986)
  2. Master of Puppets (Live at The Meadowlands, East Rutherford, NJ 04/21/1986)
  3. For Whom The Bell Tolls (Live at Hampton Coliseum, Hampton, VA 08/3/1986)
  4. Ride The Lightning (Live at Grugahalle, Essen, West Germany 01/25/1987)
  5. Welcome Home (Sanitarium) [Live at The Country Club, Reseda, CA 11/8/1986]
  6. The Thing That Should Not Be (Live at the Aragon Ballroom, Chicago, IL 05/25/1986)
  7. (Anesthesia) Pulling Teeth [Live at the Aragon Ballroom, Chicago IL 05/25/1986]
  8. Damage, Inc. (Live at the Aragon Ballroom, Chicago, IL 05/25/1986)
  9. Fade To Black (Live at Solnahallen, Stockholm, Sweden 09/26/1986)
  10. Seek & Destroy (Live at The Country Club, Reseda, CA 11/8/1986)
  11. Creeping Death (Live at Aragon Ballroom, Chicago, IL 05/25/1986)
  12. The Four Horsemen (Live at Grugahalle, Essen, West Germany 01/25/1986)
  13. Am I Evil (Live at Hapmton Coliseum, Hampton, VA 08/3/1986)
  14. Whiplash (Live at the Aragon Ballroom, Chicago, IL 05/25/1986)

Ouça este artefato sonoro histórico abaixo:

Há 50 anos HAIR estreava no Off-Broadway


Talvez o grande e maior legado da contracultura norte-americana, traduzida em uma só obra, a peça musical HAIR revolucionou a segunda metade da década de sessenta, mapeando para o mundo a realidade em que se consistia toda a cultura hippie que se arvorava contra a Guerra do Vietnã, pregando através da música, dança, drogas, liberdade de expressão, pensamento e sexual uma mobilização da população contra o conflito armado equivocado.

Em 17 de outubro de 1967 HAIR, escrita por  James Rado e Gerome Ragni com músicas de Galt MacDermot e "chocando" pelo nú explícito, entrava em cartaz no Off Broadway (circuito de teatros menores) antes de chegar à gigante do teatro nova-iorquino.

HAIR narra a história de Claude, um jovem entusiasta que se propõe a deixar esu pacato lar no interior para rumar para Nova Iorque onde voluntariamente se alistaria no exército, para lutar pelos EUA contra o Vietnã.

Porém na chegada conhece a trupe hippie de Berger e a jovem burguesa Sheila que o encantam e lhe mostram um outro lado da vida, regada à leveza, drogas, álcool, música, liberdade, paixão, amor e busca pela paz, louvando o início da Era de Aquário.

O musical fora um marco positivo para muitos à época e logicamente negativos para conservadores e belicistas do sistema americano nos EUA e fora dele.


HAIR ganhou dezenas de remontagens pelo mundo, inclusive no Brasil em 1969, marcando a estreia de Sônia Braga, então com 18 anos de idade.


Mais de uma década depois, em 1979, o tcheco Milos Forman adaptou o musical para as telas de cinema, já tendo os EUA perdido a guerra contra o Vietnã.

A película fora vencedora do Globo de Ouro em 1980 e protagonizada por John Savage, Treat Willians e Beverly D'angelo e trazia interpretações musicais espetaculares e marcantes tais como a inicial "Aquarius", "Sodomy", "I Got Life", "Easy to Be Hard", "Black Boys/White Boys", "Walking in Space", "Good Morning Starshine" e "Let the Sunshine In".

Concluindo: Assista HAIR para ontem e tenha uma esclarecedora noção do que foram os doces e ácidos tempos sessentistas, certamente a década que mais mudara o mundo no século XX, inclusive musicalmente.

Sem HAIR, provavelmente este blog e toda a formação cultural deste que vos escreve simplesmente não existiria.

As canções:

Ato I

"Aquarius"
"Donna"
"Hashish"
"Sodomy"
"I'm Black/Colored Spade"
"Manchester England"
"Ain't Got No"
"I Believe in Love"
"Air"
"Initials (L.B.J.)"
"I Got Life"
"Going Down"
"Hair"
"Easy to Be Hard"
"Don't Put It Down"
"Frank Mills"
"Be-In"
"Where Do I Go"

Ato II

"Electric Blues"
"Black Boys"
"White Boys"
"Walking in Space"
"Yes, I's Finished/Abie Baby"
"Three-Five-Zero-Zero"
"What a Piece of Work Is Man"
"Good Morning Starshine"
"The Bed"
"Aquarius" – (repetição)
"Manchester England" (repetição)
"Eyes Look Your Last"
"The Flesh Failures"
"Let the Sunshine In"

Assista a dois momentos emblemáticos do filme nos players abaixo:



Pink Floyd: as onze músicas compostas por Gilmour e Waters - "Wot's... Uh The Deal"


Estou iniciando hoje uma série de breves dissecações das onze músicas compostas por Gilmour e Waters no Pink Floyd, começando por uma canção que é uma de minhas preferidas compostas pela dupla: "Wot's... Uh The Deal", quinta faixa do álbum "Obscured By Clouds" (1972), trilha sonora do filme sofrível por sinal, "La Vallée", do diretor iraniano Barbet Schroeder.

Se o filme supracitado abusa da paciência de seu espectador de tão ruim, a música homenageada nesse post agracia os ouvidos de quem a contempla com uma das mais lindas melodias produzidas pelo Pink Floyd, com a voz aveludada de David Gilmour permeando toda a obra, letrada por Roger Waters.

A canção é um verdadeiro idílio sonoro e em sua metade recebe as teclas harmônicas do solo de piano de Richard Wright que a entrega para o solo cativante das cordas de David Gilmour.

A música termina com Richard Wright novamente a presenteando com suas teclas, já ganhando uma pequena atmosfera jazzística.

Ou seja: uma música que nos remete ao desejo de dar vários repetecos.

Penso que uma das melhores coisas que já aconteceu aos fãs do Pink Floyd fora a "ressurreição" desta canção promovida por Gilmour durante sua turnê do álbum "On An Island" em 2006, onde a tocou ao vivo pela primeira vez juntamente com Richard Wright, uma vez que com o próprio Pink Floyd esta música jamais fora executada em shows, infelizmente.

O registro desta execução de "Wot's... Uh The Deal" por Gilmour e Wright em 2006 você pode conferir no player abaixo, excerto do DVD "Remember That Night" (2007).

Logo na sequência, ouça o áudio original da música, incluída no álbum "Obscured by Clouds" (1972).


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Régis Tadeu inaugura seu novo canal no Youtube


Devido ao fato do site YAHOO ter sido vendido, o baterista, crítico e produtor musical partiu para o caminho dos vídeos no Youtube, onde discorrerá sobre assuntos culturais de boa qualidade diversos, tais como bandas novas, discos antigos, dicas sobre livros, televisão, cinema, teatro, promoções e claro, não poderá faltar os famigerados comentários sobre shows.

Assista no player abaixo o Régis explicando pessoalmente e oficialmente declarando aberto seu canal:

Os dez mandamentos do Pink Floyd na estrada


Na exposição floydiana em Londres Their Mortal Remains no Victoria & Albert Museum, um dos artefatos exibidos foi o registro dos Dez Mandamentos da banda na estrada, seguidos à risca pela banda em suas excursões.

Conheça-os a seguir:

1. NÃO TE ATRASARÁS - Tem em conta os avisos de chamada. Seja por causa da bagagem, do período de descanso, do ensaio, ou especialmente do concerto - sê pontual. Não faças os muitos esperar pelos poucos.

2. NÃO FICARÁS SEM PASSAR CARTÃO - Os cartões de identificação devem ser estimados, não devem ser emprestados, esquecidos ou perdidos. São impressos de boa-fé e para tua própria proteção e conveniência. Aos convidados serão entregues passes autocolantes. Por favor pede aos teus convidados que não tragam máquinas fotográficas ou de filmar.

3. NÃO TERÁS EXCESSO DE PESO - Os membros da banda terão direito a etiquetas para a sua bagagem e é-lhes requisitado que não ultrapassem as duas unidades. Viaja de forma simples e leve!

4. NÃO TE ESQUIVARÁS AO SERVIÇO - Ao deixar um hotel, apresenta-te na recepção para o check-out, cuidando das tuas despesas. Mesmo que não tenhas despesas, terás de fazer o check-out à mesma. Arranja tempo suficiente para o efeito e sê pontual nas nossas partidas.

5. NÃO ALIMENTARÁS AS MASSAS - O serviço de catering é só para a equipe de digressão. Não é um restaurante grátis para família, amigos ou pessoas que te interessem. As refeições só serão servidas aos possuidores de cartão de identificação.

6. NÃO DARÁS BORLAS AO MUNDO - NÃO existirão bilhetes de cortesia. Todos os bilhetes deverão ser comprados. Contacta a Juliette com antecedência de forma a que os teus pedidos sejam correspondidos de forma satisfatória.

7. NÃO CIRCULARÁS À TOA - Se qualquer membro da banda sentir necessidade de sair por si só a dada altura, seja dia ou noite, terá que se assegurar de que a gerência o sabe e tem ao seu dispor uma forma de contacto, se possível.

8. NÃO SOBRECARREGARÁS - Não assumas que a família e os amigos cabem no transporte da banda. Assegura-te que evitas vergonhas e más vibrações, fazendo com que os teus convidados planeiem eles próprios as suas viagens.

9. NÃO TE DEPRIMIRÁS - Tenta guardar gemidos, grunhos, depressões, problemas pessoais e observações pessimistas para ti - ninguém quer saber.

10. SERÁS OBEDIENTE - Faz o que te dizem ou levas um carolo.


domingo, 15 de outubro de 2017

Rock é o gênero preferido por médicos americanos para realizar cirurgias


Muitos  médicos apreciam ouvir músicas enquanto realizam os procedimentos cirúrgicos em seus pacientes.

Segundo o Spotify, o maior serviço de streaming, 90% dos médicos americanos preferem operar ouvindo músicas no centro cirúrgico.

Na maioria dos casos o rock é o estilo preferido. Guns N' Roses, Rolling Stones, Queen, AC/DC e Eric Clapton estão entre os mais tocados em centros cirúrgicos do país.

Após o rock, o pop e a música clássica são os dois outros gêneros musicais mais requisitados.

Os pacientes também podem escolher canções.

Assista ao vídeo abaixo: 

video